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title: &quot;Por que é difícil explicar o valor da educação?&quot;
url: https://mercadocomum.com/por-que-e-dificil-explicar-o-valor-da-educacao/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2026-05-31T11:19:14-03:00
categories: [Destaque Especial]
tags: [Claudio de Moura Castro, Por que é difícil explicar o valor da educação?]
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# Por que é difícil explicar o valor da educação?

**Claudio de Moura Castro***

 Este ensaio ancora-se em duas proposições: a primeira afirma a extraordinária importância da educação. A segunda trata da imensa dificuldade de demonstrar a primeira proposição.

 Comecemos no mundo da imaginação. Suponha-se que sou um industrial. Dentre as minhas tarefas, tenho que ir às compras e tenho que contratar gente. São dois mundos profundamente díspares.

 **Indo às compras**

 Por 9.307,32 reais, a loja Alibaba me vende uma máquina Wanzhong que produz 500 pregos por minuto. Nas especificações, está o consumo de energia (1,5kW) e muitos outros detalhes.

 Por 95 mil reais, posso comprar um torno mecânico Romi-Imor-Iii-650. Sei exatamente os serviços que pode me prestar. Se for bem tratado, vara meio século, sem reclamar, sem reumatismos ou problemas de coluna.

 Se preciso de uma camionete, tenho muitas opções. Cada uma com suas vantagens e deficiências, todas bem descritas nos manuais e nas avaliações independentes.

 Se compro alimentos para a cantina dos funcionários, a lei obriga a que cada um mostre a sua composição e até advirta se tem gordura demais.

 E por aí afora. É difícil imaginar algum produto na minha lista que não seja exaustivamente descrito e com amplas garantias.

 De resto, sempre sei para que serve e como funciona qualquer dos itens que minha fábrica possa necessitar. E mais, as formas de pagamento estão especificadas e há garantias para os produtos. Tudo tem SAC, assistência técnica e, até mesmo, *recalls* para eventuais defeitos.

 Como industrial, esse é o mundo que me oferece conforto e segurança.

 **Preciso contratar alguém**

 Cedo ou tarde, vou precisar de mais gente para trabalhar comigo. Aí, desaba a minha tranquilidade. Perco as certezas e os parâmetros tão confortáveis que tinha nas compras.

 Para uma determinada posição na firma, penso em alguém com ensino médio. O que terá aprendido a fazer que me sirva? Olho as disciplinas do currículo.

 Geômetra? Não preciso. Geógrafo? Está tudo no Google. Historiador? Como ajudaria a minha empresa? Químico? Minha indústria é eletromecânica. Sociólogo? Não sei para que serve. Filósofo? Esse, sei que não serve para nada. Alguém que estudou cálculo diferencial? Nunca ouvi falar de uma empresa que use isso.

 Não vejo no currículo nada que me sirva.

 Se comprar a máquina de fazer pregos, precisarei de um administrador de empresas para calcular seus custos operacionais. Isso está lá no currículo. Mas como saber se a faculdade ensinou? E se o meu candidato aprendeu? E se o que aprendeu permite resolver meu problema?

 Preciso de alguém que me ajude nas compras. E também, que administre a minha peãozada. Mas não vejo tais assuntos no currículo. Ensinam o que não tem uso para mim e não ensinam o que preciso.

 Como bem sei, máquina tem especificação técnica – e.g. 500 pregos/minuto. Não reclama, não falta e não gera questões trabalhistas.

 O mesmo não se pode dizer daquela pessoa que estou considerando. Não vem com garantia de produtividade. E nem de honestidade.

 Para o meu óleo lubrificante, confio nas normas ABNT. Se precisasse de um piloto de avião, saberia que passou em provas rígidas. Se preciso de um mosquetão para uma cadeirinha de segurança, posso optar por um de alpinismo, certificado pelo Lloyds de Londres.

 O funcionário considerado não vem com quaisquer normas técnicas especificadas. E são mais do que nebulosas as garantias de desempenho. Aliás, o que me assegura um diploma? Apenas sei que os de mais prestígio produzem maior proporção de graduados competentes. Estará o meu candidato dentre esses?

 Aumentará minha produtividade? Irá gerar uma receita que justifique o que irei lhe pagar?

 Como industrial, ir das compras às contratações de pessoal é um salto, do céu para o inferno. Do pão-pão, queijo-queijo para um pântano na escuridão.

 Considerando minhas dificuldades, sendo um profissional, do ramo, fico pensando em um aluno ou um pai, marinheiros de primeira viagem. Vale a pena o curso? Convém gastar mais? O que é qualidade na Educação?

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 **Os caminhos oblíquos e enevoados da educação**

 Abandono meu frustrante papel de industrial e volto ao de perguntador, de curioso. Por que são tão opacos os caminhos entre a educação e suas consequências?

 No âmago do processo está uma pessoa que recebeu mais educação e está diante de uma tarefa. De alguma forma, ela vai enfrentar a situação e chegar ao seu fim. E a evidência indica que os resultados tendem a ser superiores para os que têm mais educação. Podem produzir mais quantidade, melhor qualidade ou inovar nos processos. Na grande maioria dos casos, é seguro esperar resultados superiores.

 Parte do processo é visível. Sei o que entrou (escolaridade) e sei o que saiu (maior produtividade). De fato, os mais educados obtêm melhores resultados. Quem pesquisa o assunto sabe disso tudo.

 Porém, não penetro na caixa negra que jaz entre a entrada e a saída. Sei que alguma mágica acontece. Os neurônios cintilam, mas seus caminhos são indecifráveis. De fato, a natureza não é uma prestigitadora amadorística. Quando quer, ela bem sabe esconder seus segredos.

 Consideremos os seguintes exemplos.

 Por dois séculos, com maestria, a Inglaterra administrou o maior império colonial do globo. Faz sentido perguntar como preparava as lideranças de seus tentáculos pelo mundo afora. A fórmula é singela, contratava graduados de Oxford ou Cambridge. Estes, por longos anos, haviam estudado Literatura, História, Filosofia, Latim, Grego e Hebreu. Talvez, baforadas de alguma ciência, como Astronomia. Mas, nada de contabilidade ou administração. O que estudaram parece incongruente com o que iriam fazer.

 Nos Estados Unidos, há um bom número de cursos de graduação, oferecidos em escolas chamadas de Liberal Arts Colleges. Oferecem quatro anos de estudos que não incluem qualquer disciplina profissionalizante. E apesar de que não oferecem disciplinas de finanças ou contabilidade, grande parte dos egressos de algumas delas são contratados por Wall Street. Aí estão os empregos mais cobiçados do mercado. Faz sentido?

 Na mesma linha, é notório o sucesso dos graduados do ITA nos mercados financeiros. Quase não é preciso dizer, em São José dos Campos, nem se aprende sobre mercados de capital e nem sobre finanças.

 Juscelino Kubitschek revelou-se um grande estadista e planejador. O que aprendeu na Faculdade? Urologia.

 Uma professora de Química, sem nunca haver estudado Economia, revolucionou os paradigmas da economia inglesa. Contudo, só após virar Primeira-Ministra, M. Tatcher começou a ler sobre o assunto.

 Roberto Braz Macedo construiu uma tabela para graduados de engenharia, empregados na indústria metalmecânica. Nas linhas estavam as funções dentro das empresas, requerendo ensino superior. Nas colunas estavam as modalidades de cursos da amostra coletada.

 Pela lógica, graduados de Mecânica estariam nas oficinas mecânicas, os da Elétrica lidando com eletricidade e, assim por diante. Surpresa! Os graduados de todas as modalidades estavam amplamente esparramados em todos os cargos das empresas. A especialidade era letra morta. Só havia um cargo não preenchido por engenheiros: Secretária do Diretor.

 Os exemplos ilustram algo que muitos já perceberam. Uma educação séria, em qualquer ramo, prepara para um desempenho profissional superior, por distante que esteja o assunto estudado e a natureza do trabalho.

 Alguém com uma cabeça bem educada pode aprender, mais adiante, o que quer que seja. Naturalmente, quem aprendeu a programar em uma linguagem, torna-se competente em alguma outra, em menos tempo do que outro que nunca programou.

 No mundo real, é muito frequente a dissociação entre a formação e o assunto do trabalho subsequente. Mas, desafiando a lógica, tudo parece funcionar.

 Compliquemos um pouco mais o cenário. As empresas pagam aos seus funcionários, pelo menos, o mesmo que eles geram de receita adicional. É uma ideia persuasiva.

 Quando um graduado de universidade é inicialmente contratado, a empresa pagará mais do que para alguém apenas com o médio. Faz sentido, pois aprendeu mais, sabe fazer mais coisas. Justifica-se o maior salário.![](https://mercadocomum.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-Tela-2026-05-31-as-11.11.31-300x127.png)

 Porém, não é isso que acontece. De fato, em vez de baixar, nossos salários sobem, tornam-se duas a três vezes maiores, apesar de que não fizemos qualquer curso após a formatura.

 É que, quanto mais educação temos, mais somos capazes de transformar nossa experiência de trabalho em aprendizado. Ou seja, os mais educados, apenas por trabalhar, continuam se educando. Os salários não refletem mais seu conhecimento inicial, mas a competência adquirida, apesar de não haverem feito outros cursos. Com efeito, lidamos com processos elusivos.

 Voltemos, por um instante, para processos mais concretos. Em um torno, prendemos na placa um tarugo de ferro e ligamos a máquina. Podemos então ver a peça de metal ser desbastada pela ferramenta, até que chegue às dimensões desejadas. Só de olhar, entendemos tudo.

 Com pouco tempo, podemos ver que o torno lá do canto da oficina custou mais e tem barramento mais robusto. Por isso, vibra menos, dá passes mais pesados e permite maior precisão. Ou seja, mais preço vem com mais qualidade e mais produtividade.

 Contudo, tal transparência não existe no desconjuntado mundo da educação. Nela, não estamos tratando de um processo mental que tenha qualquer semelhança com esse do torno. Cintila uma multidão de neurônios, mas não contam como operam. Nada inteligível pode ser observado.

 Deveríamos esperar que, pelo menos, no mundo da ciência, os pesquisadores sempre respeitassem as fronteiras das disciplinas. Porém, se contemplamos o Olimpo da hierarquia científica, vemos inúmeras derrapagens.

 Consideremos a famosa Double Helix, responsável por um prêmio Nobel de Física para dois cientistas. Mas note-se, um deles era zoólogo de formação. Três psicólogos já ganharam prêmios Nobel de Economia. E na Medicina, um dos premiados era estatístico.

 Tentemos outro caminho, mapeando a nossa educação. Ao longo dos anos, vamos exercitando o nosso raciocínio e nos valendo da memória para registrar os malabarismos que percorremos. No começo, nos ensinam que a uma bolinha no papel corresponde a um som bem definido – como a bolinha na palavra “dó”. Ao fim de muitos anos nessas lides, passamos a tentar compreender como um espaço pode ter quatro dimensões ou como um número pode ser irracional. Realizamos ginásticas mentais cada vez mais desafiadoras e abstratas.

 Em algum momento, somos confrontados com o ablativo latino. Em outro, lidamos com oxidrilas. E por que a Alemanha perdeu a Primeira Grande Guerra, sem haver sido invadida? São ginásticas mentais., lidando com os mais variados assuntos. No fundo, estamos fortalecendo nossa musculatura intelectual, ao lidar com diferentes assuntos.

 Algumas áreas são mais analíticas, preto no branco. Outras, fugidias, subjetivas, requerendo delicadeza para entender.

 Pensemos em uma metáfora: estudar é fazer como um esportista que desenvolve o conjunto dos seus músculos, dos seus reflexos e de formas de coordenação motora. Com tal preparação, ele está pronto para dedicar-se a alguma modalidade desportiva. E, para desenvolver mais aquilo que ela requer, é só um pulinho.

 Educação é mais ou menos isso. Nossa “musculatura mental” vai se fortalecendo, tornando-se capaz de servir-nos em situações muito variadas.

 Em que contexto se deu a ginástica mental, importa, mas não tanto. Se o aluno do ITA resolve equações com hessianas orladas, claro, saberá lidar com elas com fluidez. Mas quem disse que o exercício penoso de as estudar não será também útil para entender a bolsa de valores?

 Dito de outra forma, o que aprendo nesta ciência pode ser transferido para lidar com uma outra, acolá. É o que se chama de “transferência de conhecimento”.

 Pensando bem, toda a lógica de operar uma escola baseia-se na crença de que, de alguma forma, aquele conhecimento que parece inútil pode ser reciclado para aplicações mais úteis. Estudar o uso do ablativo latino é lidar com a sintaxe dos discursos que permitem a formulação rigorosa de teorias, em qualquer área. O assassinato de César prepara a nossa cabeça para lidar com as complexidades da política e, também, com os dramas humanos.

 Podemos dar nome a essa mágica, chamando-a de “transferência”. Mas isso não faz mais do que apor uma palavra para batizar o nosso desconhecimento do fenômeno. De fato, modestamente, considero a Teoria da Transferência de Conhecimentos como um dos ramos mais opacos da psicologia.

 Porém, pelo menos, sabemos que o núcleo duro da educação é aprender a pensar. Sabemos também que isso não se aprende em cursos do tipo “como pensar”. Aprendemos a pensar trabalhando exaustivamente em cima de algum assunto bem específico e mergulhando no seu contexto. Se ganhamos fluência e familiaridade, lidando com a Lei de Boyle e Mariotte, adquirimos, *ipso facto*, capacidade para lidar com equações. Mas tal progresso não se dá olhando para símbolos ou fórmulas. É necessário o contexto real de temperaturas, pressões e volumes para adquirir tal fluência mental.

 Voltando ao nosso industrial fictício, não admira que ele se sinta muito mais confortável escolhendo uma máquina do que um funcionário. Por razões ainda mais contundentes, pais e alunos têm dificuldades de atribuir à educação de qualidade o poder real que ela tem.

 De fato, aqui chegamos à observação mais central do presente ensaio. *Não entendemos bem as engrenagens internas da educação. Portanto, não é surpresa a dificuldade de fazer com que seja valorizada, tal como justifica o seu forte impacto.*

 

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 Até aqui, trilhamos sendeiros obscuros e labirintos intelectuais. Mapeamos as dificuldades de perceber como a educação age, trazendo ganhos para todos. Abrimos espaço para registrar a aparente falta de nexo entre o que acontece na escola e o que vem depois, ao enfrentar a vida profissional.

 É tudo irremediavelmente pastoso, ambíguo, obscuro. Como entender que estudar a *Summa Theologica* pode ajudar o padre a planejar os investimentos da sua paróquia?

 Mas nesta seção, entramos em outro território, muito menos nebuloso.

 A educação tem consequências em muitas dimensões. Para simplificar, consideremos apenas aquelas que poderiam afetar a produtividade. Em breves palavras, se estudo tantos anos, que vantagens materiais posso realisticamente esperar?

 Na Teoria do Capital, isso se chama retorno sobre o investimento. É o mesmo conceito que se aplica para decidir se abro ou não uma quitanda. Quanto posso esperar de retorno?

 Educação tem custos e é fácil calculá-los. O retorno é o adicional de renda percebida por quem a tem. Naturalmente, compara-se com quem parou antes do curso considerado.

 Ou seja, tratamos a educação como qualquer outro investimento em capital físico. Montar a quitanda custa tanto. Fazer esse curso custa tanto. Qual investimento terá a maior taxa de retorno, considerando as receitas que virão?

 Adam Smith dá algumas pinceladas no assunto. Mas nada de muito substancial acontece, até à década dos sessenta. Explode então a Teoria do Capital Humano. E um sem número de pesquisadores se põem a calcular taxas de retorno para investimentos em educação. São dezenas, são centenas, incluindo o presente autor.

 Surpreende a consistência dos resultados. Com ínfimas exceções, *as taxas são substanciais e positivas*. Ainda mais importante, tendem a ser *amplamente superiores àquelas obtidas para investimento em capital físico*. Ou seja, *o melhor negócio é investir em gente.*

 Consideremos outro experimento mental – apesar de que meio irrealista. Tenho diante de mim duas opções. Vou fazer um curso de engenharia sério, arcando com todos os seus custos. Ou então, compro máquinas para minha fábrica, com o mesmo dinheiro que gastaria com a educação.

 Qual das opções traz maiores retornos? Do ponto de vista puramente financeiro, qual é mais vantajosa? Considerando a montanha de estudos tentando responder a esta pergunta, ficou bem documentado que educação tem taxas de retorno superiores.

 Tais estudos se acumularam, desde então, mostrando resultados sempre consistentes. Mais anos de educação, mais rendimentos pessoais.

 No entanto, em tempos recentes, começam a aparecer estudos que tomam, não o tempo na escola, mas medidas do quanto os estudantes aprenderam. Em vez da quantidade de anos de educação, considera-se a sua qualidade.

 Como as correlações com anos de escolaridade captam também a qualidade, tendem a ser elevadas. Mas quando tomamos, diretamente, medidas de aproveitamento escolar, a relação é muito mais estreita.

 Em poucas palavras *o grande objetivo deve ser educação de qualidade*, muito mais do que a proeza de haver passado tantos anos na escola.

 Todavia, do ponto de vista das dificuldades e perplexidades tratadas no presente ensaio, perceber essa preeminência da qualidade é ainda mais árduo. Se já é difícil entender que ir à escola traz resultados bons e muito concretos, ainda mais remoto é o desafio de convencer a sociedade de que qualidade é quase tudo.

 E aqui terminamos. Investimentos com capital físico têm um circuito claríssimo. Compro o arame, a máquina faz o prego e vendo o prego. *Investimentos em educação envolvem mágicas que operam dentro das nossas cabeças. Conhecemos seus contornos e consequências. Sabemos que cintilam os neurônios, contudo, não deciframos os seus segredos.*

 É pena, pois *somos atraídos pela transparência dos processos mecânicos e somos incapazes de decifrar os caminhos tortuosos dos neurônios. Sendo assim, tendemos a valorizar menos o investimento que traz maiores retornos, ou seja, a educação de qualidade.*

 

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 **Claudio de Moura Castro possui mestrado pela Universidade de Yale. Doutoramento na Universidade de Vanderbilt (em Economia). Ensinou na PUC/Rio, Fundação Getúlio Vargas, Universidade de Chicago, Universidade de Brasília, Universidade de Genebra e Universidade da Borgonha. Autor de mais de cinquenta livros e mais de trezentos artigos científicos, é articulista do Estadão. Foi Diretor Geral da Capes), Secretário Executivo do Centro Nacional de Recursos Humanos (do Ministério do Planejamento) e funcionário da OIT, Banco Mundial e BID. Assessorou a diretoria do Pitágoras (Cogna) e do Positivo.*

 

 

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