A vitória da Aliança Democrática em Portugal reflete na entrada do Mercosul na EU

Confirmada a vitória da Aliança Democrática (AD) de centro-direita, de maneira apertada, a eleição legislativa de Portugal no último domingo (10), com 79 cadeiras na Assembleia da República, ficando com 29,49% dos votos. A AD é formada pelas siglas: Partido Social-Democrata (PPD/PSD), Partido Popular (CDS-PP) e o Partido Popular Monárquico (PPM).

 

Segundo Leonardo Trevisan, professor de Geopolítica da ESPM e economista, acredita ser cedo para dizermos se o novo governo terá sucesso, uma vez sem uma coligação formal com os outros partidos que não estão na aliança, a Aliança Democrática terá dificuldades na aprovação de projetos e orçamentos anuais. “Também é prematuro dizer se irá melhorar muito as relações com o Brasil e com o Mercosul. Porém, os sinais são muito claros de que a proposta da AD é de maior apoio às pretensões da União Europeia de aproximação com o Brasil e Mercosul, diferente por exemplo da posição dos países mais agrários da União Europeia como França e Polônia”.

 

O especialista destaca que Portugal está muito mais próximo das posições da Alemanha que está vendo com muito bons olhos a aproximação com o Brasil e o Mercosul. “A indústria europeia está chegando mais perto desses negócios e há várias unidades industriais alemãs que hoje estão em Portugal. Isso demonstra o interesse direto em ter maior comercialização de produtos industrializados entre os mercados do Mercosul, do Brasil e Europa. Portanto, não há dúvida que nós podemos dizer que a aliança democrática trará benefícios ao nosso país”.

 

Trevisan ressalta ainda que a proximidade com o Brasil nas relações comerciais com Portugal são muito sólidas, sendo que no caso brasileiro há uma forte entrada de vários produtos brasileiros, bem como a opção em torno da energia Verde, principalmente em torno da venda de hidrogênio verde e de lítio. “Portugal pensa em novas propostas de mudança do processo energético dado o alto preço do petróleo e gás russo. O Brasil tem sim uma possibilidade de maior adesão à realidade comercial de Portugal com aliança democrática”.

 

Já Fábio de Andrade, professor de Relações Internacionais da ESPM, tem dois fatores importantes que precisam ser analisados: o primeiro, é como será a coalizão de formação do gabinete de governo, se por um acaso o partido extrema direita compô-lo trará dificuldades para o Brasil com acordos com a União Europeia. O segundo ponto é uma situação excepcional, pois Portugal faz parte da União Europeia e boa parte das negociações passam por ela, bem como nesse momento há uma discussão com o Mercosul, sobretudo capitaneado pelo Brasil.

 

“O cenário deixado pelas urnas é complicado e os próximos meses serão essenciais para saber se há espaço para a criação de um governo estável, ou se o país terá de realizar novas eleições. Pois, diferentemente do Brasil, o país europeu vive sob um regime semi presidencialista, no qual o primeiro-ministro é o chefe do Executivo e o presidente é o chefe de Estado”, conclui Andrade.

 

A ESPM é uma escola de negócios inovadora, referência brasileira no ensino superior nas áreas de Comunicação, Marketing, Consumo, Administração, Economia Criativa e Tecnologia. Seus 12 600 alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação e mais de 1 100 funcionários estão distribuídos em cinco campi – dois em São Paulo, um no Rio de Janeiro, um em Porto Alegre e um em Florianópolis. O lifelong learning, aprendizagem ao longo da vida profissional, o ensino de excelência e o foco no mercado são as bases da ESPM.

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