O Banco Central do Brasil divulgou, no dia 18 de dezembro, os dados estatísticos relativos ao Balanço de Pagamentos do Brasil dos dozes meses encerrados em novembro deste ano. De acordo com a instituição, foram os seguintes os resultados:
- Balanço de pagamentos
As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$4,9 bilhões em novembro de 2025, ante déficit de US$4,4 bilhões em novembro de 2024. Nessa comparação, o saldo da balança comercial de bens diminuiu US$924 milhões e o déficit em renda primária aumentou em US$373 milhões, enquanto o déficit serviços declinou US$597 milhões e o superávit em renda secundária cresceu US$176 milhões. O déficit em transações correntes nos doze meses encerrados em novembro de 2025 somou US$77,7 bilhões (3,47% do PIB), ante US$77,2 bilhões (3,49% do PIB) em outubro e US$61,5 bilhões (2,78% do PIB) em novembro de 2024.

A balança comercial de bens foi superavitária em US$5,1 bilhões em novembro de 2025, ante superávit de US$6,0 bilhões em novembro de 2024. As exportações de bens somaram US$28,7 bilhões, aumento de 2,3%. As importações de bens cresceram 7,1%, totalizando US$23,6 bilhões nesse mês.
O déficit na conta de serviços totalizou US$4,5 bilhões em novembro de 2025, patamar 11,8% inferior ao registrado em novembro de 2024 (US$5,1 bilhões). As despesas líquidas de transportes diminuíram 28,1%, para US$1,1 bilhão. As despesas líquidas com viagens internacionais somaram US$1,2 bilhão, 20,7% acima do registrado em novembro de 2024, resultado de incremento de 9,3% nas despesas (US$1,8 bilhão) e diminuição de 9,0% nas receitas (US$560 milhões). As despesas líquidas de serviços de propriedade intelectual aumentaram 49,1%, e somaram US$976 milhões.

O déficit em renda primária somou US$6,2 bilhões em novembro de 2025, 6,4% acima do déficit de US$5,8 bilhões de novembro de 2024. As despesas líquidas com juros somaram US$1,4 bilhão, 13,4% inferiores às registradas em novembro de 2024, US$1,6 bilhão. As despesas líquidas de lucros e dividendos, associadas aos investimentos direto e em carteira, totalizaram US$4,8 bilhões, ante US$4,3 bilhões em novembro de 2024. Houve elevações de US$759 milhões nas receitas, para US$2,5 bilhões, e de US$1,3 bilhão nas despesas, para US$7,3 bilhões.
Os investimentos diretos no país (IDP) somaram ingressos líquidos de US$9,8 bilhões em novembro de 2025, ante US$5,7 bilhões ocorridos em novembro de 2024. Os ingressos líquidos em participação no capital somaram US$7,3 bilhões, compreendendo US$3,5 bilhões em participação no capital exceto lucros reinvestidos, e US$3,9 bilhões em lucros reinvestidos. As operações intercompanhia somaram ingressos líquidos de US$2,5 bilhões. O IDP acumulado em 12 meses totalizou US$84,3 bilhões (3,76% do PIB) no mês, ante US$80,2 bilhões (3,62% do PIB) em outubro e US$71,9 bilhões (3,25% do PIB) em novembro de 2024.

Os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram saídas líquidas de US$2,7 bilhões em novembro de 2025, resultado de saídas líquidas de US$959 milhões em ações e fundos de investimento, e de US$1,8 bilhão em títulos de dívida. Nos doze meses encerrados em novembro de 2025, os investimentos em carteira registraram saídas líquidas de US$1,0 bilhão.

Cabe destacar que os Investimentos Diretos no País (IDP), por outro lado, vieram bem acima das expectativas pelo terceiro mês seguido. A projeção da 4Intelligence era de US$ 5,9 bilhões, enquanto as medianas apontavam US$ 6,4 bilhões na Agência do Estado e US$ 6,5 bilhões na Bloomberg. Nos últimos três meses, o saldo líquido do IDP superou a marca de US$ 30 bilhões. A resiliência da economia brasileira em 2025 é um dos principais fatores que têm favorecido essa rubrica.
Dessa forma, as curvas do déficit em CC e do IDP em 12 meses continuaram a se distanciar. O déficit em CC apresentou leve alta e registrou US$ 77,7 bilhões (3,47% do PIB). Já o IDP seguiu na trajetória de forte aceleração pelo terceiro mês consecutivo: em agosto, registrava US$ 69,0 bilhões (3,17% do PIB) e em novembro chegou a US$ 84,2 bilhões (3,76% do PIB).

- Reservas internacionais
As reservas internacionais somaram US$360,6 bilhões em novembro de 2025, aumento de US$3,5 bilhões em relação ao mês anterior. Dentre os fatores que contribuíram para esse aumento, destacaram-se: as variações por paridades, US$1,3 bilhão; o retorno líquido de linhas com recompra, US$1,0 bilhão; e as receitas de juros, US$784 milhões.
No acumulado do ano até novembro, o déficit em Conta Corrente atingiu a marca de US$ 67,5 bilhões, contra US$ 55,9 bilhões no mesmo período de 2024. O resultado mais negativo neste ano decorreu da balança comercial, que apresentou redução de US$ 11,4 bilhões no saldo de 2025 em relação ao de 2024. O principal motivo para este desempenho foi a elevada demanda doméstica durante a maior parte do ano, que resultou na forte expansão das importações. As elevadas remessas de lucros e dividendos no segundo semestre também ajudaram a explicar esse aprofundamento do déficit em CC nos últimos meses.

Rota
Newsletter MercadoComum - Economia, Mundo Empresarial, Opinião e outros....
Fax: (0xx31) 3223-1559
Email: newsletter@mercadocomum.com
URL: https://www.mercadocomum.com
| Domingo | Aberto 24 horas |
| Segunda | Aberto 24 horas Abra agora |
| Terça | Aberto 24 horas |
| Quarta | Aberto 24 horas |
| Quinta | Aberto 24 horas |
| Sexta | Aberto 24 horas |
| Sábado | Aberto 24 horas |



SEO Marcos Muniz - Especialistas em tráfego orgânico Google AI https://www.searchengineoptimization.com.br/