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title: &quot;Déficit brasileiro em transações correntes somou US$ 68,8 bilhões (3,02% do PIB) em 2025 &#8211; praticamente o mesmo nível do ano anterior&quot;
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author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2026-01-26T20:49:48-03:00
categories: [Destaques da Edição]
tags: [02% do PIB) em 2025 - praticamente o mesmo nível do ano anterior, 8 bilhões (3, Déficit brasileiro em transações correntes somou US$ 68]
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# Déficit brasileiro em transações correntes somou US$ 68,8 bilhões (3,02% do PIB) em 2025 &#8211; praticamente o mesmo nível do ano anterior

***Os investimentos diretos estrangeiros no país totalizaram US$77,7 bilhões (3,41% do PIB), representando um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior***

 ***As reservas internacionais somaram US$358,2 bilhões em dezembro de 2025, aumento de US$ 28,5 bilhões em relação ao ano anterior***

 O Banco Central do Brasil divulgou no dia 26 de janeiro os resultados do [**Balanço**](https://mercadocomum.com/balanco/) de Pagamentos relativos ao ano de 2025.

 1 – **[**Balanço**](https://mercadocomum.com/balanco/) de Pagamentos**

 De acordo com o informativo, as transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$ 3,4 bilhões em dezembro de 2025, ante déficit de US$ 10,2 bilhões em dezembro de 2024. Nessa comparação interanual, a redução no déficit em transações correntes decorreu principalmente do aumento no superávit comercial de bens, US$ 4,7 bilhões, e reduções nos déficits em serviços, US$1,2 bilhão, e em renda primária, US$ 851 milhões. O superávit da renda secundária aumentou US$ 176 milhões, na mesma comparação.

 

 ![](https://mercadocomum.com/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-Tela-2026-01-26-as-17.23.23-300x201.png)

 No ano de 2025, o déficit em transações correntes somou US$ 68,8 bilhões (3,02% do PIB) ante US$ 66,2 bilhões (3,03% do PIB) em 2024. O aumento de US$ 2,6 bilhões no déficit deveu-se à redução de US$5,9 bilhões no superávit da balança comercial, parcialmente compensado pela redução no déficit de serviços, US$ 2,2 bilhões, bem como pelo aumento no superávit de renda secundária, US$ 1,0 bilhão. O déficit em renda primária manteve-se no patamar observado em 2024.

 ![](https://mercadocomum.com/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-Tela-2026-01-26-as-17.23.29-300x166.png)

 

 Em dezembro de 2025, a balança comercial de bens foi superavitária em US$ 8,8 bilhões (superávit de US$ 4,1 em dezembro de 2024). As exportações de bens somaram US$ 31,2 bilhões, aumento de 24,3% relativamente a dezembro de 2024, e as importações de bens totalizaram US$ 22,4 bilhões, crescimento de 6,7%, na mesma comparação.

 No ano de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 60,0 bilhões, redução de 8,9% em relação a 2024. As exportações de bens somaram US$ 350,9 bilhões e as importações, US$ 290,9 bilhões, aumentos respectivos de 3,2% e 6,2%. As exportações e as importações de 2025 foram recordes das séries históricas.

 O déficit na conta de serviços totalizou US$ 3,8 bilhões em dezembro de 2025, 23,2% inferior ao déficit de US$ 5,0 bilhões registrado em dezembro de 2024. A conta de transportes registrou despesas líquidas de US$ 1,0 bilhão, redução de 25,7% na comparação com dezembro de 2024. Os outros serviços de negócio somaram receitas líquidas de US$ 1,2 bilhão, US$ 929 milhões acima do resultado de dezembro de 2024. As despesas líquidas com viagens internacionais alcançaram US$ 1,2 bilhão, aumento de 19,5% em relação a dezembro de 2024, com redução de 4,6% nas receitas (para US$ 688 milhões) e aumento de 9,3% nas despesas (para US$ 1,9 bilhão).

 No ano de 2025, o déficit em serviços somou US$ 52,9 bilhões, redução de 4,1% comparativamente ao déficit em 2024, US$ 55,2 bilhões. Nessa comparação anual, destacaram-se a redução nas despesas líquidas de serviços culturais pessoais e recreativos, US$5,0 bilhões (desde janeiro de 2025 a legislação obrigou as casas de apostas a tornarem-se empresas residentes, fazendo com que as transações de apostas deixassem de fazer parte do balanço de pagamentos), e aumento das receitas líquidas de serviços financeiros, US$ 1,1 bilhão. Por outro lado, houve aumentos das despesas líquidas de serviços de propriedade intelectual, US$ 2,5 bilhões; viagens, US$ 1,5 bilhão; e serviços de telecomunicação, computação e informações, US$ 941 milhões.

 O déficit em renda primária somou US$ 9,2 bilhões em dezembro de 2025, redução de 8,4% comparativamente ao déficit de US$ 10,1 bilhões em dezembro de 2024. Na mesma comparação, despesas líquidas com juros, US$ 3,9 bilhões diminuíram 29,1%, e as despesas líquidas com lucros e dividendos, US$ 5,4 bilhões, aumentaram 15,5%.

 No ano de 2025, o déficit em renda primária totalizou US$ 81,3 bilhões, mesmo valor observado em 2024. As despesas líquidas de juros somaram US$ 28,1 bilhões em 2025, recuo de 9,9% em relação aos US$ 31,2 bilhões ocorridos em 2024. Em 2025 houve crescimentos de 4,6% nas receitas de juros, para US$ 10,9 bilhões, e redução de 6,3% nas despesas de juros, para US$ 39,0 bilhões. As despesas líquidas de lucros e dividendos de investimento direto e em carteira somaram US$ 53,6 bilhões em 2025, 5,9% superiores aos US$50,6 bilhões observados em 2024. As receitas e as despesas recuaram, respectivamente, US$5,4 bilhões e US$ 2,4 bilhões, na mesma comparação.

 Os investimentos diretos no país (IDP) registraram saídas líquidas de US$ 5,2 bilhões em dezembro de 2025, ante ingressos líquidos de US$ 160 milhões em dezembro de 2024. As saídas líquidas em participação no capital somaram US$ 7,3 bilhões, resultado de ingressos de US$ 4,1 bilhões em participação no capital exceto lucros reinvestidos, e saídas de US$ 11,4 bilhões em lucros reinvestidos (o valor negativo denota que, no mês, a distribuição de lucros superou os lucros auferidos). As operações intercompanhia somaram ingressos líquidos de US$ 2,1 bilhões

 

 ![](https://mercadocomum.com/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-Tela-2026-01-26-as-17.23.37-300x204.png)

 

 No ano de 2025, o IDP totalizou US$ 77,7 bilhões (3,41% do PIB), ante US$74,1 bilhões (3,39% do PIB) em 2024, aumento de 4,8%. O ingresso líquido em participação no capital somou US$ 62,4 bilhões, redução de 3,5%, com recuo de 21,3% em reinvestimentos e aumento de 14,2% em ingressos investimentos exceto lucros reinvestidos. O ingresso líquido em operações intercompanhia somou US$ 15,3 bilhões em 2025, superando o resultado de 2024 em US$ 5,8 bilhões.

 Os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram ingressos líquidos de US$ 3,9 bilhões em dezembro de 2025, resultado de saídas líquidas de US$ 1,4 bilhão em ações e fundos de investimento e de ingressos líquidos de US$5,3 bilhões em títulos de dívida.

 ![](https://mercadocomum.com/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-Tela-2026-01-26-as-17.23.44-300x178.png)

 

 No ano de 2025, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$ 15,3 bilhões, resultado de saídas líquidas de US$ 4,9 bilhões em ações e fundos de investimentos e ingressos líquidos de US$ 20,2 bilhões em títulos de dívida. Em 2024, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram saídas líquidas de US$ 5,0 bilhões.

 
- **Reservas internacionais**

 As reservas internacionais somaram US$ 358,2 bilhões em dezembro de 2025, redução de US$2,3 bilhões em relação ao mês anterior. Contribuíram para reduzir o estoque de reservas a concessão de linhas com recompra, US$ 4,5 bilhões, e as variações por preços, US$626 milhões. As variações por paridades, US$ 1,6 bilhão, e as receitas de juros, US$ 811 milhões, contribuíram para elevação do estoque.

 ​ O estoque de reservas de dezembro de 2025 aumentou US$ 28,5 bilhões em comparação a dezembro de 2024. Destacaram-se as contribuições positivas de variações por paridades, US$ 12,9 bilhões, receita de juros, US$8,9 bilhões, e variações por preço, US$ 6,8 bilhões.

 
- **Cenários**

 Para a 4Intelligence o déficit em Conta Corrente veio abaixo da expectativa em dezembro, e fecha o ano em 3,0% do PIB, abaixo dos 3,4% do PIB de 2024, mas ainda considerado alto patamar se comparado à série histórica. A melhora da análise em 12 meses na reta final do ano foi puxada tanto pela redução da demanda doméstica – mais evidente na conta de serviços, mas também perceptível nas importações -, como pelo aumento do ritmo de vendas externas, com recorde nas exportações de soja e minério de ferro.

 Já na conta financeira, o IDP surpreendeu negativamente, mas fechou o ano em elevado patamar. A sazonalidade de dezembro é negativa, e por isso a expectativa já era baixa. Porém, o desempenho de desempenho do encerramento de 2025 foi especialmente fraco por conta do resultado expressivamente negativo em *Lucros reinvestidos*, o que deve estar relacionado com a discussão e implementação da legislação que leva à tributação das remessas de lucros.

 A expectativa preliminar da para janeiro é de US$ -4,5 bilhões para Transações Correntes, e US$ +6,0 bilhões para o IDP. Para o ano de 2026, espera-se déficit em CC em US$ 61,6 bilhões (-2,5% do PIB). Já para IDP, a projeção é de US$ 70 bilhões (2,8% do PIB).

 

 

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