A preocupação em proteger os fluxos de caixa, além dos desafios os quais o CFO das grandes companhias terão que enfrentar no próximo ano, foram debatidos pelos executivos de finanças da Localiza, Cemig, Ibef SP, sob a perspectiva do cenário macroeconômico para 2015. O presidente da Diretoria Executiva do IBEF SP e da Saint Paul Escola de Negócios, José Cláudio Securato, apresentou palestra sobre os desafios do CFO. “O novo CFO conduz prioridades do modelo de negócio sustentável com informações precisas aos stakeholders em tempo real, além de possuir capacidade de adaptação da área financeira para responder uma crise”, afirmou. As ferramentas para o CFO e as diversas formas para os executivos de finanças preveem riscos também foram apresentadas pelo CFO da Localiza, Roberto Mendes. “É preciso ter agilidade na divulgação de resultados, visão para análise com base em dados contábeis e centralização das operações de tesourarias, além do acompanhamento criterioso dos cenários macroeconômico”, explicou. “Estamos buscando ganhar mais produtividade, reduzindo custos para preservar o caixa”, disse Roberto Mendes. Já o CFO da Cemig, Luiz Fernando Rolla, disse que a empresa tem que fazer um esforço grande para proteger esse fluxo de caixa para próximo ano que, segundo projeções dos economistas, não será nada animador. “Tínhamos uma previsão de gastos com compra de energia de R$ 3 bilhões em 2014, mas vamos fechar com despesas de cerca de R$ 7,5 bilhões”, revelou, lembrando que será necessário evitar o acúmulo de custos com o fundo de crise e outras ações. “O preço da energia está ainda em um patamar muito alto, acima do que o governo pensava estar no segundo semestre. Por isso temos de rever projeções e isso vai resultar em um pouco mais de subsídios para o setor”, ponderou.
DESTAQUE
- Despesas com juros sobre a dívida pública brasileira batem recorde e somaram R$ 1.182,2 bilhões – 8,86% do PIB no acumulado dos últimos dozes meses até agosto
- Japão sobe juros para 1,25% ao ano, nível mais alto em 3 décadas
- O Brasil mantém a primeira posição do ranking mundial de juros reais
- As decisões do COPOM do Banco Central do Brasil de reduzir a taxa Selic para 13,75% e do FOMC, Federal Reserve Bank dos Estados Unidos, para 3,75% – 4,00%
- EUA: FED eleva taxa de juros e, unido, adota tom firme
- O populismo do voto: do Bolsa Família à MP das bets
- O Brasil precisa fechar para balanço
- Instituto Cultural Amilcar Martins completa 25 anos com acervo reconhecido pela UNESCO


