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title: &quot;Novo teto estimula Empreendedores Individuais&quot;
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date: 2012-02-06T00:00:00-02:00
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# Novo teto estimula Empreendedores Individuais

Faturamento bruto, que passou de R$ 36 mil para R$ 60 mil, já mostra resultados positivos

 O novo teto da receita bruta anual do Empreendedor Individual (EI), que passou de R$ 36 mil para R$ 60 mil a partir  
de 1º de janeiro, já contribui para o crescimento do programa do governo federal. Apenas nos quatro primeiros dias úteis  
de 2012, 15.856 trabalhadores saíram da informalidade no Brasil. A formalização desse público é feita por meio do Portal  
do Empreendedor.

 Para Bruno Quick, gerente de Políticas Públicas do Sebrae, o novo limite beneficia principalmente os EI estabelecidos em  
áreas urbanas. “Para o empreendedor localizado em regiões metropolitanas, o teto de R$ 36 mil limitava as possibilidades.

 Com R$ 60 mil, ele pode viabilizar projetos de qualificação para tornar-se mais competitivo ao ponto de se tornar  
microempresário”, destaca.

 De acordo com pesquisa do Sebrae, em todo o país 87% dos empreendedores pretendem se tornar microempresários.  
“Eles querem crescer e se modernizar e o novo teto viabilizará seu crescimento”, aponta Quick.

 A Lei Complementar 139/11, que alterou o teto do EI, também traz simplificações para o dia a dia do empreendedor. Entre elas, a possibilidade de alterar ou cancelar o cadastro pela internet. Para isso, o novo sistema está sendo desenvolvido pelo Comitê Gestor da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

 Outra vantagem é a isenção da exigência de apresentar certificação digital para o recolhimento do Fundo de Garantia  
do empregado. A medida foi regulamentada pelo Comitê Gestor do Simples Nacional. Atualmente, a legislação  
permite aos empreendedores individuais a contratação de um empregado.

 Hoje, dois anos e meio após a criação do EI, o Brasil já tem mais de 1,9 milhão de empreendedores individuais. Varejistas  
de roupas e cabeleireiros são as categorias que apresentam o maior número de formalizações. Em 2012, os estados que  
lideram os registros são: São Paulo – 1.302; Rio Grande do Sul – 1.124; Minas Gerais – 1.007; Ceará – 691; e Rio de  
Janeiro – 562.

 A partir de janeiro, mais sete atividades econômicas podem se formalizar como EI: beneficiador de castanha, comerciante  
de produtos de higiene pessoal, técnico de sonorização e de iluminação, fabricante de castanha de caju e amendoim  
torrados e salgados, fabricante de polpas de frutas, fabricante de produtos de limpeza e fabricante de sucos concentrados  
de frutas, hortaliças e legumes. No total, 471 categorias se enquadram no programa do EI.