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title: &quot;Sem o Edge Computing, não há Cidades Inteligentes&quot;
url: https://mercadocomum.com/sem_o_edge_computing_nao_ha_cidades_inteligentes_/
author: Daniel Sim
date: 2019-04-25T00:00:00-03:00
categories: [Artigo]
tags: []
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# Sem o Edge Computing, não há Cidades Inteligentes

O mundo se dirige para um futuro tecnológico onde quantidades gigantescas de dados serão coletadas, analisadas e armazenadas. Todos os dias produzimos uma quantidade imensa de dados e este número apenas aumentará conforme tecnologias como a Inteligência Artificial e a [**Internet**](https://mercadocomum.com/internet/) das Coisas se conectem entre si e com as grandes corporações.

 O [Gartner prevê](https://www.gartner.com/imagesrv/books/iot/iotEbook_digital.pdf) que, até 2020, existirão mais de 20 bilhões de &quot;coisas&quot; conectadas à internet e, por isso, é fundamental que o acesso aos dados seja mais rápido e mais eficiente. Somente assim analises baseadas num enorme universo de dados poderão suportar decisões. .

 Dentro desse quadro, vale a pena analisar um dos tópicos mais falados no mundo de data centers: edge computing. Essa tecnologia está satisfazendo a demanda por menos latência e mais eficiência através da mudança do processamento de dados para mais perto de onde eles são criados e/ou consumidos. Conseguir fazer isso corretamente será crucial para que as empresas possam efetivamente implementar a IoT, cidades inteligentes repletas de sensores e outros serviços. O edge computing é essencial, também, para garantir que as pessoas possam usar (consumir) esses serviços sem problemas.

 Existem quatro arquétipos que podem ajudar a determinar a infraestrutura necessária para dar suporte ao edge computing. Tudo depende das necessidades do cliente.

 A tecnologia de edge **Intensa em Dados** beneficia empresas como a Netflix, que produz consistentemente grandes quantidades de dados. Para a Netflix, é impraticável transferir dados continuamente usando cloud computing, particularmente quando a entrega de conteúdo em HD está envolvida. A Netflix e outros serviços de streaming precisam de uma infraestrutura de edge que reduza os custos e a latência e melhore como um todo a experiência do cliente.

 A infraestrutura **Sensível a Latência Humana** é para o consumo humano e seria aplicada com sucesso para varejistas que precisam analisar os dados dos clientes com rapidez e precisão, quase em tempo real. Se a recuperação dos dados atrasa, ela pode, potencialmente, reduzir as vendas e a lucratividade do varejista.

 A infraestrutura **Sensível a Latência Máquina-para-Máquina** é adequada para segmentos como bolsas de valores, onde máquinas processam dados mais rapidamente que humanos, de forma que as consequências da latência são maiores que para a latência humana.

 A Infraestrutura **Crítica para a Vida** dá suporte às necessidades por saúde e segurança humana em locais como hospitais. O sistema reconhece que a necessidade crítica de velocidade e confiabilidade estão nessas circunstâncias.

 Conforme a produção de dados e a necessidade de recuperá-los rapidamente continue a aumentar, os benefícios do edge computing se tornam claros. Nos estágios relativamente iniciais da construção da tecnologia, é importante criar infraestruturas que serão adequadas às diferentes necessidades que as empresas têm em relação aos dados.

 Isso é fundamental para assegurar que a experiência de seus clientes seja otimizada.

 Em suma: o edge computing é essencial para cidades inteligentes e para quaisquer tecnologias que venham a se desenvolver rapidamente, ampliando a magnitude dos dados no mundo. A consciência dessa interdependência é essencial para tornarmos reais nossas ambições digitais.

 ****Daniel Sim é diretor de negócios de canais para a Vertiv Ásia.***