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title: &quot;Páscoa, bacalhau, chocolate e vinho&quot;
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author: Nome do Admin
date: 2013-02-01T00:00:00-02:00
categories: [Vinho, gente, coisas e adjacências, z_impresso]
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# Páscoa, bacalhau, chocolate e vinho

A Páscoa está aí, e, com ela, bacalhau, chocolate e, naturalmente,

 vinho. Com o bacalhau vale a regra básica que é combinar

 peixe com vinho branco. Então, quando o bacalhau é

 aquele prato deliciosamente mergulhado no azeite, substancioso,

 o parceiro é um branco encorpado, como Chardonnay,

 Viognier, Chablis Grand Cru, e mais outros.

 Outros vinhos de corpo médio ou leve, a exemplo de Sauvignon

 Blanc, Riesling, Chablis, Gewurztraminer, os vinhos verdes,

 são excelentes companhias para o bacalhau de receita

 mais delicada, mais elaborada.

 Os vinhos tintos, também, têm vez com o bacalhau; desde

 que a escolha recaia em tintos leves, frescos, e, assim, Pinot

 Noir, Cabernet Franc, Valpolicella, Gamay e Chianti são

 alguns deles.

 Contudo, vale um lembrete para os que só conseguem pensar

 nos tintos: tanino – aquela substância que “trava a boca”,

 e peixe é briga certa. São como dois bicudos, nunca se beijam.

 Por isto, Cabernet Sauvignon, Syrah e Tannat, que são

 ricos em taninos, devem ser evitados. A questão, pois, não é

 o vinho tinto, e, sim, a força dos seus taninos.

 Chocolate

 Quando o negócio é “casar” vinho e chocolate é necessário

 observar, no chocolate, o seu sabor marcante e a sua destacada

 untuosidade. Essa iguaria, por algum tempo, foi considerada

 inimiga do vinho, numa lista que tem alho frito, vinagre,

 hortelã, amendoim, entre outros.

 Alguns especialistas torcem o nariz para essa parceria, considerando-

 a um sacrilégio. Todavia, de uns tempos a esta data

 já é bastante aceita essa união do chocolate com os vinhos

 ricos em álcool, quais sejam: Porto, Madeira, Marsala e Jerez.

 

 

Combinações

 Bem, de qualquer forma, combinar comida e vinho tem

 muito de subjetivo e de psicológico, é o que o conhecimento

 ensina. Logo, a partir do conhecimento de alguns princípios

 básicos e, mesmo, de algumas experimentações, vale a

 criatividade obediente à vocação histórica do vinho que é a

 de ser o parceiro da comida.

 Sendo assim, em busca de uma orientação básica para um

 casamento entre vinho e pratos, a prática tradicional segue

 assim:

 • Para as entradas: vinhos brancos secos, rosados e tintos

 leves. Esses mesmos vinhos valem para os frios;

 • Para os peixes: vinhos brancos secos, brancos suaves,

 rosados e tintos leves;

 • Para as carnes brancas: vinhos brancos secos, rosados e

 tintos leves;

 • Para as carnes vermelhas e caças: vinhos tintos leves e

 encorpados;

 • Para as sobremesas: vinhos doces naturais.

 Na percepção de sabores são observados os princípios que

 consagram a interação entre os mesmos, como: o salgado

 acentua o amargo; a doçura atenua a acidez e, também, o

 amargo; amargo atenua a acidez; tanino e sal são opostos.

 Os caminhos para a harmonia podem ser vários, na

 preferência de cada um.

 Tim, tim.