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title: &quot;Juros atingem recorde histórico: valores acumulados no pagamento sobre a dívida pública brasileira nos últimos dozes meses, até janeiro de 2026, chegaram a R$ 1,03 trilhão – e a Dívida Bruta atingiu R$ 10,1 trilhões – 78,7% do PIB&quot;
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author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2026-02-27T16:19:14-03:00
categories: [Destaque Especial]
tags: [03 trilhão – e a Dívida Bruta atingiu R$ 10, 1 trilhões – 78, 47% do PIB), até janeiro de 2026, chegaram a R$ 1, Juros atingem recorde histórico: valores acumulados no pagamento sobre a dívida pública brasileira nos últimos dozes meses]
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# Juros atingem recorde histórico: valores acumulados no pagamento sobre a dívida pública brasileira nos últimos dozes meses, até janeiro de 2026, chegaram a R$ 1,03 trilhão – e a Dívida Bruta atingiu R$ 10,1 trilhões – 78,7% do PIB

O Banco Central do Brasil divulgou, no dia 27 de fevereiro, os dados estatísticos sobre as contas públicas nacionais, revelando que, no acumulado em doze meses até janeiro de 2026, os juros nominais sobre a dívida pública brasileira alcançaram R$1.030,8 bilhões (8,05% do PIB), comparativamente a R$910,9 bilhões (7,69% do PIB) nos doze meses até janeiro de 2025. O aumento ocorrido no período foi significativo e totalizou R$ 120 bilhões.

 A Dívida Bruta do Governo Geral – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 78,7% do PIB (R$10,1 trilhões) em janeiro de 2026, mesmo percentual do PIB observado no mês anterior.

 No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.086,2 bilhões (8,49% do PIB). Desse resultado, os juros nominais sobre a dívida pública responderam por 95% do total.

 ​1. **Resultados fiscais**

 

 ![](https://mercadocomum.com/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-Tela-2026-02-27-as-15.53.48-300x159.png)

 O resultado primário do setor público consolidado foi superavitário em R$103,7 bilhões em janeiro de 2026, ante superávit de R$104,1 bilhões no mesmo mês de 2025. No mês, o Governo Central e os governos regionais registraram superávits respectivos de R$87,3 bilhões e de R$21,3 bilhões, e as empresas estatais, déficit de R$4,9 bilhões. Em doze meses, o setor público consolidado foi deficitário em R$55,4 bilhões, 0,43% do PIB, mesmo percentual do PIB registrado nos doze meses até dezembro de 2025.

 ​ Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$63,6 bilhões em janeiro de 2026, comparativamente a R$40,4 bilhões em janeiro de 2025. Contribuíram para a alta o crescimento da taxa Selic e do estoque do endividamento líquido no período, que mais do que compensaram a melhora no resultado das operações de swap cambial (ganho de R$36,0 bilhões em janeiro de 2025 e de R$42,5 bilhões em janeiro de 2026). No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$1.030,8 bilhões (8,05% do PIB), comparativamente a R$910,9 bilhões (7,69% do PIB) nos doze meses até janeiro de 2025.

 ![](https://mercadocomum.com/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-Tela-2026-02-27-as-15.53.55-300x168.png)

 O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi superavitário em R$40,1 bilhões em janeiro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.086,2 bilhões (8,49% do PIB), ante déficit nominal de R$1.062,6 bilhões (8,34% do PIB) em dezembro de 2025.

 ![](https://mercadocomum.com/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-Tela-2026-02-27-as-15.54.01-300x170.png)

 ​2. **Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)**

 A DLSP atingiu 65,0% do PIB (R$8,3 trilhões) em janeiro, reduzindo-se 0,3 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu, sobretudo, os impactos do superávit primário (-0,8 p.p.), do efeito da variação do PIB nominal (-0,3 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,2 p.p.), da valorização cambial de 4,9% (0,6 p.p.) e dos juros nominais apropriados (0,5 p.p.).

 A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 78,7% do PIB (R$10,1 trilhões) em janeiro de 2026, mesmo percentual do PIB observado no mês anterior. Essa evolução no mês decorreu, principalmente, dos resgates líquidos de dívida (-0,2 p.p.), da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.), do efeito da valorização cambial (-0,2 p.p.) e dos juros nominais apropriados (0,8 p.p.).

 

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