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title: &quot;Haverá uma transição ecológica, como projeto político, econômico, social e espiritual?&quot;
url: https://mercadocomum.com/havera-uma-transicao-ecologica-como-projeto-politico-economico-social-e-espiritual/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2021-12-31T17:31:40-03:00
categories: [Destaques da Edição, Opinião]
tags: [como projeto político, econômico, Haverá uma transição ecológica, Jayme Vita Roso, social e espiritual?]
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# Haverá uma transição ecológica, como projeto político, econômico, social e espiritual?

[![Haverá uma transição ecológica, como projeto político, econômico, social e espiritual?](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/12/Havera-uma-transic?ao-ecolo?gica-como-projeto-poli?tico-econo?mico-social-e-espiritual-300x217.png)](https://www.mercadocomum.com/)Haverá uma transição ecológica, como projeto político, econômico, social e espiritual? Jayme Vita Roso* –[vitaroso@vitaroso.com.br](mailto:vitaroso@vitaroso.com.br)

 *“Mamãe, não quero ser prefeito*

 *Pode ser que eu seja eleito*

 *E alguém pode querer me assassinar*

 *Eu não preciso ler jornais*

 *Mentir sozinho eu sou capaz*

 *Não quero ir de encontro ao azar”*

 (Raúl Seixas, *Cowboy fora da lei*)

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 **Prólogo Necessário**

 Interessou-me o que aconteceria na COP26, por ser titular de uma OSCIP, na capital de São Paulo. Tentaria ver o que os “100 líderes” se comprometeriam ou não “a deter e reverter a perda florestal e a degradação da Terra até 2030”.

 Trabalhei na África galesa no início dos anos 70. Constatei o que os países europeus e os chineses fizeram lá com o meio ambiente e aquilo que agora discutiram na COP26.

 Bem verdade, a vacina do conhecimento, da experiência e dos fatos foi eficaz plenamente. E mais, porque fugi dos interesses comerciais, publicitários, ideológicos e do emprego servil em jornal, rádio, TV, internet e que tais, agora em voga.

 Sobretudo, triste e revoltado, ao ver um repórter brasileiro de uma TV brasileira, que vive em outro mundo, não dizer a verdade sobre o comportamento dos representantes do Brasil na COP26.

 Tudo carrego no fundo de meu íntimo, porque sou descendentes de italianos que imigraram para o Brasil no final do séc. XIX, em condições desumanas, bem piores das que foram os nordestinos para o Sul e Centro. E estou relendo a narrativa de Norman Douglas, sobre as devastações no Sul da Itália, que fizeram os turcos somada aos fenômenos meteorológicos já ocorrentes séculos em *arrière *(atrás) (DOUGLAS, N. *Old Calabria. *Londres: Phoenix Press, 1994).

 Dito isto, *in verbis, *sigo em frente.

 **“Cursus honorum” (Corrida às glórias)**

 Essa profunda máxima latina que utiliza do substantivo *cursus, *no nominativo singular, completado por *honorum*, no genitivo plural, foi no séc. XVII, interpretada pelo gênio de Pascal, como as “pessoas nobres da sociedade”. Em suma, onde foi cunhada, o realismo prevalecia, dando a cada função o sentido justo.

 A maioria dos participantes no COP26 são camaleões, como aconteceu com Obama, reportando ao posicionamento de Biden para os temas em debate.

 Sendo que a China comunista, Rússia e Turquia se ausentaram, o certame perdeu seu objetivo, como acontecia com a entrega dos bilhões de dólares por ano para os países ditos pobres, anteriormente concordada, nunca cumprida.

 Bom, há uma anestesia aplicada com maestria e proficiência no mundo. Fala-se muito, criou-se uma nova educação, adotaram-se novos padrões comportamentais, tudo misturado com os verdadeiros e os autênticos representantes que foram levados ao escanteio, sem chance de falar com propriedade. E em qualquer recanto, sobretudo no Brasil. Aí está a palhaçada.

 Há interesses de grupos estatais e privados que levam a impressão a embair, porque os bilhões e os trilhões etc. aplicados em armamentos são maiores e propiciam *pots-de-vin *que proporcionam aos políticos, com seus orçamentos, apontar as vantagens da proteção do solo pátrio e a preservação das fronteiras (aqui o Miltinho estaria bem se apresentando!).

 Mas, apesar de tudo, alguma coisa pode salvar-se “pro bonum sum” (por sua causa). Pois, para enganar, alguns milhões poderão ser entregues aos países para cumprir “os elevados objetivos”. Como entrarem, poderão sair, porque é “preciso acabar a pobreza” (o que é isso?), construir escolas de péssima qualidade, hospitais, asilos, estradas pavimentadas por uma camada asfáltica…

 Concluo: *Contra Principia Negantem non est Disputandum (*não adianta disputar com quem nega as coisas primeiras), ou seja, a partir que o homem concentrou-se só no material o ser humano perdeu seu rumo.

 E tão importante máxima latina que Aristóteles, Schopenhauer e Karl Popper nele se debruçaram e discutiram, sem haver acordo sobre qual seria sua pertinência.

 Então, qual o futuro do planeta

 Outro Hitler com seus trágicos comportamentos?