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title: &quot;Fundação João Pinheiro contesta matéria sobre o pib mineiro&quot;
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author: Nome do Admin
date: 2013-02-01T00:00:00-02:00
categories: [Carta do Leitor, z_impresso]
tags: []
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# Fundação João Pinheiro contesta matéria sobre o pib mineiro

A Fundação João Pinheiro explica que dados divulgados pelo governador sobre o crescimento do PIB mineiro em 2010 eram “preliminares” e “não são definitivos”

 

 

 

 A Fundação João Pinheiro, em nota enviada a MC, afirma

 que os dados relativos ao crescimento do PIB de Minas do

 ano de 2010 – 10,9% – posteriormente divulgados pelo IBGE

 para 8,9% não eram dados definitivos, mas “preliminares”.

 A íntegra da nota é a seguinte:

 “A Fundação João Pinheiro e seu Centro de Estatística e

 Informações – CEI solicitam a correção de informações divulgadas

 na matéria “IBGE oficializa declínio econômico

 de Minas”, publicada na edição de dezembro de 2012 da

 revista [**Mercado Comum**](https://mercadocomum.com/?page_id=1719), com relação à produção e disseminação

 das estatísticas sobre Contas Regionais de Minas

 Gerais.

 São princípios fundamentais e inquestionáveis da Fundação

 João Pinheiro, quando da produção e disseminação

 de dados estatísticos, o rigor metodológico, a transparência

 e a publicidade das informações produzidas.

 Nesse sentido, a instituição está sempre aberta a observações,

 críticas fundamentadas e melhorias metodológicas

 que se façam necessárias.

 A matéria veiculada na edição de dezembro de 2012 da

 Revista [**Mercado Comum**](https://mercadocomum.com/?page_id=1719) dá a entender que existiria, em

 Minas Gerais, um sistema de contas regionais e estatísticas

 oficiais apartado do sistema nacional, o que resultaria,

 nesta visão, na produção e divulgação, pela Fundação, de

 dados diferentes dos que são divulgados pelo sistema de

 contas nacional sob a responsabilidade do Instituto Brasileiro

 de Geografia e Estatística – IBGE.

 

 

 

 Em relação aos dados sobre o PIB de Minas relativos a

 2010, a matéria relembra o evento no qual foi feito o anúncio

 dos dados e registra que “como o órgão que mede o

 crescimento do PIB no Estado é a Fundação João Pinheiro,

 o governador baseou-se em dados fornecidos por ela”. E

 em outro trecho afirma que “… não foi a primeira vez que

 o governo mineiro se equivoca em relação aos principais

 números da economia de Minas Gerais”. Ou seja, a reportagem

 sugere que a FJP teria cometido “erros” no cálculo

 do PIB, levando a “equívoco” por parte do governo.

 É importante, assim, a correção desta interpretação, ela,

 sim, equivocada, talvez, pelo desconhecimento do autor

 da reportagem sobre como são produzidas as Contas Regionais,

 tanto em nível nacional como estadual.

 A Fundação João Pinheiro, tal como os órgãos de estatísticas

 de outros estados, faz parte do Sistema de Contas

 Nacionais (SCN) e do Sistema de Contas Nacionais

 Trimestrais. Nesse sentido, todas as informações divulgadas

 tanto por uma instituição integrante deste sistema

 (no caso, a FJP), como pelo próprio IBGE, contam com

 o minucioso acompanhamento, apoio metodológico e a

 validação técnica de ambas as partes. Dessa maneira,

 como divulgado pela própria revista, as Fontes das tabelas

 são, sempre, a Fundação João Pinheiro em conjunto com

 o IBGE, não havendo nenhum dado anunciado sem que

 esta validação seja feita.

 Além disso, um aspecto que nos honra muito é termos

 especialistas de Minas Gerais, e especificamente da Fun-

 

 dação João Pinheiro, compondo os Comitês Nacionais de

 Contas Regionais e Contas Municipais, órgãos responsáveis

 pelo acompanhamento e melhorias técnicas das Contas

 Brasileiras.

 Registre-se, assim, que os dados do PIB 2010, anunciados

 em março de 2011, foram calculados sob aquelas premissas,

 ou seja, receberam, na época, a validação do IBGE. O

 ponto importante, que a reportagem também ignorou, é que

 os dados foram apresentados como preliminares. E sendo

 preliminares, estavam sujeitos a revisão, o que ocorreu no

 final de 2012, não só em relação aos dados de minas, mas

 também em relação ao outros estados.

 Observe-se que essas revisões são procedimentos usuais

 adotados pelo IBGE, dos quais a FJP, tal como os demais

 órgãos estaduais de estatísticas, tem conhecimento e

 acompanha, de tal forma que as Contas Regionais e Municipais,

 de todo o País e seus estados, são consolidadas

 com uma defasagem de dois anos.

 Acrescente-se que o Sistema de Contas Nacionais está

 passando por um processo de reestruturação com a mudança

 de base de cálculo. Por isso, os dados de 2010

 que, ainda não são os definitivos, pois deverão passar

 por nova revisão, o que pode resultar em novos valores

 do PIB 2010 e, consequentemente, de sua variação. Estes

 fatos foram apropriadamente divulgados no final de 2012

 pelo website do IBGE e pela própria Fundação João Pinheiro

 no “Informativo CEI PIB – 2010”.

 É importante, assim, deixar claro que as revisões são feitas

 conjuntamente pela Fundação João Pinheiro e pelo

 IBGE, visando o aperfeiçoamento técnico dos sistemas

 de contas Regionais e não podem ser anunciadas como

 conflitos entre as duas instituições, e tampouco que teria

 havido equívoco por parte da FJP e, por consequência, do

 governo, como colocado pela reportagem.

 Os dados que são estimados e difundidos pela Fundação

 João Pinheiro procuram subsidiar todos os tipos de

 estudos e pensamentos, sejam eles do governo ou dos

 diferentes segmentos da sociedade. Porém, não podemos

 concordar com perspectivas equivocadas sobre como as

 informações propriamente ditas são produzidas”.

 NOTA DA REDAÇÃO: A nota da Fundação João Pinheiro

 não contestou nenhum ponto da notícia dada por Mercado

 Comum, sobre a divergência entre o percentual de

 crescimento da PIB de Minas – 10,9% – calculado pela

 Fundação e divulgado pelo governador e o percentual

 calculado e divulgado pelo IBGE – 8,9%.

 

 A matéria divulgada por MercadoComum, como sempre é

 sua linha editorial, relata aspectos factuais e não adentra

 na linha das presunções, como quer fazer crer a nota da

 FJP ao afirmar que “a matéria veiculada na edição de dezembro

 de 2012 da Revista MercadoComum dá a entender

 que existiria, em Minas Gerais, um sistema de contas regionais

 e estatísticas oficiais apartado do sistema nacional”.

 Só agora, após tornada pública por MC a correção feita

 pelo IBGE, é que, em nota de esclarecimento, a Fundação

 João Pinheiro vem a público afirmar “que os dados

 foram apresentados como preliminares. E sendo preliminares,

 estavam sujeitos a revisão, o que ocorreu no

 final de 2012”.

 Até mesmo o TCE-Tribunal de Contas do Estado de Minas

 Gerais ao divulgar recentemente o “Relatório Anual

 das Contas do Governador de 2011” não declarou que

 os dados por ele utilizados eram “provisórios” ou “não-

 -definitivos”. O mesmo relatório tomou como fonte de

 referência informações da própria FJP, tendo usado para

 as suas análises dados relativamente ao PIB de Minas

 de 2009 e 2010 de forma inadequada.

 De outro lado, corre que nem o governador nem a Fundação

 João Pinheiro divulgaram, à época, que os dados

 seriam “preliminares”. Caso contrário, não seriam divulgados

 com o estardalhaço e larga publicidade feitos

 à época, quando o governador, baseado nas referidas

 informações, afirmou que Minas teve naquela oportunidade

 um crescimento ímpar, maior do que o da China e

 da Índia.

 Para justificar a correção feita pelo IBGE, a nota da Fundação

 João Pinheiro ainda afirma que “o Sistema de

 Contas Nacionais está passando por um processo de

 reestruturação com a mudança de base de cálculo. Por

 isso, os dados de 2010 que, ainda não são os definitivos,

 pois deverão passar por nova revisão, o que pode resultar

 em novos valores do PIB 2010 e, consequentemente,

 de sua variação”.

 Mas na época de sua divulgação pelo governador, em

 nenhum momento a Fundação afirmou que eram dados

 provisórios. Certamente, o governador não iria se basear

 em dados “provisórios”.

 Importante mesmo é que a Fundação João Pinheiro

 anuncia que os dados estão passando por nova revisão.

 Desta forma, certamente o governador não mais será induzido

 a dizer que o crescimento econômico de Minas é,

 foi ou será maior do que o da China e da Índia.