Autor: Inimá Souza*
Vale repetir, o vinho do verão é o branco, pois, sempre refrescante, ele é a natural indicação para enfrentarmos as altas temperaturas dessa Estação, seja com os pés nas areias praianas ou na piscina, seja como delicioso aperitivo. Isto, sem deixar de mencionar a sua polivalência na harmonização com comidas.
Essa polivalência decorre dos seus mais variados estilos e tipos. O branco leve, seco e com acidez vivaz estimula o apetite e é acompanhamento para peixes, camarões, ostras, carnes brancas, comida oriental, sushi, sashimi, diversas entradas, queijos de cabra, carnes leves de caças e massas ao pêsto.
Entre os tantos vinhos desse tipo, o previsível Sauvignon Blanc, Riesling, Chardonnay – que não tenha passagem por madeira -, Pinot Grigio/Gris, Alvarinho, Arinto e muitos outros do mesmo tipo. Portanto, leves e fáceis de beber.
Para as comidas suntuosas e aquelas com elevados teores de manteiga, a companhia é o branco encorpado – que, em geral tem teor alcoólico mais alto. São desse tipo: Chardonnay – com passagem por madeira -, Viognier, Sèmmillon, Sauvignon Blanc, Chenin Blanc, Gewurztraminer e outros.
Quanto a queijos, o vinho branco é par para a maioria deles; ainda que, corriqueiramente, as indefectíveis tábuas de queijo consagrem o tinto como acompanhamento.
O vinho branco é, sim, puro prazer. E não é isto que se busca em toda garrafa que se abre, seja vinho branco, tinto ou rosado? Todavia, no Verão a primazia deveria ser dele, o vinho Branco.
Ademais, neste Brasil tropical, com mais de 7.500 quilômetros de costa marítima; e portanto, com uma imensidão de pescados e frutos do mar, beber vinho branco – e sem deixar de ser repetitivo -, seria absolutamente natural. Não é.
A preferência nacional pelo tinto, sobre ser absoluta entre os apreciadores de vinho, não deixa de revelar algum preconceito – ou seria desconhecimento? Sobre o vinho branco. De fato, esta realidade de hoje já foi outra até os idos de 1980, quando o vinho branco era o mais consumido.
Quer coloquemos preconceito ou desconhecimento como condicionantes para o ainda incipiente consumo de vinho branco, por aqui – se comparado ao tinto -, alguns fatores logo destacam-se.
Em relação ao preconceito – se existente -, o caldo de cultura que remota à época em que, por aqui, começou-se a beber vinho; e o vinho branco, majoritariamente, não era um bom vinho.
Com referência ao desconhecimento, a incontestável pouca divulgação do vinho branco – e, de maneira pontual, do ótimo vinho branco brasileiro -, mercê de o País, ser, na atualidade, produtor de grandes vinhos brancos, que nivelam-se ou suplantam vários importados.
Enfim, esse Verão, com suas altas temperatura, será mais uma oportunidade para que o apreciador de vinhos, a qualquer ocasião e de modo especial, à mesa, levante uma taça de vinho branco. Salut.
Itabira
Vai daqui votos de sucesso ao empresário, Thiago Jacques – a ancestralidade francesa o trouxe para a boa mesa e o bom vinho -, pela abertura do seu bistrô Le Ville, na cidade de Itabira, onde reside. Com cardápio criterioso e carta de vinhos à altura, além de aconchegante ambiente, Le Ville é roteiro obrigatório para toda a região.
Tim, tim.
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