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title: &quot;Tendências do mercado de crédito brasileiro: análise dos resultados do BACEN divulgados em agosto&quot;
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author: MercadoComum
date: 2020-09-01T08:18:16-03:00
categories: [Artigo]
tags: []
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# Tendências do mercado de crédito brasileiro: análise dos resultados do BACEN divulgados em agosto

Eduardo Tambellini*

 E mais um mês consolidado nos mostra como o mercado de crédito vem reagindo à pandemia de COVID-19. O Banco Central divulgou novamente os dados mensais de fechamento, desta vez até julho de 2020.

 A relação crédito X PIB chegou a 51,1%, e mais uma vez reforçamos que vale esperarmos a retomada do PIB para validar se esse aumento é produto de um aumento real do crédito ou apenas reflexo da retração econômica.

 As carteiras de crédito continuam mostrando uma reação ao período de crise. A carteira de Pessoas Físicas manteve-se em patamar estável, em julho, porém o destaque vai para o volume de concessões que continua crescendo e quase chegando aos patamares de 2019.

 Quando olhamos para Pessoas Jurídicas, percebemos que a taxa de crescimento observada no começo da crise não se manteve, e voltamos a um crescimento estável da carteira com a concessão de 1% acima do ano de 2019.

 Os juros seguem como o destaque positivo, continuando em queda. Maior influenciador do indicador foi o Cheque Especial, que teve queda maior que 50%, quando comparamos com dezembro de 2019:

 A inadimplência, contrariando as expectativas, continua em queda, com percentual de 5,07% nos produtos de Pessoas Físicas, número este próximo dos patamares de melhor baixa histórica.

 O destaque da baixa inadimplência pode ser explicado pelo crescimento de negociações, ou seja, novações de dívidas realizadas que visam controlar a inadimplência:

 Conforme percebemos, a carteira de crédito de refinanciamento cresceu 45,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que mostra que os bancos estão abrindo alternativas para que clientes com dificuldade de pagamento renegociem suas dívidas.

 A inadimplência deste produto vem apresentando queda, mas tal qual nos meses anteriores, quando há crescimento de carteira, o primeiro impacto é uma redução da inadimplência.

 Como já reforçado nas últimas divulgações, o momento é de cautela. Destaca-se a possibilidade de manutenção do auxílio emergencial até dezembro, porém em outras referências de valores. Importante entendermos qual o efeito positivo desse auxílio no mercado de crédito e o quanto ele vem ajudando a segurar o efeito da inadimplência.

 [**Mais um**](https://mercadocomum.com/mais-um/) mês de pandemia e mais um mês que o crédito sobrevive bravamente à crise.

 *Consultor de Negócios da FICO  
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