Na contra mão da crise financeira que assola grande parte dos mercados do Brasil e do mundo, as empresas que compõem o Vale da Eletrônica, localizado em Santa Rita do Sapucaí, Sul de Minas, apostam em expansão de plantas, lançamentos de produtos e novas fábricas e investem cerca de R$ 100 milhões esse ano. O aporte vem das empresas que compõem o Arranjo Produtivo Local (APL) de Eletrônicos e algumas das novidades poderão ser vistas durante a 13ª Feira Industrial do Vale da Eletrônica (FIVEL), promovida pelo Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (SINDVEL), durante os dias 3 e 5 de setembro. Com o tema “Viajando pelo mundo da inovação, focado no mercado”, a FIVEL tem como principal objetivo ser uma vitrine de produtos, tendências de mercado e inovações desenvolvidos no APL para fomentar negócios com empresas do país e do exterior. De acordo com o presidente do SINDVEL, Roberto de Souza Pinto, o evento prevê um volume de negócios que gira em torno de 30% do faturamento anual, que no último ano atingiu R$ 2,7 bilhões, das empresas sindicalizadas. “Nossa expectativa é gerar cerca de R$ 800 milhões em novos negócios nesse ano”, afirma. Composto por fortes potências no mercado de eletroeletrônico, com empresas líderes de mercado, o Vale se destaca pelo fato de ser um berço da tecnologia de ponta no país, sendo muitas vezes comparado com o Vale do Silício, nos Estados Unidos. De acordo com o presidente do SINDVEL, verticais como telecomunicações, segurança eletrônica e automação industrial são as referências no mercado nacional e internacional. “Como exemplo, temos uma empresa líder do setor de segurança, que detém 45% desse mercado, outra que está sendo sondada para fornecer produtos para as Forças Armadas Brasileiras e lançará um produto inovador”, garante. O Brasil é líder em exportação de tecnologia radiodifusora, o setor de maior peso no polo, que possui nove indústrias nesse segmento. Além disso, a região responde pela produção do melhor modelo de transmissão de TV Digital no mundo. A história de desenvolvimento começou em 1959, quando foi criada a primeira Escola Técnica em Eletrônica (ETE) da América Latina. Alguns anos depois nasciam também duas instituições que foram fundamentais para o desenvolvimento de Santa Rita, o Instituto Nacional de Telecomunicações (INATEL) e a Faculdade de Administração e Informática, hoje Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação. “Santa Rita tem por vocação ser um polo tecnológico, e aqui mesmo conseguimos a melhor mão de obra e assim, produzirmos matérias de excelente qualidade”, esclarece o presidente. O Vale da Eletrônica, que reúne 153 empresas e emprega cerca de 10 mil pessoas, têm como característica comum a busca constante pela inovação e o pioneirismo no desenvolvimento dos mais de 13.700 mil itens que fabricam. Atualmente, as empresas do complexo exportam para 41 países, tendo como principais consumidores os mercados europeu e asiático. Os produtos e soluções tecnológicas estão voltados, principalmente, para os setores de Eletroeletrônicos, Telecomunicações, Segurança, Eletrônica, Informática, Produtos para Radiodifusão, Automação Industrial, Predial e Comercial, Tecnologia da Informação, Eletromédicos, Insumos e Prestação de Serviços. Para a edição desse ano, a FIVEL espera receber 12 mil visitantes, sendo que 800 empresários do setor de distribuição de eletrônicos já estão confirmados, em busca de lançamentos e inovações para um mercado cada vez mais competitivo e exigente. De acordo com o presidente do SINDVEL, Roberto de Souza Pinto, o evento prevê um volume de negócios que gira em torno de 30% do faturamento anual, que no último ano atingiu R$ 2,7 bilhões, das empresas sindicalizadas. “Nossa expectativa é gerar cerca de R$ 800 milhões em novos negócios nesse ano”, afirma.
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