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Turismo sem história é viagem vazia

Paulo Queiroga Riga – Estônia. Centro nevrálgico nos bálticos

 

Capital da Letônia, Riga, (aproximadamente 640 mil habitantes), é a cidade mais populosa dos países do Báltico e o principal centro político, cultural e econômico do país.

O centro histórico da cidade, hoje Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, tem importância comparável a Viena, São Petersburgo e Barcelona, especialmente pela arquitetura art noveau.

Origens e trajetória

A fundação da cidade, no século XII, se dá com a chegada de comerciantes germânicos, que criaram um entreposto com os países bálticos e fincaram as bases religiosas cristãs trazidas pelos mercadores.

O bispo católico alemão Alberto de Buxhoeveden chega em 1201 com 23 navios e mais de 1500 cruzados armados, toma a cidade e estabelece a Ordem dos Irmãos Livônios da Espada.

Em 1282, a cidade torna-se membro da Liga Hanseática, uma guilda em aliança de protecionismo econômico nas cidades mercantis do norte da Europa, que dominou o comércio na região entre os séculos XII e XVII.

Com o declínio do poder político, religioso e econômico da Liga Hanseática, Riga, a Livônia e a Prússia ficaram sob o comando do Sacro Império Romano-Germânico, até 1522, quando as três regiões se converteram ao protestantismo de Martin Lutero.

Fato histórico marcante foi o julgamento, em 1524, de uma estátua venerada da Virgem Maria na catedral, que foi arremessada no rio. A estátua flutuou, e por isso foi denunciada como bruxaria e queimada em público. Este foi o fim definitivo do poder dos arcebispos católicos em Riga.

A partir de 1669, as alianças políticas entre a Lituânia e a Polônia e entre a Suécia, Dinamarca e Noruega limitaram a influência da Liga Anseática. 

Em 1710, a Rússia, do Czar Pedro, o Grande invade a cidade, que emerge como a grande potência do norte.

Anexada à Rússia, Riga se torna uma importante cidade industrializada, atrás de Moscou e São Petersburgo.

Com a Revolução Russa de 1917, os alemães marcharam sobre a cidade. No ano seguinte, o Tratado de Brest-Litovsk foi assinado, concedendo os estados bálticos à Alemanha.

Em 1918, a Letônia e os outros estados bálticos declaram independência.

Após a Segunda Guerra Mundial, a Letônia é anexada à União Soviética e permanece até 1991. Daí, o país ingressa nas Nações Unidas, na União Europeia e na OTAN. 

Em 2004, a cidade se organiza e abre ao turismo com o surgimento de linhas aéreas com tarifas reduzidas resultou em voos baratos de outras cidades europeias, como Londres e Berlim.

Pontos relevantes de visita na cidade:

A Casa do Gato, antiga sede da guilda dos “Cabeças Negras” de comerciantes poderosos.

A Catedral Doma, do século XIII.

Castelo de Riga (Rīgas Pils), que abriga o Museu de História da Letônia e o Museu de Arte Estrangeira.

Igreja de São Pedro, com sua torre de 123 m de altura.

Igreja de São João, uma pequena capela do século XIII atrás da Igreja de São Pedro.

A Torre da Pólvora (Pulvertornis), a única que permanece da muralha da cidade. Abriga o Museu da Guerra.

Arquitetura em madeira (museu ao ar livre).

O Museu da Ocupação da Letônia, que documenta o cerco e ocupação do país por diferentes forças entre 1940 e 1991.

Arquitetura Art Nouveau nas ruas Alberto, Elizabetes e outras do centro da cidade.

Torre de Rádio e TV – a terceira mais alta da Europa.

Motormuzejs (Museu do Automóvel) – coleção de automóveis antigos, incluindo as limusines de Leonid Brejnev e de Stalin com figuras em cera destes políticos. Localizado em Mežciems.

Jardim Zoológico de Riga e Mežaparks (Parque Florestal).

Palácio de Cultura e Ciência

Bunker Soviético

Mais do que um simples roteiro pelas ruas e monumentos, a estada em riga é uma experiência de viagem marcante, que revela a beleza da cultura e da história desta parte singular do norte da Europa chamada países bálticos.

 

 

De acordo com estatísticas do Google Analytics Search a publicação MercadoComum obteve 9,049 milhões de visualizações no mês de agosto último e 65,031 milhões durante todo o ano de 2026.
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