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title: &quot;Variação no valor dos alimentos na mesa da população mundial&quot;
url: https://mercadocomum.com/variacao-no-valor-dos-alimentos-na-mesa-da-populacao-mundial/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2022-07-11T12:56:40-03:00
categories: [Opinião]
tags: [Jorge Fernando Dietrich, Jorge Fernando Dietrich Coordenador nacional do Master em Gestão e Marketing do Agronegócio da ESPM, Variação no valor dos alimentos na mesa da população mundial]
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# Variação no valor dos alimentos na mesa da população mundial

[![Variação no valor dos alimentos na mesa da população mundial](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2022/07/Variac?ao-no-valor-dos-alimentos-na-mesa-da-populac?ao-mundial-300x146.png)](https://www.mercadocomum.com/)Variação no valor dos alimentos na mesa da população mundial *Jorge Fernando Dietrich*

 Sem dúvida, o atual momento do cenário global é crítico. O mundo globalizado e os acontecimentos desses últimos dois anos estão causando efeitos em todos os setores. A mundialização do espaço geográfico por meio da interligação econômica, política, social e cultural tem afetado principalmente os países emergentes, mas começa a ter reflexos nos países do G7 – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido (os mais ricos e influentes do mundo).

 No agronegócio, a guerra da Rússia e Ucrânia está castigando um sistema alimentar global já enfraquecido pela pandemia da covid-19, pelas mudanças climáticas e por um choque energético. As exportações ucranianas de grãos e oleaginosas praticamente pararam e as da Rússia estão ameaçadas. Juntos, os dois países fornecem cerca de 14% das calorias, por meio do trigo, comercializadas pela humanidade.

 Os preços do trigo, 53% mais elevados desde o início do ano, saltaram mais 6% em meados de maio deste ano, após a Índia afirmar que suspenderia suas exportações em razão de uma onda de calor alarmante. Além disso, temos os efeitos da cadeia logística, onde portos, containers, combustível e tempo de entrega têm mudado seus parâmetros e elevado os custos da cadeia produtiva.

 O resultado disso são os preços dos produtos alimentícios nos supermercados. Mas, o problema não para por aí. O custo de produção para a próxima safra está alto, bem como os preços de combustíveis em geral e dos fertilizantes, juntos elevam os custos da mesa da população mundial. A Rússia e a Bielorrússia são responsáveis por uma grande parcela das exportações de fertilizantes ou matérias primas como adubos e suprimentos agrícolas, o que tem afetado bastante os preços para o agricultor.

 Todo esse aumento do custo é repassado para o consumidor final. Assim, por parte do produtor, muita atenção na compra de insumos, uma vez que dólar e petróleo têm variado consideravelmente, e afetam em muito o custo de produção. Quanto à população, resta fazer muita pesquisa antes da compra, pois os preços dos alimentos devem variar bastante no comércio.

 Como nação, o Brasil tem um papel fundamental nesse cenário global que se apresenta, uma vez que o mundo deve ganhar, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais dois bilhões de pessoas até 2050. Hoje as lavouras cultivadas por brasileiros alimentam quase um bilhão de pessoas no mundo.

 Se chegarmos a esse patamar global em termos de população, o agronegócio brasileiro vai precisar dobrar de tamanho em menos de 30 anos, elevando sua produção para abastecer os lares de dois bilhões de pessoas. É uma grande oportunidade. Será necessário muita gestão, tecnologia, sustentabilidade e inovação.

 ***C***oordenador nacional do Master em Gestão e Marketing do Agronegócio da ESPM. É mestre em Administração e Negociação (PUCRS), MBA em Gestão e Marketing (ESPM-SP), e Engenheiro Agrônomo (UFPR).

 A ESPM é uma escola de negócios inovadora, referência brasileira no ensino superior nas áreas de Comunicação, Marketing, Consumo, Administração e [**Economia Criativa**](https://mercadocomum.com/economia-criativa/). Seus 12 600 alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação e mais de 1 100 funcionários estão distribuídos em cinco campi – dois em São Paulo, um no Rio de Janeiro, um em Porto Alegre e um em Florianópolis. O lifelong learning, aprendizagem ao longo da vida profissional, o ensino de excelência e o foco no mercado são as bases da ESPM.