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title: &quot;JK: confirmado que ex-presidente da República foi assassinado em 1976&quot;
url: https://mercadocomum.com/jk-confirmado-que-ex-presidente-da-republica-foi-assassinado-em-1976/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2026-05-31T11:11:09-03:00
categories: [Destaque Especial]
tags: [Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, JK: confirmado que ex-presidente da República foi assassinado em 1976]
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# JK: confirmado que ex-presidente da República foi assassinado em 1976

***Conclusão de Comissão Especial representa uma reviravolta em um dos episódios mais controversos da história política brasileira, e certidão de óbito será retificada***

 **Carlos Alberto Teixeira de Oliveira***

 Presidente/Editor Geral de MercadoComum

 O relatório que concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura militar em 1976 foi aprovado no dia 29 de maio, pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

 A aprovação se deu por maioria dos votos do colegiado, órgão federal criado em 1995 para reconhecer vítimas políticas da ditadura militar e esclarecer casos de mortes e desaparecimentos ocorridos entre 1961 e 1988.

 A conclusão representa uma reviravolta em um dos episódios mais controversos da história política brasileira. Até então, a versão oficial apontava que JK havia morrido após o carro em que viajava perder o controle e colidir com uma carreta na Via Dutra, em 22 de agosto de 1976.

 O entendimento foi mantido por investigações conduzidas durante a ditadura, por uma comissão da Câmara dos Deputados em 2001 e, também, pela Comissão Nacional da Verdade, em 2014.

 O novo relatório sustenta que há indícios consistentes de atentado político. A análise se apoia principalmente em investigações posteriores conduzidas pelo Ministério Público Federal e pelas comissões da verdade de São Paulo e Minas Gerais, que questionaram a versão de que um ônibus da Viação Cometa teria atingido o Opala de JK antes da colisão fatal.

 A relatora Maria Cecília Adão vem trabalhando no caso desde novembro de 2024. Com mais de 5.000 páginas, o relatório foi feito a partir de diversos elementos públicos, como um inquérito do Ministério Público Federal (MPF), de 2019.

 “A premissa na qual muitos se baseavam para justificar o acidente como fatalidade, ou seja, a batida de um ônibus na traseira do veículo, jamais ocorreu”, afirmou, em nota, o Ministério Público Federal (MPF) sobre a principal conclusão do relatório. ***(****Fonte: Hédio Ferreira Júnior e informações da Agência Brasil/O Tempo).*

 **Outras considerações sobre a morte de JK**

 

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 dos anteriormente em alguns dos livros de minha autoria, como a Coletânea de 3 volumes intitulada “JK: Profeta do Desenvolvimento – Exemplos e Lições ao Brasil do Século XXI” e “JK: Doutor em Desenvolvimento – Um Mineiro à Frente de seu Tempo”, ambos publicados por MercadoComum:

 

 *No dia 9 de agosto de 1976, uma notícia correu o país: Juscelino Kubitschek morrera num acidente de estrada. Amigos e jornalistas se precipitaram à Fazenda JK, onde não havia telefone – e o encontraram vivo, sorridente. “Estão querendo me matar, mas ainda não conseguiram”, disse ele.*

 *Duas semanas depois, no final da tarde de 22 de agosto, quando a notícia voltou a correr, era verdade: a poucos dias de completar 74 anos, o ex-presidente havia morrido, às 17h55, num acidente no quilômetro 165 da via Dutra, quando viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro.*

 *Segundo o inquérito policial, o Chevrolet Opala 1970 em que ia o ex-presidente, conduzido por Geraldo Ribeiro – seu motorista desde o primeiro dia como prefeito de [**Belo Horizonte**](https://mercadocomum.com/belo_horizonte_/), em 1940 –, foi atingido, por trás, por um ônibus. Desgovernado, atravessou o canteiro central e, na outra pista, foi apanhado, de frente, por uma carreta.*

 *Dúvidas surgidas naquela tarde nunca foram esclarecidas. Poderia tratar-se não de acidente, mas de atentado. O caso foi reaberto quase vinte anos depois, sem que nenhuma evidência disso tenha sido encontrada.*

 *Sem endossar a tese de atentado, o escritor Carlos Heitor Cony chamou atenção para o fato de que as três maiores lideranças civis brasileiras desapareceram no espaço de poucos meses, todas em circunstâncias no mínimo estranhas, num momento em que o governo do general Ernesto Geisel promovia um lento – lentíssimo – movimento de retorno à democracia. Carlos Lacerda se internou com uma gripe forte, recebeu uma injeção e morreu. João Goulart, que teria morrido de infarto, foi achado com um travesseiro sobre o rosto.*

 *Anos mais tarde desvendou-se parcialmente um plano conjunto de ditaduras militares do continente sul-americano, a tenebrosa Operação Condor, para eliminar opositores incômodos. Um deles, o chileno Orlando Letelier, ex-chanceler do governo do presidente socialista Salvador Allende, foi assassinado em Washington a 21 de setembro de 1976. Embora não haja provas, há quem sustente que JK, morto poucos dias antes de Letelier, e João Goulart, alguns meses depois, teriam sido, como ele, vítimas da Operação Condor.*

 *“Democracia neste país, só depois de minha morte”, dissera JK ao deputado Carlos Murilo às vésperas do acidente que o matou. “Eles têm muito medo de mim.”*

 ***Morte em atentado***

 *Fragmentos de entrevista concedida por Carlos Heitor Cony, em 24 de agosto de 2012:*

 *– “O senhor está convencido de que Juscelino Kubitschek morreu em um atentado?*

 *R – Às vezes, os indícios são maiores do que as provas. Num intervalo de sete ou oito meses, morreram Jango (ex-presidente João Goulart), Carlos Lacerda e Juscelino. O próprio ex-presidente Ernesto Geisel mencionou ao colega Jimmy Carter – presidente dos Estados Unidos, que ia fazer ‘uma limpeza de terreno’ antes da abertura. Eles eram os principais líderes da oposição ao regime e tinham liderado a Frente Ampla”.*

 *Sarah Kubitschek, viúva de JK, em agosto de 1986: “Precisaram matar, espezinhar, liquidar com o Juscelino, porque não conseguiram acabar com sua força, sua dignidade e seu carisma de grande líder”.*

 

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 ***Histórico***

 *JK faleceu em 22 de agosto de **1976**, segundo as autoridades de então, em um desastre automobilístico, no antigo quilômetro 165 (atual quilômetro 328) da **Rodovia Presidente Dutra**, na altura da cidade **fluminense** de **Resende**. O automóvel em que viajava, um **Chevrolet Opala**, colidiu violentamente com uma carreta carregada de gesso, mas seu motorista e amigo Geraldo Ribeiro, que também perdeu a vida, apareceu com uma bala no cérebro, segundo fontes da segurança em 1976. Até hoje, o local do acidente é conhecido como “Curva do JK”, antes conhecido como” Curva do Açougue”. Mais de 300 mil pessoas assistiram ao seu funeral em Brasília, onde a multidão cantou a música que o identificava: Peixe Vivo. Seus restos mortais repousam no **Memorial JK**, construído em **1981**, na capital federal do Brasil, Brasília, por ele fundada.*

 *Em **1996**, seu corpo foi exumado, para se esclarecer a causa de sua morte, levantando-se novamente a polêmica sobre o caso.*

 *Em 2001, a **Câmara dos Deputados** instituiu uma Comissão Externa – requerida pelo marido da neta de JK, ex-deputado **Paulo Octávio** – para averiguar as suspeitas de assassinato do ex-presidente. A apuração final da Comissão foi taxativa: “Por mais que se exercite a imaginação e a criatividade, não se consegue encontrar um argumento sólido, balizado, lógico e técnico que possa apoiar a tese de assassinato… Os menores detalhes não passaram despercebidos. Investigamos todas as dúvidas, todas as suspeitas. À medida que as questões foram sendo esclarecidas e respondidas, a conclusão foi-se impondo inexoravelmente. Ao final destes trabalhos, não restam mais dúvidas de que a morte de Juscelino Kubitscheck foi causada por um acidente automobilístico, sem qualquer resquício da consumação de um assassinato encomendado”.*

 *Em **2012**, a **Comissão Nacional da Verdade**, que analisa os crimes políticos ocorridos entre 1946 e 1988, decidiu analisar o inquérito sobre a morte de Juscelino.*

 *Em 9 de dezembro de **2013**, a Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog, da cidade de São Paulo, anunciou que o ex-presidente, na realidade, foi alvo de uma conspiração e assassinado durante viagem de carro na rodovia Presidente Dutra, diferente da história oficial que relata um mero acidente de carro. Nesta publicação encontra-se o veredicto oficial da referida Comissão.*

 *Em 22 de abril de 2014, a Comissão Nacional da Verdade chancelou a versão de que o ex-presidente JK e o motorista dele, Geraldo Ribeiro, morreram em consequência de um acidente de trânsito, na noite de 22 de agosto de 1976, na Rodovia Presidente Dutra, no trecho do município de Resende, no Rio de Janeiro.*

 *Peritos criminais do grupo consideraram convincentes as análises já produzidas que descartam que os dois ocupantes do Opala foram assassinados em uma ação da ditadura militar. O automóvel em que estava o ex-presidente colidiu com um caminhão Scânia.*

 *O relatório, baseado em análises de provas materiais e laudos produzidos por 15 peritos do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais nos anos 1970 e 1980, causou constrangimentos na Comissão da Verdade instalada na Câmara Municipal de São Paulo que, em dezembro passado, destacou 103 indícios de que JK e Geraldo Ribeiro foram vítimas de homicídio doloso, com intenção de matar.*

 

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 **QUEM FOI JK**

 Extraído do discurso transmitido pela Rede de Radiodifusão da Voz do Brasil, no Palácio do Catete, à juventude brasileira, ao ensejo das comemorações da Semana da Pátria – 2 de setembro de 1957:

 *“Quem vos fala — tendo atingido o mais alto posto da República — foi uma criança pobre, um adolescente que teve de ganhar humildemente o seu pão de cada dia; vivendo num meio modesto, em que tão somente os horizontes naturais eram dilatados, nada disso o impediu de abrir seu caminho e conquistar um lugar ao sol. Poucos de vós, meus jovens patrícios, começastes a luta pela existência mais cedo e com menos elementos do que eu”.*

 Apelidaram-no de tudo. De Nonô de dona Júlia, seresteiro, prefeito furacão, governador a jato, presidente pé de valsa, governador estradeiro, presidente bossa nova, gastador, louco, visionário, demagogo, populista, profeta, messias de Diamantina, cigano, presidente voador, o predestinado, presidente do desenvolvimento, presidente dos cinquenta anos em cinco, contemporâneo do futuro, namorador, mulherengo, o artista do impossível.

 JK foi o mais ardoroso defensor do ***desenvolvimento*** que o Brasil já teve! Utilizou 71 vezes a expressão “***desenvolvimento***” no documento intitulado *Diretrizes Gerais do Plano Nacional de ****Desenvolvimento*** – que serviu de arcabouço ao seu programa de governo e que, posteriormente, também embasou o Plano de Metas. Antes, nenhum governante usou e abusou tanto da expressão “***desenvolvimento***” para definir os rumos que queria para o Brasil. Em sua opinião, antes da sua posse na Presidência da República, o dicionário de termos econômicos do País desconhecia o que era ***desenvolvimento*** e só conhecia a expressão chamada progresso.

 Para Juscelino Kubitschek de Oliveira *“o ****desenvolvimento****, na medida em que se acelera, reduz os conflitos internos do sistema econômico-social e dilui a força reacionária e egoísta dos interesses estabelecidos. A certeza de que haverá eventualmente o bastante para todos elimina a necessidade, que se apresenta aos indivíduos nas economias estagnadas, de lutar ferozmente pela posse de migalhas, e facilita a prática da justiça social”.*

 Para JK,* “um povo em ****desenvolvimento**** é sempre um povo generoso, enquanto a miséria cria os círculos viciosos da inveja, da crueldade e da não cooperação dentro do corpo social”.*

 O grande mérito do Presidente Juscelino Kubitschek foi fazer o País crescer, de fato, 50 anos em cinco. Em nenhum momento, Juscelino Kubitschek se deixou abater pelas crises políticas que ameaçavam paralisar o seu governo ou neutralizar a sua ação administrativa, ou por movimentos golpistas que visavam apeá-lo do poder. Haja vista, por exemplo, que a sua extraordinária convicção democrática e seu espírito conciliador levaram-no, para espanto e até decepção da oposição à época, a anistiar os golpistas de Jacareacanga.

 Durante os cinco anos de Governo JK, o PIB-Produto Interno Bruto brasileiro cresceu a uma média anual de 8,1%. Em relação ao resto do mundo, o crescimento da economia brasileira foi 25% superior. A renda per capita dos brasileiros subiu, no acumulado do mesmo período, 27,62%. Cabe mencionar que, nesse tempo, a taxa de crescimento demográfico brasileiro ultrapassava 3% anuais – mais do dobro em relação à atual.

 JK cumpriu integralmente o mandato de cinco anos que lhe foi conferido nas eleições de 3 outubro de 1955, quando recebeu 3.077.411 votos, 36% do total. No dia 31 de janeiro de 1956, aos 54 anos, ele chegou com sua já longa e bem-sucedida carreira política ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, para executar o programa “Cinquenta anos de Progresso em em cinco anos de Governo”, cujo ensaio havia feito no governo de Minas Gerais. Foi, ainda, até o final do século passado, o primeiro presidente civil brasileiro, eleito, a cumprir integralmente o seu mandato.

 A última meta de governo de JK, só conhecida poucas semanas antes da eleição do novo presidente, era a da Legalidade. Até então, na República, contava-se nos dedos os governantes brasileiros que passaram a faixa presidencial a seus sucessores. De 1930 até 1994, JK foi o único!

 Alguns, como a egiptóloga Iara Kern, ousam afirmar que JK foi a reencarnação de Amenófis IV ou Akhenaton, o faraó herege, quarto da décima oitava dinastia egípcia (1550 – 1307 a.C.), que impôs o monoteísmo e fundou Aketaton, a primeira capital planejada do mundo, de que Brasília é a versão moderna.

 Decorridos agora 70 anos de sua posse na Presidência da República, 50 anos de sua morte e às vésperas de uma nova eleição no país, existe de fato dois [**Brasis**](https://mercadocomum.com/brasis/), um antes e outro depois de JK.

 JK faleceu no dia 22 de agosto de 1976. Afirmou-se, à época, ter sido um acidente de carro no quilômetro 165 da Via Dutra, indo o veículo em que viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro. Muitos contestaram essa versão. E, agora, está comprovado que ele foi assassinado. Não restam mais dúvidas a respeito.

 A grande verdade é que JK não morreu, porque ele continua imortal para a maioria dos brasileiros. E desde quando o desenvolvimento morre?

 Ele precisa estar mais presente em nossa memória para que, com seus exemplos e notáveis resultados a nós legados, possamos reaprender a fazer o novo, a praticar com inquebrável motivação o desenvolvimento social e o crescimento econômico: mais vigorosos, consistentes, permanentes e sustentáveis de que tanto ainda necessitamos!

 

 

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