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title: &quot;País é um dos cinco maiores em vendas diretas&quot;
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author: MercadoComum
date: 2019-05-14T16:29:59-03:00
categories: [A Economia com Todas as Letras e Números]
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# País é um dos cinco maiores em vendas diretas

*2º Congresso Nacional das Vendas Diretas reúne líderes que discutem panorama do setor*

 O 2º Congresso Nacional das Vendas Diretas ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas) foi realizado no início do mês em São Paulo, com a presença de 350 executivos e presidentes líderes das empresas de vendas diretas no Brasil e no mundo.

 O objetivo foi debater perspectivas do setor, que tem sido apontado como um importante mercado em meio à crise econômica do país, e que vem se destacando na geração de renda para, principalmente, jovens (48%) e mulheres (54%).

 Direto dos Estados Unidos, John Agwunobi, copresidente da Herbalife Nutrition, abriu o painel “Reflexão de uma gestão de sucesso nas vendas diretas”, ressaltando a importância do Brasil para empresa e disse que o país é “uma joia rara na coroa da Herbalife”. “Temos muito orgulho de atender a comunidade brasileira”, falou.

 No mundo, as vendas líquidas da Herbalife foram de 4,9 bilhões de dólares, segundo dados de 2018. Além disso, a empresa soma 77,1 milhões de embalagens de shakes vendidos ao redor do mundo, contando com 4 milhões de consultores independentes.

 Hoje a empresa já está presente em todas as regiões do Brasil com mais de 600 pontos de acesso aos produtos. O país é o maior mercado da Herbalife na América do Sul e está entre os cinco maiores mercados da empresa no mundo, com cerca de 300 mil consultores independentes no Brasil.

 A palestra de Moacir Salzstein, vice-presidente da ABEVD, trouxe dados do mercado brasileiro e mundial. Segundo uma pesquisa da Euromonitor International, em 2018, o varejo global cresceu 4,30% enquanto as vendas diretas subiram 4%.

 No Brasil, o volume de negócios é de R$ 45,2 bilhões/ano com a geração de renda para 4,1 milhões de revendedores independentes.

 **Cenário Econômico**

 No painel “Estratégia dos líderes das empresas de vendas diretas”, com moderação de Adriana Colloca, presidente executiva da ABEVD, José Vicente Marino, presidente da Avon Brasil, fez uma análise sobre o cenário econômico brasileiro. Para ele, é um momento de incertezas, mas com esperança de que as coisas melhorem ao longo dos próximos meses.

 Marino também ressaltou que, em 10 anos, subiu o número de empresas que entraram no setor da venda direta. “Isso aumentou muito a competitividade entre as empresas porque é um número muito maior do que era há alguns anos. Os modelos comerciais também estão muito diferentes”, comentou.

 Erasmo Toledo, vice-presidente da venda direta da Natura, ressaltou que o Brasil é um país com grande penetração da venda direta. “A chave do sucesso é a força da relação dos brasileiros”, disse.

 O presidente da Mary Kay Brasil, Alvaro Polanco, também citou o Brasil como “o país da venda direta” e reforçou o poder feminino no setor.

 **Mulheres nas vendas direta**

 Na abertura do evento, compareceu a deputada federal Soraya Santos (PR-RJ), que falou da importância do setor na venda direta no empoderamento feminino e como saída para a crise econômica do Brasil. “As revendedoras geram renda na sociedade. Elas não estão fazendo um ‘bico’, mas sim empreendendo”, falou.

 No painel “Momento empreendedor: oportunidades e desafios”, Ana Fontes, presidente do Instituto Rede Mulher Empreendedora, destacou a falta de apoio aos empreendedores do Brasil, principalmente com o público feminino. “No Brasil, 60% das microempresas e pequenos negócios fecham em 5 anos mais ou menos. É uma estatística muito ruim”, explicou.

 Já Rossana Sadir, presidente da Amway Brasil, apresentou uma pesquisa que mostra o interesse das mulheres e dos jovens em empreender. Realizada pela Universidade Técnica de Munique (TUM) e validada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER), aponta que 56% dos brasileiros desejam empreender. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%.