A dívida bruta brasileira consolidada somou 82,9% do PIB (R$ 11,1 trilhões) em agosto de 2026
No acumulado em doze meses até agosto, o déficit nominal alcançou R$1.264,2 bilhões (9,48% do PIB)
O Banco Central do Brasil divulgou, no dia 30 de agosto, as estatísticas sobre as contas públicas brasileiras consolidadas – União, Estados e Municípios, que evidenciam uma deterioração do quadro econômico do país.
Assim, por exemplo, as despesas com os juros nominais sobre a dívida pública brasileira consolidada atingiram, nos últimos dozes meses até agosto, a impressionante cifra de R$ 1.182,2 bilhões – equivalentes a 8,86% do PIB – Produto Interno Bruto. Trata-se de um aumento de R$ 235,7 bilhões em apenas um ano: eram R$ 946,5 bilhões (7,61% do PIB) nos doze meses até agosto de 2025.
O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$115,9 bilhões em agosto último. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.264,2 bilhões (9,48% do PIB), elevando-se 0,12 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Somente os juros incidentes sobre a dívida pública consolidada foram responsáveis por 93,5% desse total.
A Dívida Pública do Governo Geral – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 82,9% do PIB (R$11,1 trilhões) em agosto de 2026. O mercado financeiro já projeta que esse indicador feche o ano em 83,7% do PIB.
A seguir, apresentamos o relatório do Banco Central:

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$10,0 bilhões em agosto, ante déficit de R$17,3 bilhões no mesmo mês de 2025. No Governo Central houve déficit de R$14,7 bilhões e, nos governos regionais e nas empresas estatais, superávits respectivos de R$2,7 bilhões e R$2,0 bilhões. Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit de R$82,1 bilhões, equivalente a 0,62% do PIB, 0,06 p.p. do PIB inferior ao déficit acumulado até julho.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$105,9 bilhões em agosto de 2026, ante R$74,3 bilhões em agosto de 2025. Contribuiu para esse aumento, o resultado das operações de swap cambial no período (ganho de R$19,9 bilhões em agosto de 2025 e perda de R$9,3 bilhões em agosto de 2026). No acumulado em doze meses até agosto, os juros nominais alcançaram R$1.182,2 bilhões (8,86% do PIB), comparativamente a R$946,5 bilhões (7,61% do PIB) nos doze meses até agosto de 2025.
O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$115,9 bilhões em agosto. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.264,2 bilhões (9,48% do PIB), elevando-se 0,12 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

- (DBGG)
A DLSP atingiu 69,3% do PIB (R$9,2 trilhões) em agosto, elevando-se 0,1 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu, sobretudo, os impactos dos juros nominais apropriados (0,8 p.p.), do déficit primário (0,1 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,1 p.p.), da desvalorização cambial de 2,1% no mês (-0,2 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.). No ano, a DLSP cresceu 4,0 p.p. do PIB, refletindo, em especial, os impactos dos juros nominais (5,8 p.p.), do déficit primário acumulado (0,7 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada de 5,8% (0,6 p.p.) e do crescimento do PIB nominal (-3,0 p.p.).
A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 82,9% do PIB (R$11,1 trilhões) em agosto de 2026, aumento de 0,3 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. A evolução mensal decorreu, principalmente, dos juros nominais apropriados (0,8 p.p.), da desvalorização cambial (0,1 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,5 p.p.). No ano, o aumento de 4,2 p.p. do PIB resultou da incorporação de juros nominais (6,5 p.p.), das emissões líquidas de dívida (1,5 p.p.), do crescimento do PIB nominal (-3,6 p.p.) e do efeito da valorização cambial (-0,2 p.p.).

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