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title: "Segóvia, memória viva da expansão espanhola"
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author: MercadoComum
date: 2019-11-29T12:23:13-03:00
categories: [Turismo, Feiras, Congressos e Seminários]
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# Segóvia, memória viva da expansão espanhola

Por Paulo Queiroga

 *Segóvia, capital da província de Segóvia, está entre as cidades espanholas de grande destaque como destino turístico.*

 A Espanha, pela sua importância histórica na Península Ibérica e o pioneirismo nas expedições de expansão de seu território nas Américas, nos séculos XV e XVI merece, de fato, publicação de muitas matérias de cunho cultural e turístico.

 Não é à toa que o país, hoje, apesar das dificuldades enfrentadas com o alto índice de desemprego, especialmente entre os jovens e a elevada dívida pública, tem o setor de serviços, especialmente os direta e indiretamente vinculados ao turismo, responsável por 74.3% do PIB.

 A cidade de Segóvia, a 70 km de Madrid, foi construída a 1.000 de altitude, em cima de uma grande rocha, entre dois rios. Sua história de altos e baixos se confunde com a história da própria Espanha, desde o período em que a colonização romana deixou ali registrada sua pujança imperial.

 Com a invasão dos Visigodos na Península Ibérica, no século V e consequente queda do Império Romano, a região, que era poderosa, entrou em decadência, acentuada ainda mais pela invasão dos árabes no século VIII.

 No entanto, no ano de 1469, **a** **Rainha Isabel de Castela e Leão** casou-se com seu primo, **Rei Fernando de Aragão****.** Os chamados Reis Católicos uniram seus reinos, financiaram a expedição de Cristóvão Colombo à América, expandiram seu território pelo mundo e, em 1492, o castelhano, passou a ser a língua oficial da Espanha. Tudo isso resultou no atual território da Espanha de hoje trazendo novamente o esplendor à cidade.

 Como ocorre com a maioria dos destinos históricos, a decadência econômica de Segóvia durante séculos contribuiu para a preservação de seu patrimônio e transformou a cidade num dos principais destinos turísticos da Espanha. A cidade foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1985.

 A parte antiga da cidade é rodeada por uma muralha com 86 torres. Durante o século XVI, a muralha deixou de ser defesa. Com o passar do tempo, foi parcialmente demolida, até que, no século XX, a população reconhece sua importância histórica e recupera os 3.400 metros da muralha e suas portas.

 Mas, o monumento histórico mais visível é o altíssimo aqueduto romano. A obra civil romana mais importante da Espanha, foi construída entre os séculos I e II d.C., durante o governo dos imperadores Vespasiano e Trajano. [**Localiza**](https://mercadocomum.com/localiza/)do na Praça Oriental, o imponente aqueduto tem 803 metros de comprimento, altura máxima de 28 metros e 66 arcos com enormes blocos de pedra, incrivelmente assentados e equilibrados, sem uso de argamassa.

 A **Praça Maior** é, junto com **a** **Praça do Azoguejo,** onde se encontra a parte mais monumental do aqueduto, é o coração da cidade.

 A **Igreja de San Miguel,** **destruída** no século XVI, devido à construção da Catedral, iniciada também no séc. XVI ocupava o centro da praça. Foi, depois, transferida de lugar e reconstruída em 1532, no estilo **gótico,** na lateral da **Praça Maior,** substituindo a antiga igreja **românica**.

 Do antigo templo, se conserva **a** **portada** **românica**, com os relevos esculpidos dos apóstolos **São Pedro e São** **Paulo** e de **São Miguel matando o dragão**. Nesta igreja, foi coroada Isabel I, como Rainha de Castela e Leão.

 O Alcazar, antiga residência real é uma imponente fortaleza assentada na Praça da Rainha Vitória Eugênia. Construído sobre rocha, a fortaleza servia de proteção contra possíveis invasores. O Alcazar cumpriu diversas funções: fortaleza, **Palácio Real****,** **prisão** do Estado, **Colégio Real de Artilharia** **e** **Arquivo Histórico Militar****.** No interior, os grandes salões, a torre e o Museu das Armas impressionam e nos remete à cultura belicosa dos poderosos espanhóis na Idade Média.

 Inesquecível e curiosa, Segóvia é dos principais testemunhos da História da Península Ibérica e marco da unificação do Estado Espanhol.

 *Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da publicação.*