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title: "Macau: Cultura Portuguesa na Ásia."
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author: MercadoComum
date: 2020-09-01T08:18:40-03:00
categories: [Artigo]
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# Macau: Cultura Portuguesa na Ásia.

Não se pode falar da Península de Macau sem lembrar que Portugal foi um dos maiores colonizadores do mundo nos séculos 16 e 17. Seu território se expandiu até à China, especialmente ao Sul, formando uma rica rota de comércio com a Europa e outras regiões da Ásia.

 Última colônia europeia na Ásia, esteve sob o domínio português até 1999, quando foi retornada para a soberania da República Popular da China. A região, que inclui a península e duas ilhas (*Taipa* e *Coloane*) é um movimentado destino turístico, consagrado, principalmente, pelos cassinos. Aliás, Macau hoje, vive economicamente muito bem com a exploração dos jogos de azar. Redes de cassinos famosos como o *Sands* e o *Venetian* trouxeram muito dinheiro e investimentos pesados para a região.

 Com o fluxo de capital vindo de turistas da China e de outras áreas da Ásia, os jogos respondem por boa parte do PIB. Hoje, Macau é reconhecida como “Las Vegas do Oriente” e ultrapassa a Meca Norte Americana dos Jogos em termos de faturamento.

 A pequena península, com menos de 30 KM2 dista apenas 60 Km de *Hong Kong*. Chega-se à Macau de *Ferry boats,* que partem de *Hong Kong* de hora em hora*,* numa travessia linda, de aproximadamente 40 minutos.

 Cassinos monumentais como o *Grand Lisboa,* o *Wynn* e o *MGM,* arranha-céus com construção de até um milhão de metros2, são espetáculos de cores e luzes, que fazem tudo para atrair o turista com espetáculos, restaurantes e, claro, grandes salões de jogos.

 O turista pode visitar os cassinos, não necessariamente para jogar. A entrada é gratuita e vans luxuosas pegam os turistas nos hotéis. Mas, o limite de idade é de 21 anos, e não são permitidas fotos.

 Como grande parte dos turistas permanece apenas um dia em Macau, em razão da proximidade com Hong Kong, os cassinos oferecem, também gratuitamente, guarda-volumes super seguros para deixar a bagagem durante sua estada.

 Além dos cassinos, que, particularmente, não me seduzem, mas é necessário reconhecer sua importância para o turismo e economia local, vale a pena reservar um período do dia para conhecer o centro histórico de Macau e as influências da cultura lusitana.

 As ruínas da Igreja de São Paulo, construída no século 17 é um Monumento marcante da cultura portuguesa na península. O monumento é considerado uma das maiores igrejas católica da Ásia. De um tufão seguido de incêndio, que destruiu a região em 1835, apenas a fachada restou intacta.

 Ao lado, a Fortaleza do Monte, com uma imensa escadaria, uma vista deslumbrante. Um jardim ornamental nas laterais registra o domínio português no passado, em meio a construções tipicamente chinesas. Um cenário, realmente, impressionante.

 A língua falada normalmente é o Cantonês e o Inglês. Há um trabalho de resgate da língua local, o Patuá Macaense, de influência portuguesa e Cantonesa, que era falada entre a população luso-chinesa, hoje usada por menos de 3% da população.

 Mas, os nomes das ruas, praças e monumentos permanecem grafados em Português, além de Cantonês e Inglês.

 Come-se muito bem em Macau. Como não poderia deixar de ser, a culinária macaense traz heranças portuguesas e chinesas, além das especiarias trazidas por mercadores da África e Sudeste Asiático. A fusão dessa culinária trouxe resultados surpreendentes, inclusive galinha à portuguesa, caldo verde, pastéis de nata, o famoso bacalhau e até a feijoada brasileira. Tudo *made in China.*

 Para nós brasileiros, Macau tem um significado muito original. Identificar traços tão familiares para nós da herança portuguesa, estando, literalmente, do outro lado do mundo e já com a cultura chinesa impregnada no viajante na vivência de uma viagem à Ásia, nos traz uma deliciosa sensação de universalidade.

 Ao mesmo tempo em que vamos identificando as semelhanças, vamos reconhecendo e respeitando a diversidade de hábitos, culturas e a multiplicidade, traços que permanecem para sempre na memória do viajante sensível, o que faz deste lugar um destino inesquecível.

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