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title: &quot;Minas tem o menor investimento per capita em saneamento do Sudeste&quot;
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author: Nome do Admin
date: 2018-12-13T00:00:00-02:00
categories: [Últimas Notícias, z_impresso]
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# Minas tem o menor investimento per capita em saneamento do Sudeste

Apesar de apresentar índices superiores à média nacional de abastecimento de água e de coleta de esgoto,  Minas Gerais ainda trata apenas 47,6% dos efluentes produzidos. Entre 2014 e 2016, segundo levantamento  da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os investimentos em saneamento básico foram R$ 175,11 por  habitante – ante a média nacional de R$ 188,17 –, o que coloca Minas no ranking de estado do Sudeste que  menos investiu per capita no setor.  Para reverter o déficit, alguns municípios têm recorrido a parcerias com o setor privado, como é o caso de  Pará de Minas. Com investimento por habitante de R$ 468,14, a cidade praticamente universalizou os  serviços de água e esgoto. De acordo com dados levantados pela (CNI), o setor privado prevê investir R$ 63,7  milhões em saneamento, nos próximos quatro anos.  Números recentemente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentaram  outros aspectos das carências em saneamento básico no estado. Segundo o IBGE, 290 dos 853 municípios  mineiros registraram, em 2017, doenças relacionadas à falta de saneamento, o que equivale a um terço das  cidades. Entre as doenças com maior incidência estão dengue, verminoses e diarreia.   UNIVERSALIZAÇÃO DISTANTE – A área de saneamento básico é a mais atrasada da infraestrutura brasileira. De  acordo com os dados mais atuais, apenas 51,9% da população dispõem de serviço de coleta de esgoto e  menos da metade do que é produzido recebe tratamento. Segundo o estudo Saneamento Básico: Uma  agenda regulatória e institucional, da CNI, para reverter esse quadro e atingir as metas do Plano Nacional de  Saneamento Básico (Plansab), o Brasil precisa ampliar em 62% os investimentos no setor, o que significa  aumentar a média anual de recursos para o setor dos atuais R$ 13,6 bilhões para R$ 21,6 bilhões.  O setor produtivo aposta no aumento da participação privada na gestão de companhias de água e esgoto  como o instrumento mais viável para universalizar o saneamento básico no Brasil. Nesse sentido, é  fundamental que o Poder Legislativo converta em lei a MP 844/2018, que institui o novo marco legal do  saneamento no país, e aprimora as normas para o setor privado operar na área de maior déficit de  atendimento da infraestrutura brasileira.