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title: &quot;EUA esquentam as baterias&quot;
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author: Nome do Admin
date: 2013-02-01T00:00:00-02:00
categories: [Direto dos EUA, z_impresso]
tags: []
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# EUA esquentam as baterias

Uma das grandes vantagens dos países de livre

 mercado, como os EUA, está em que eles seguem

 seus caminhos, apesar dos governos.

 Poucas vezes este país esteve tão mediocramente

 administrado como agora – à exceção dos 4 anos

 de Jimmy Carter.

 A somatória do orgulho desmesurado e da

 incompetência na gestão publica paralisou

 os primeiros quatro anos do atual governo e,

 seguramente, seguirá dificultando de forma extrema

 a retomada do crescimento da sua economia.

 Atualmente há $3,2 trilhões de dólares (um quinto

 do PIB dos EUA) no caixa das grandes empresas,

 que não sabem bem que destino dar as estes

 recursos acumulados nos últimos anos, face às

 incertezas geradas pelo presidente que passou o

 primeiro mandato no palanque, para garantir sua

 reeleição.

 Quase metade da população recebe algum tipo

 de ajuda do governo federal, para que estes

 assegurem seus votos.

 O teto máximo de endividamento do país, de

 U$16,4 trilhões, deve ser atingido em fevereiro

 e nova batalha provavelmente ocorrerá para

 EUA esquentam

 as baterias

 aumentá-lo. O presidente norte-americano não

 corta os gastos e insiste em aumentar a “partilha

 social”, endividando o futuro.

 Nas camadas mais pensantes da população

 e’ conhecido com nomes interessantes como

 “Rei Lua” ou o “Exterminador do Futuro”, por seu

 modo soberbo de governar, sem luz própria e

 deteriorando a vida futura dos americanos.

 Mas, e neste ponto precisa-se a bem dar verdade,

 dar-se um corte nesta faceta da vida americana

 atual. O país segue seu destino.

 Segundo a avaliação do FED, mesmo crescendo

 apenas 2,5% neste ano a perspectiva é de que o

 PIB registre expansão de 3,5% em 2014.

 Destaque-se que o setor financeiro americano já

 se encontra na fase de cicatrização dos danos

 causados pela crise e, acredita-se, deve voltar a ser

 sustentáculo do crescimento, para muito em breve.

 Em números mais precisos, e aqui isto vale, no

 terceiro trimestre do ano findo o crescimento

 foi de 3,1% em termos anualizados, porém

 reduziu um pouco no último trimestre. Para

 este ano, se o governo não atrapalhar muito, o

 crescimento da economia como um todo poderá

 

situar-se entre 2,3% a 3%, com chances muito

 favoráveis de ocorrer uma expansão ainda maior

 em 2014.

 As previsões são de que a taxa de desemprego

 deve seguir caindo, chegando a 7,4% neste ano e

 7,0% em 2014.

 Vale enfatizar que a criação de novos empregos

 tem se mantido em alta, saltando de uma média

 de 150.000 para 200.000 nos últimos meses.

 Mesmo com a volatilidade destes números, há uma

 consistência positiva nesses fatos.

 Foram cerca de um milhão de novos empregos

 criados nos últimos seis meses. Há ainda uma

 parcela significativa dos que gostam de trabalhar

 que cansou-se de viver à custa do governo e volta

 a buscar um futuro mais auspicioso, saindo da

 mediocridade assistencialista.

 As empresas, com as burras cheias, se por um

 lado têm tratado de mudar seu centro fiscal para

 fora dos EUA, mantêm a sua sede operacional no

 território americano.

 O FED já começa a apertar um pouco a política

 expansionista das emissões, para estar preparado

 para evitar um processo inflacionário, e avisa que

 continuará nesta linha, o que indica que enxerga

 a recuperação da atividade econômica como

 próxima.

 Ofereceu, ademais, claros sinais de que está

 atento à inflação que não devera passar de 2,5%

 neste ano, o que tranquiliza o mercado financeiro.

 A grande vantagem reside no fato de o FED não ser

 lacaio do executivo e segue cuidando do valor da

 moeda e da estabilidade financeira do país.

 Sua meta básica é de reduzir a inflação a 2%, sem

 porém, deixar a ajudar no combate ao desemprego,

 até que atinga os desejáveis níveis de 6,5%.

 De outro lado, é quase certo, porém, que manterá

 a taxa de juros próxima a zero até que o nível de

 desemprego atinja estes 6.5%, a não ser que a

 inflação ameace de forma expressiva a estabilidade

 monetária.

 O mercado imobiliário volta a ganhar vida. O ano de

 2012 fechou com uma baixa de 23% no estoque de

 imóveis colocados à venda, sendo que 4% apenas

 no mês de dezembro. Cerca de 2,03 milhões de

 casas foram tiradas da “prateleira” no ultimo ano.

 No que diz respeito às vendas no setor, 5,04 milhões

 foram negociadas em 2012, o que representou

 aumento de 14,5% no ano – dos quais 5,9%

 ocorreram apenas durante o mês de dezembro.

 E’ auspicioso saber que cerca de 30.000 novos

 empregos foram criados na construção civil.

 Com estes dados, vemos que o preço dos imóveis

 deve manter uma trajetória de alta, o que fará com

 que os que estavam esperando chegar à bacia das

 almas para adquirir sua casas ou investir no setor,

 corram para recuperar o tempo perdido, gerando

 mais empregos e crescimento.

 Como dissemos acima, o crescimento da economia

 americana ganha força. Mesmo com o presidente

 modesto em sua competência, as instituições

 encontram-se fortes e estão se mostrando capazes

 de recolocar o país na rota do desenvolvimento. E,

 tudo isso, apesar de não ser ainda o suficiente nem

 o ideal, mostra que ainda existem perspectivas

 positivas e favoráveis nos horizontes do país.