---
title: &quot;E-commerce fatura R$ 53,2 bilhões em 2018, alta de 12%&quot;
url: https://mercadocomum.com/e-commerce_fatura_r-_532_bilhoes_em_2018_alta_de_12/
author: MercadoComum
date: 2019-02-25T00:00:00-03:00
categories: [A Economia com Todas as Letras e Números]
tags: []
---

# E-commerce fatura R$ 53,2 bilhões em 2018, alta de 12%

Em um ano em que todos os setores econômicos sentiram direta ou indiretamente os efeitos de grandes eventos, como [**Copa do Mundo**](https://mercadocomum.com/copa-do-mundo/) e eleições, e sofreram os reveses causados pela greve dos caminhoneiros, o comércio eletrônico manteve a curva de crescimento em 2018, registrando faturamento de R$ 53,2 bilhões, alta nominal de 12% na comparação com 2017. Foram 123 milhões de pedidos realizados pelo e-commerce, 10% a mais do que no ano anterior. O tíquete médio de compras foi de R$ 434, ligeira alta de 1%. A informação é da Ebit|Nielsen, referência em informações sobre o e-commerce brasileiro.     Para 2019, a expectativa é de expansão de 15%, com vendas totais de R$ 61,2 bilhões. Os pedidos devem ser 12% maiores, 137 milhões, e o tíquete médio deve ser de R$ 447, aumento de 3%. &quot;A entrada de novos e-consumidores e a expansão do mercado de dispositivos móveis/banda larga no Brasil, e da migração do varejo offline para o online&quot;, afirma Ana Szasz, líder comercial para Ebit|Nielsen.    O faturamento do e-commerce em 2018 ficou praticamente em linha com o previsto no relatório Webshoppers 38 (relatório de maior credibilidade sobre o comércio eletrônico brasileiro), divulgado em agosto, no qual a expectativa era de R$ 53,4 bilhões de faturamento, 120 milhões de pedidos e R$ 445 de tíquete médio. A próxima edição do documento deverá acontecer no dia 25 de março.     &quot;Registramos mais pedidos do que o previsto e, em compensação, menor tíquete médio, mas esse é um excelente indicador, pois é reflexo direto da chegada de novos consumidores – cerca de 10 milhões em 2018 – e do perfil de consumo. Categorias como cosméticos/perfumaria e moda lideraram o ranking das mais pedidas e se caracterizam por maior recorrência e pedidos de menor valor. Essa é uma tendência que também deve se manter forte para 2019&quot;, diz Ana Szasz.     O crescimento também reflete a grande ebulição do setor em 2018, com a entrada de novos players, fusões e aquisições e a consolidação do modelo marketplace. “Alguns dos principais varejistas reportaram crescimento acima da média e ganhos de participação, mas é importante lembrar que a cauda do e-commerce é verdadeiramente muito longa e da importância do marketplace para consolidar as vendas dos pequenos e médios players, dando sustentação a toda a cadeia”, afirma.     Porém, dois grandes eventos impediram que o crescimento de 2018 fosse ainda mais expressivo. &quot;Além da greve dos caminhoneiros, que represou cerca de R$ 407 milhões em compras, prejudicando as vendas da [**Copa do Mundo**](https://mercadocomum.com/copa-do-mundo/) e Dia dos Namorados, a instabilidade do período pré-eleitoral também impactou as vendas. O segundo e terceiro trimestres ficaram abaixo do previsto, mas como as vendas mantiveram-se aquecidas no início do ano e tivemos a melhor Black Friday da história, com vendas muito acima da expectativa, o e-commerce fechou o ano com um crescimento sólido e sustentável e tudo indica que o quadro deve se manter para 2019&quot;, explica.     **SOBRE A NIELSEN**    A Nielsen Holdings plc (NYSE: NLSN) é uma empresa global de mensuração e análise de dados, que fornece a visão mais completa e confiável de consumidores e mercados do mundo. Nossa abordagem une dados da Nielsen com informações de outras fontes para ajudar nossos clientes ao redor do mundo a entender o que está acontecendo no presente e no futuro e como agir corretamente com esse conhecimento. Por mais de 90 anos, a Nielsen forneceu informações e análises fundamentadas na ciência e inovação, e desenvolveu continuamente novas maneiras de responder às questões mais relevantes sobre mídia, publicidade, varejo e produtos de consumo (FMCG). Como uma das 500 maiores empresas de S&amp;P, a Nielsen opera em mais de 100 países, cobrindo 90% da população mundial.