O Banco Central do Brasil divulgou, no dia 31 de julho, o resultado consolidado das contas públicas brasileiras. De acordo com a instituição, no acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.317,8 bilhões (9,99% do PIB), elevando-se 0,38 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.
A DBGG – Dívida Bruta Geral do Governo, que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais –continua subindo e atingiu 81,9% do PIB (R$10,8 trilhões) em junho de 2026, aumento de 0,9 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. É a seguinte a íntegra do documento divulgado:
- Resultados fiscais
O setor público consolidado registrou déficit primário de R$55,3 bilhões em junho, ante déficit de R$47,1 bilhões no mesmo mês de 2025. No Governo Central, nos governos regionais e nas empresas estatais, houve déficits respectivos de R$47,2 bilhões, R$6,6 bilhões e R$1,5 bilhão. Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit de R$157,2 bilhões, equivalente a 1,19% do PIB, 0,06 p.p. do PIB superior ao déficit acumulado até maio.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$110,7 bilhões em junho de 2026, ante R$61,0 bilhões em junho de 2025. Contribuiu para esse crescimento a evolução desfavorável do resultado das operações de swap cambial no período (ganho de R$20,9 bilhões em junho de 2025 e perda de R$9,3 bilhões em junho de 2026). No acumulado em doze meses até junho, os juros nominais alcançaram R$1.160,5 bilhões (8,80% do PIB), comparativamente a R$912,3 bilhões (7,41% do PIB) nos doze meses até junho de 2025.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$166,0 bilhões em junho. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.317,8 bilhões (9,99% do PIB), elevando-se 0,38 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

- Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)
A DLSP atingiu 68,5% do PIB (R$9,0 trilhões) em junho, elevando-se 0,6 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu, sobretudo, os impactos dos juros nominais apropriados (0,8 p.p.), do déficit primário (0,4 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (0,1 p.p.), da desvalorização cambial de 2,4% no mês (-0,2 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.). No ano, a DLSP cresceu 3,2 p.p. do PIB, refletindo, em especial, os impactos dos juros nominais (4,3 p.p.), do déficit primário acumulado (0,6 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada de 5,9% (0,6 p.p.), e do crescimento do PIB nominal (-2,2 p.p.).
A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 81,9% do PIB (R$10,8 trilhões) em junho de 2026, aumento de 0,9 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. A evolução mensal decorreu, principalmente, dos juros nominais apropriados (0,8 p.p.), das emissões líquidas de dívida (0,6 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,5 p.p.). No ano, o aumento de 3,3 p.p. do PIB resultou da incorporação de juros nominais (4,9 p.p.), das emissões líquidas de dívida (1,3 p.p.), do crescimento do PIB nominal (-2,7 p.p.) e do efeito da valorização cambial (-0,2 p.p.).


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