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title: &quot;Inovação: Brasil melhora posição em ranking global de 2021&quot;
url: https://mercadocomum.com/inovacao-brasil-melhora-posicao-em-ranking-global-de-2021/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2021-10-11T18:48:53-03:00
categories: [A Economia com Todas as Letras e Números, Destaques da Edição]
tags: [Inovação: Brasil melhora posição em ranking global de 2021]
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# Inovação: Brasil melhora posição em ranking global de 2021

[![Inovação: Brasil melhora posição em ranking global de 2021](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/10/Inovac?ao-Brasil-melhora-posic?ao-em-ranking-global-de-2021.jpeg)](https://www.mercadocomum.com/)Inovação: Brasil melhora posição em ranking global de 2021 ***ANPEI acredita que o avanço pode inspirar governantes e ecossistema a focar esforços para continuar crescendo***

 O Brasil subiu cinco posições e alcançou o 57º lugar, dentre os 132 países avaliados, no Índice Global de Inovação (IGI). No topo da lista, aparecem Suíça, Suécia e, em terceiro lugar, os Estados Unidos. O resultado foi divulgado em 20 de setembro, pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI – WIPO, na sigla em inglês).

 No balanço dos países da América Latina e Caribe, o Brasil ficou em 4º lugar, atrás de Chile, México e Costa Rica. Entre os países BRICS, o país aparece em penúltimo, à frente apenas da África do Sul, que está em 61º lugar – China é a 12º colocada, Rússia está no 45º lugar e a Índia, no 46º.

 Para Rafael Navarro, presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras – ANPEI, única entidade brasileira multissetorial e independente do ecossistema de inovação, a ascensão do país no ranking foi pequena perto do seu potencial. O Brasil pode melhorar seu posicionamento se potencializar o apoio às empresas que promovem inovação, se otimizar políticas públicas, assim como melhor uso dos recursos financeiros e humanos.

 “Temos pesquisadores, empresas e estruturas que promovem pesquisa, desenvolvimento e inovação diariamente. Também contamos com bons instrumentos que fomentam a inovação, como a Lei do Bem e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Precisamos potencializar nossas forças e remediar nossas fraquezas como nação. A ANPEI vem trabalhando, há 37 anos, intensamente na colaboração para a construção de um ecossistema forte em conhecimento e articulação, capaz de contribuir para a evolução da inovação no Brasil”, comenta.

 Três dos fatores que levaram o Brasil a uma melhor colocação, comparado ao ano passado, estão relacionados à retração do Produto Interno Bruto (PIB), inserção de novos indicadores no ranking e a boa atuação empresarial – refletida no desempenho em indicadores como “produtos de alta tecnologia” e “valores recebidos por uso de propriedade intelectual”.

 Além disso, o Brasil segue obtendo um melhor desempenho em “Insumos de inovação” do que em “Resultados de inovação”, ocupando o 56º lugar (ante 59º, em 2020) e 59º lugar (ante 64º, em 2020), respectivamente. O indicador aponta, ainda, as principais fraquezas brasileiras identificadas no ranking, entre elas, a formação bruta de capital, a facilidade para abrir uma empresa e para obter crédito, além da taxa tarifária aplicada.

 Ainda segundo o executivo, no caso do ranking, o país não teve um desempenho muito bom em receitas de exportação relacionadas à tecnologia, por exemplo. É importante destacar o fato de que a economia brasileira não vai bem em outros relatórios. Isso porque, figuramos na 51ª posição entre os 63 países avaliados no ranking global de competitividade digital, em 2020. A relevância da ciência, da tecnologia e da inovação tornaram-se nítidas. “Isso inspirou governos de países avançados a fortalecerem a indústria e as estratégias tecnológicas e, ainda, a alcançarem um novo padrão em um mundo sustentável”, diz Navarro.

 Há 37 anos, a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI) é a única entidade brasileira multissetorial e independente do ecossistema de inovação que trabalha em prol do avanço da inovação no país, discutindo e elaborando políticas públicas voltadas ao tema. A ANPEI também contabiliza 60% de todo o investimento em P&amp;D&amp;I do país e metade da carteira de investimento em inovação do BNDES.