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title: &quot;Poupança ainda é o investimento mais usado pelo brasileiro&quot;
url: https://mercadocomum.com/poupanca-ainda-e-o-investimento-mais-usado-pelo-brasileiro/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2021-06-29T09:18:15-03:00
categories: [Destaques da Edição]
tags: [Conrado Navarro, Investidor, poupança, Poupança ainda é o investimento mais usado pelo brasileiro]
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# Poupança ainda é o investimento mais usado pelo brasileiro

[![Poupança ainda é o investimento mais usado pelo brasileiro](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/06/Poupanc?a-ainda-e-o-investimento-mais-usado-pelo-brasileiro-1024x576.jpg)](https://www.mercadocomum.com/)Poupança ainda é o investimento mais usado pelo brasileiro [![Mercado Comum Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/05/Captura-de-Tela-2021-05-05-as-20.19.36.png)](https://www.mercadocomum.com/)Mercado Comum Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios **Poupança ainda é o investimento mais usado pelo brasileiro**

 ***Conrado Navarro****

 Criada em 1861 por Dom Pedro II, a caderneta de poupança é a aplicação preferida dos brasileiros há muito tempo, mas isso vem mudando. Será que faz sentido guardar dinheiro na poupança em pleno ano de 2021? Boa pergunta.

 De acordo com Raio X do Investidor, edição 2020, compilado pela Anbima, a poupança se mantém como o produto preferido dos investidores, mas vem perdendo participação: 84% deixaram os recursos na caderneta em 2019, enquanto 88% optaram pelo produto em 2018.

 E as demais aplicações e opções de investimento? A distância para a poupança é gritante. Na sequência, aparecem os fundos de investimento (6%), seguidos dos títulos privados (5%), dos planos de previdência (5%), títulos públicos (4%) e ações (3%).

 A bolsa de valores vem ganhando adeptos, principalmente depois da queda da Selic, é um investimento conhecido de muita gente, mas que, na prática, atrai poucos brasileiros. Considerando o nível médio de renda do brasileiro e nossa situação econômica, somos um país conservador.

 A boa notícia é que o brasileiro vem aprendendo mais sobre educação financeira, o que significa que também aprendeu a guardar mais dinheiro. Em 2019, menos da metade dos brasileiros (44%) tinha algum saldo aplicado em produtos de investimento em 2019, algo em torno de 42 milhões de pessoas.

 Esse número é maior do que o verificado em 2018, quando 42% aplicavam em produtos de investimento. Se estamos aprendendo a guardar, vale também reforçar a concorrência e as novas opções de aplicação como outra conquista relevante. As *fintechs*, por exemplo, vieram para ficar!

 A poupança é popular, mas está longe de ser a melhor alternativa de investimento conservador: ela rende, ao ano, 70% da Selic e, mesmo com liquidez imediata, o dinheiro precisa “fazer aniversário” (ficarem 30 dias aplicados) para que os rendimentos sejam efetivamente adicionados ao principal.

 Há quem defenda que a comodidade é a principal vantagem da poupança. Ela é fácil de usar, está disponível e toda instituição financeira a oferece. É verdade, mas as *fintechs* já oferecem facilidades, experiência de uso e funcionalidades que satisfazem estas expectativas entregando mais rentabilidade.

 Mas e o investimento mínimo para começar em outras aplicações melhores que a poupança A resposta para esta pergunta também não é mais um problema. Aplicações a partir de R$ 1 são realidade no universo das *fintechs*, com retorno melhor que o da velha caderneta.

 Por fim, é comum notar muitos brasileiros apontando a segurança como um fator chave para não tirar o dinheiro da poupança. Sim, o dinheiro aplicado nela tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até R$ 250 mil por CPF, por instituição (até o máximo de R$ 1 milhão), mas outras opções também têm ou são ainda mais seguras.

 Mais seguras? Sim, como é o caso dos títulos públicos. Quem tem parte de seu patrimônio em títulos emitidos pelo governo federal, financia o crescimento do país – e nunca demos calote na dívida interna. O Tesouro Nacional representa nossa economia como um todo e o governo não honrar sua dívida pública seria uma catástrofe (o mercado não trabalha com esse cenário).

 As provocações no texto de hoje têm como objetivo mostrar que é possível ter mais rentabilidade, com igual ou mais segurança, experimentando novas aplicações e produtos financeiros oferecidos por *fintechs* e outras instituições. O clichê “saia da sua Zona de Conforto” também se aplica aos investidores.

 **Sócio e especialista em finanças pessoais na fintech Grão*

 (Os artigos e comentários não representam, necessariamente, a opinião desta publicação; a responsabilidade é do autor do texto).

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