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title: &quot;PNAD Contínua do 4º trimestre de 2025: taxa de desemprego atinge 5,1% &#8211; o menor nível da série histórica&quot;
url: https://mercadocomum.com/pnad-continua-do-4o-trimestre-de-2025-taxa-de-desemprego-atinge-51-o-menor-nivel-da-serie-historica/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2026-01-31T16:35:04-03:00
categories: [Economia Finanças e Negócios]
tags: [1% - o menor nível da série histórica, PNAD Contínua do 4º trimestre de 2025: taxa de desemprego atinge 5]
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# PNAD Contínua do 4º trimestre de 2025: taxa de desemprego atinge 5,1% &#8211; o menor nível da série histórica

***Pesquisa do IBGE mostra que taxa de desemprego no país caiu para 5,1% e a taxa média anual passou para 5,6%, em 2025, também a menor da série. Número de ocupados chega a 103 milhões***

 A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. O resultado indica que cerca de 5,5 milhões de pessoas buscaram trabalho nos três últimos meses do ano, em um mercado que chegou ao recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 30 de janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 Com os resultados observados ao longo de 2025, o desemprego manteve trajetória de queda no país. A taxa média anual passou de 6,6% em 2024 para 5,6% no ano seguinte, o menor nível registrado desde o início da série histórica, em 2012. Nesse intervalo, o número médio de brasileiros sem trabalho diminuiu em cerca de 1 milhão, ao cair de 7,2 milhões para 6,2 milhões de pessoas.

 Em razão da pandemia de Covid 19, nos anos de 2020 e 2021 a taxa chegou a 13,7% e 14%, e cerca de 14 milhões de desocupados. O nível de ocupação da população em idade de trabalhar também alcançou recorde em 2025, ao atingir 59,1%. Em 2024, o indicador era de 58,6%, e, em 2012, de 58,1%.

 Para Ariane Benedito – *economista-chefe do PicPay*, “a taxa de desemprego recuou para 5,1% no trimestre móvel encerrado em dezembro, queda de 0,5 p.p. em relação ao trimestre anterior e de 1,1 p.p. frente ao mesmo período do ano passado. Em termos de nível, a melhora foi acompanhada por uma combinação consistente entre redução do contingente desocupado (5,5 milhões) e avanço da ocupação (103,0 milhões), mantendo o mercado de trabalho em patamar historicamente apertado.

 Do ponto de vista qualitativo, o dado também veio com leitura construtiva: o emprego com carteira no setor privado permaneceu elevado, com crescimento na comparação anual, enquanto as categorias mais associadas à informalidade mostraram sinais de acomodação relativa. Além disso, a queda da taxa composta de subutilização para 13,4% e a redução do contingente de desalentados reforçam a interpretação de que a incorporação de mão de obra segue ocorrendo de forma relativamente eficiente, sem deterioração dos indicadores amplos de ociosidade.

 No vetor de renda, o trimestre manteve uma dinâmica favorável: o rendimento médio real habitual avançou para R$ 3.613 e a massa de rendimentos atingiu R$ 367,6 bilhões, em alta tanto no trimestre (+3,1%) quanto no ano (+6,4%). Esse conjunto de evidências sustenta a leitura de que o mercado de trabalho continua sendo um dos principais amortecedores do ciclo, preservando a capacidade de consumo das famílias e a resiliência de segmentos de serviços.

 Para 2026, a série sugere que o espaço para novas quedas expressivas fica naturalmente mais limitado, o que tende a se traduzir em um cenário de desemprego lateralizado e com viés de leve correção ao longo do ano (isto é, pequenas altas em torno do nível atual), em vez de continuidade do mesmo ritmo de queda observado ao longo de 2024–2025. Para a próxima medição esperamos que a taxa de desemprego fique em torno de 5,2%.

 No entendimento de Sara Paixão, analista de Macroeconomia da InvestSmart XP, “o CAGED mostrou a destruição líquida de 618,2 mil postos de emprego formal em dezembro de 2025, um número muito acima do esperado pelo mercado, que era de 472 mil. O mês de dezembro, historicamente, apresenta queda no número de vagas, principalmente por conta das criações de empregos temporários no final do ano. O destaque de queda foi para construção, varejo e indústria.

 Em termos de salário, houve aumento real de 0,1% em relação ao mês anterior e 2,5% em relação ao ano anterior, o que ainda indica um mercado de trabalho robusto, que caminha para um processo de desaceleração, conforme o esperado dado o atual patamar de juros. Para as próximas decisões do COPOM, esse é um dos indicadores que devem ser avaliados para definir a magnitude do corte que o comitê contratou na última reunião. Vale ressaltar, que indicadores mais positivos de inflação em conjunto com dados de atividade e mercado de trabalho arrefecendo podem contribuir para um início de corte de juros em 0,5 p.p. conforme o mercado passou a precificar após a reunião do COPOM*.

 

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 Para a *4intelligence,* “a taxa de desocupação no trimestre encerrado em dezembro de 2025 foi de 5,1%, 1,1 ponto percentual abaixo da taxa registrada no mesmo trimestre de 2024. O resultado veio em linha em relação às nossas expectativas (5,1%) e às expectativas medianas do mercado, ambas em 5,1%, segundo a *Agência Estado* e a *Bloomberg*. Vale ressaltar que a taxa de desocupação costuma apresentar queda nos trimestres findos em dezembro na comparação com trimestres encerrados em novembro:

 A taxa média de desemprego anual encerrou o ano em 5,6%, o menor nível da série histórica. Desde 2024, o cálculo da média anual foi revisado pelo IBGE. A instituição passou a calcular essa taxa utilizando dados apenas da primeira visita a cada domicílio em cada trimestre em vez de utilizar a média aritmética simples das taxas trimestrais (ou seja, somavam-se as taxas de desemprego no final de cada trimestre e dividia-se o resultado por quatro para obter a média anual). Na média anual, essa taxa de desocupação ficou em 5,9%.“

 

 

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