Vinho, Gente, Coisas e Adjacências
Inimá Souza*
Outono é esta Estação do meio – entre o calorzão do Verão e o frio do Inverno, que chega trazendo ainda um pouco daquele calor que, pouco a pouco, cede lugar à temperaturas mais amenas, principalmente nas noites; por sinal, mais longas. E segue assim até encostar-se na Estação do frio.
Logo, as noites outonais e seus dias são um convite aos vinhos tintos, parceiros de grande parte da gastronomia da Estação, que inclui, carnes e assados, escondidinhos e sopas suculentas. Mas, quanto aos vinhos, não exxcluindo vinhos brancos e rosados com boa acidez; além daqueles com bom corpo.
Ocasião, particularmente atraente, para “harmonizar” o Outono com Vinhos de Inverno, que, pela elevada qualidade – reconhecida por sucessivas premiações em concursos internacionais -, projeta o cenário vitivinícola de Minas Gerais, e especialmente o Sul de Minas, merecidamente detentor da Indicação de Procedência, para seus vinhos.
Nesses, incluem-se os vinhos das variedades, Cabernet Franc, Merlot, Marselan, Cabernet Sauvignon, Tempranillo, Petit Verdot, Pinot Noir, Grenache e, destacadamente, a Syrah. Isto, para os tintos e rosés. Para os vinhos brancos, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Marsanne e Viognier. Todos, e exclusivamente produzidos através do Sistema Dupla Poda, como é conhecido o método de inversão do ciclo da videira.
Entenda-se, por conseguinte, que a chamada Dupla Poda é a técnica adotada para a produção e o vinho de inverno o produto. Além de Minas Gerais, a técnica é utilizada nos estados de São Paulo, Bahia e no Centro-Oeste.
Seus vinhos, os Vinhos de Inverno, são intensos e com destacada acidez, fruto de terroirs únicos, a exemplo dos que compôem o mapa vitivinícola de Minas Gerais, referência, dentro e fora do Brasil, sobre a técnica e os vinhos de inverno.
Consumo – a supremacia feminina
Confirmando o que se observa no dia a dia, as estatísticas estão indicando que as mulheres assumiram a liderança no consumo de vinhos, no Brasil. Segundo o IWSR Brazil Wine Landscape, em seu relatório de 2025, as mulheres representaram 53%, dos consumidores de vinho, no País, ano passado.
E mais, elas impulsionam mudanças no perfil da bebida ao preferirem, majoritariaamente, vinhos brancos e rosés.
Sendo assim, poder-se-ia destacar a percepção e sensibilidade feminina para a realidade geográfica e climática do Brasil, com mais de nove mil e quinhentos quilômetros de costa e, portanto, rico em pescados e frutos do mar, e clima predominantemente tropical; ou seja, condições a apontar, naturalmente, para vinhos brancos e rosados.
É verdade que esse protagonismo feminino no vinho não fica apenas no consumo, pois, desde há muito a mulher vem fazendo história no universo vitivinícola; seja no campo, na enologia, nas connfrarias e outros momentos, ela contribui para dar ao vinho o encanto que o distingue.
Tim. Tim.
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