Vinho, Gente, Coisas e Adjacências
Isto é, conquistam novos mercados e chegam a 79 países, segundo dados informados pelo projeto setorial Wines of Brazil, desenvolvido pelo Consevitis-RS, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o que, segundo aqueles dados, representa um aumento de 20,4%, no número de mercados atendidos.
De fato, os números, além de refletirem a trajetória de crescimento das exportações de vinhos e espumantes, no primeiro semestre de 2026, confirmam o avanço da vitivinicultura brasileira no mercado mundial. Comparado com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 23,73%.
Entre os dados apresentados, um, particularmente, chama a atenção: no mesmo período, os vinhos registraram um crescimento superior ao dos espumantes nas exportações, em valores. Anota-se que os vinhos somaram US$ 5,61 milhões, com crescimento de 24,66%, enquanto os espumantes chegaram a US$ 1,18 milhão, um avanço, pois, de 19,50%.
É sabido que os espumantes são e continuam sendo a grande referência da vitivinicultura brasileira no exterior; logo, os números vão além dos dados estatísticos e permitem inferir que o mercado internacional começa a reconhecer a qualidade do vinho brasileiro. Claro, a partir do reconhecimento da qualidade, inconteste, do espumante brasileiro.
Constata-se, ainda, que esses avanços resultam de pragmáticas ações de divulgação do vinho brasileiro no exterior, a reboque, sim, da qualidade dos nossos espumantes, esses, já com presenças consolidadas em vários mercados internacionais.
Inclui-se, entre essas ações, desenvolvidas pelo Wine of Brasil – atuando como agente facilitador do processo de internacionalização das vinícolas brasileiras -, a presença dos vinhos brasileiros em eventos de expressão mundial, como a Wine Paris, a ProWein Dusseldorf e a Vinexpo América, além de outras ações estratégicas.
Segundo Rafael Romagna, gerente de Promoção para Mercado Externo do Consevitis-RS, boa parte desse crescimento está diretamente ligada às ações desenvolvidas ao longo de 2025 e primeiro semestre de 2026.
Para ele, os resultados do primeiro semestre reforçam perspectivas para o restante de 2026, mesmo diante das incertezas do mercado internacional. Que a vitivinicultura brasileira, em uníssono, aposte nisto.
SYRAH-MG
Syrah, seria ela a rainha na viticultura mineira? Fácil de cultivar e relativamente resistente a pragas e doenças, essa uva, cuja origem é controversa – ora, seria fenícia, ora, romana e fechando, francesa -, faz a alegria dos vinhateiros daqui, já que gosta de solos pobres e clima quente.
Cultivada à larga nos vinhedos mineiros, nos quais domina, a Syrah produz vinhos com crescente qualidade, tanto que já premiados em diversos concursos, dentro e fora do Brasil. Cor intensa e taninos vigorosos são componentes do seu perfil. Aplausos para os Syrah mineiros.
Tim, tim.


Rota
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