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title: &quot;O transtorno da perda do passaporte&quot;
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author: Nome do Admin
date: 2013-02-01T00:00:00-02:00
categories: [Turismo, z_impresso]
tags: []
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# O transtorno da perda do passaporte

Nenhum viajante está isento de “dores de cabeça” no caso de

 perda ou furto do passaporte.

 Se perder documentos pessoais no próprio país já exige uma

 série de procedimentos burocráticos, não pense que em viagem

 ao exterior seja diferente.

 A pedido de um leitor assíduo de MC, que passou por esse

 dessabor, recolhemos dicas, publicadas há algum tempo, no

 Jornal Folha de São Paulo, que deverão amenizar o sofrimento

 de quem vivencia essa situação indesejável.

 A primeira providência tem caráter emocional. Relaxe, prepare-se

 para alterar o roteiro e, provavelmente, permanecer mais tempo

 do que gostaria em determinado destino.

 O segundo passo é ir até a polícia local e fazer um boletim de

 ocorrência. Caso não seja possível, faça uma declaração de

 perda ou roubo no próprio consulado. Isso se você estiver em

 cidade que tenha consulado brasileiro.

 No consulado ou embaixada, apresente o boletim de ocorrência

 e solicite o novo passaporte. Você vai desembolsar o dobro

 do pagamento normal. Esses pagamentos não são feitos em

 dólar. Será cobrado em “real Ouro”. Trata-se de um indicador

 

monetário para formação de preços das taxas dos consulados

 e embaixadas.

 Nos consulados não há regras de urgência. A demora, em geral,

 depende da época em que ele é solicitado. Os meses de férias

 são os mais demorados. Levar consigo na viagem um backup

 do passaporte, na forma de CD ou cópia impressa, certamente

 acelerará a retirada da segunda via.

 Se você tiver um bom seguro viagem, acione-o. Neste caso,

 algumas seguradoras, fornecem ao cliente um empréstimo e,

 quando voltar ao Brasil, pagará com acréscimo as taxas do envio.

 Lembre-se: Se precisar adiar o retorno ou a alterar a continuidade

 de seu roteiro, a perda do documento não justifica a isenção

 de multas de companhias aéreas. O custo dependerá do tipo

 da passagem adquirida. Se tiver bilhete mais caro, em classe

 executiva, por exemplo, provavelmente não precisará pagar

 taxas extras.

 De qualquer forma, se sua viagem foi organizada por uma

 operadora de turismo idônea, com certeza ela lhe ajudará

 na reprogramação do roteiro, quanto às hospedagens e

 deslocamentos. Mas o bom mesmo é ter muito cuidado durante

 sua viagem com esta preciosidade que é o passaporte.

 

Viajar é perigoso

 

TAM e Gol estão entre as quatro companhias aéreas

 mais inseguras para se viajar no mundo, segundo

 levantamento da Jacdec, consultoria alemã que

 acompanha todos os acidentes aéreos que ocorrem

 no planeta.

 O estudo estipula um índice no qual zero representa

 total segurança. A TAM teve média 1,077 – apenas

 melhor que a da taiwanesa China Airlines (1,171). Já

 a Gol recebeu 0,790. A melhor avaliada, a finlandesa

 Finnair, teve índice 0,005.

 Entre as 60 empresas listadas, a TAM (que em anos

 anteriores chegou a estar posicionada no último lugar

 do ranking) ocupa a 59ª colocação, enquanto a Gol

 é a 57ª.

 Os números são calculados a partir dos acidentes

 ocorridos nos últimos 30 anos, relacionados com

 a quilometragem já voada e o número anual de

 passageiros de cada empresa. Nenhuma das nove

 melhores colocadas registrou acidentes no período,

 mas algumas delas foram fundadas recentemente,

 como a Etihad Airways, dos Emirados Árabes Unidos,

 que existe desde 2003.

 Pelo levantamento, a TAM (fundada em 1976)

 registrou seis grandes acidentes aéreos desde 1983,

 com um total de 336 mortes (o último deles no dia 17

 de julho de 2007, quando 187 morreram no voo 3054,

 que fazia a rota Porto Alegre-São Paulo). No caso da

 Gol (fundada em 2001), a consultoria considera um

 acidente no mesmo período, com 154 mortes (no dia

 29 de setembro de 2006, no voo 1907, que fazia a

 rota Manaus-Brasília e caiu na Amazônia).

 No total de acidentes desde 1983, as recordistas

 são Aeroflot-Russian Airlines e American Airlines (10),

 seguidas de US Airlines e Koren Air (9) e Air France

 (7). No número de mortes no período, apenas China

 Airlines (755), Korean Air (687) e American Airlines

 (587) superam a TAM.

 Quem viaja precisa conhecer esses indicadores.

 

 

1. Finnair (Finlândia) – índice 0,005

 2. Air New Zealand (Nova Zelândia) – 0,007

 3. Cathay Pacific (Hong Kong) – 0,007

 4. Emirates (Emirados Árabes Unidos) – 0,008

 5. Etihad Airways (Emirados Árabes Unidos) – 0,008

 6. Eva Air (Taiwan) – 0,009

 7. TAP (Portugal) – 0,009

 8. Hainan Airlines (China) – 0,010

 9. Virgin Australia (Austrália) – 0,010

 10. British Airways (Reino Unido) – 0,011

 11. Lufthansa (Alemanha) – 0,011

 12. All Nipon Airlways (Japão) – 0,012

 13. Qantas (Austrália) – 0,012

 14. JetBlue Airways (Estados Unidos) – 0,013

 15. Virgin Atlantic (Reino Unido) – 0,015

 46. Asiana (Coreia do Sul) – 0,188

 47. Japan Airlines (Japão) – 0,201

 48. China Southern Airlines (China) – 0,204

 49. Iberia (Espanha) – 0,222

 50. SAS (Suécia) – 0,278

 51. SkyWest Airlines (Estados Unidos) – 0,282

 52. South African Airways (África do Sul) – 0,287

 53. Thai Airways (Tailândia) – 0,316

 54. Turkish Airlines (Turquia) – 0,524

 55. Saudia (Arábia Saudita) – 0,544

 56. Korean Air (Coreia do Sul) – 0,642

 57. GOL Transportes Aéreos (Brasil) – 0,790

 58. Air India (Índia) – 0,931

 59. TAM (Brasil) – 1,077

 60. China Airlines (Taiwan) – 1,171