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title: "Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p., para 13,75% a.a., em decisão unânime e em linha com a expectativa do mercado"
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author: "Carlos Alberto Teixeira de Oliveira"
date: 2026-09-19T18:37:44-03:00
categories: ["Destaque Especial"]
tags: ["25 p.p.", "75% a.a.", "Carlos Alberto Teixeira de Oliveira", "Copom reduziu a taxa Selic em 0", "em decisão unânime e em linha com a expectativa do mercado", "para 13"]
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# Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p., para 13,75% a.a., em decisão unânime e em linha com a expectativa do mercado

**Carlos Alberto Teixeira de Oliveira***

 Análise feita por Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, destaca “que o comunicado do BACEN manteve a estrutura e boa parte do diagnóstico de agosto. O cenário externo segue marcado pela incerteza sobre os conflitos no Oriente Médio e pela política monetária em economias avançadas. O balanço de riscos permanece com assimetria altista, e o Copom repete que segue acompanhando os desenvolvimentos da política fiscal e monitora com atenção a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos. O texto também mantém a mensagem de serenidade e cautela diante do significativo aumento da incerteza.

 A mudança mais relevante está na inflação corrente. Em agosto, o índice cheio ainda estava acima do limite superior da meta. Agora, a inflação cheia e a média dos núcleos desaceleraram para um patamar abaixo do teto do intervalo de tolerância, ainda que acima do centro da meta. Na atividade, o comunicado passou a localizar a moderação principalmente nos setores mais cíclicos, em vez de falar em sinais mistos genéricos.

 

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 Chama atenção que as projeções do próprio Copom para 2026 e 2027 subiram na margem, mesmo com a melhora na inflação corrente. O horizonte relevante, o primeiro trimestre de 2028, seguiu estável em 3,2%. A combinação de um discurso praticamente repetido com números um pouco piores sugere que o Comitê optou por não reagir a uma deterioração marginal, mantendo o ritmo do ciclo de cortes.

 O Copom não sinalizou os próximos passos, mas deixa a porta segue aberta para um novo corte na próxima reunião. A decisão final dependerá da evolução dos dados até lá. A leitura é de continuidade, com serenidade, cautela e política monetária dependente de dados.”

 Já para a 4intelligence, “na reunião realizada no dia 16 de setembro, o Banco Central cortou a Selic em 25 pontos-base, de 14,00% para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e coincidiu com o consenso de mercado. O comunicado mudou pouco: aponta desaceleração da atividade e melhora da inflação corrente, mas preserva a cautela prospectiva.

 No ambiente externo, o Comitê repetiu o diagnóstico de agosto: conflitos no Oriente Médio, incerteza sobre a política monetária nas economias avançadas e maior volatilidade de ativos e commodities sustentam condições adversas para emergentes. “

 De acordo com a 4intelligence, “no cenário doméstico, o Copom trocou a referência a sinais mistos por moderação concentrada nos setores mais cíclicos, o que sugere transmissão mais visível da restrição monetária. Ainda assim, a atividade permanece resiliente e o mercado de trabalho, aquecido. A desaceleração é gradual e insuficiente para reduzir o hiato do produto ou a pressão sobre preços de serviços. “

 Para a 4intelligence “a inflação corrente melhorou. Em setembro, a cheia e as medidas subjacentes ficaram abaixo do limite superior da meta, mas ainda acima dela: há desinflação de curto prazo, sem convergência plena. As expectativas seguem desancoradas e com composição desfavorável – a mediana de 2026 recuou de 5,0% para 4,9%, enquanto a de 2027 subiu de 4,2% para 4,3%. O Comitê retirou o termo “adicional” ao tratar da desancoragem de longo prazo e reconheceu estabilidade desde agosto, mas manteve o alerta sobre o custo da desinflação com expectativas elevadas.”

 Ela destaca que “no cenário de referência, a projeção para o 1º trimestre de 2028 permaneceu em 3,2%, nível considerado “ao redor da meta”. As estimativas para 2026 e 2027 subiram para 5,2% e 3,9%, com revisão altista de preços livres nos dois anos e de administrados no primeiro. A convergência, portanto, ainda depende de restrição monetária prolongada.

 O balanço de riscos seguiu inalterado, com assimetria altista. O Comitê reiterou o alerta sobre a política fiscal e seus efeitos nos ativos, o que reforça a sensibilidade do ciclo aos prêmios de risco.

 Como esperado, o Copom não deu sinalização explícita para a próxima reunião (5 de novembro). A orientação futura repetiu que a magnitude do ciclo dependerá de novas informações e que incerteza, desancoragem e riscos exigem serenidade e cautela. O Comitê preserva flexibilidade para avaliar a calibração da restrição necessária à convergência da inflação à meta.

 A mensagem central combina progresso corrente com conservadorismo prospectivo: o Copom aceita cortes graduais, mas condiciona a continuidade e a extensão do ciclo à desaceleração efetiva da demanda, à melhora das expectativas de inflação e à preservação de condições financeiras compatíveis com a convergência à meta.”, finaliza.

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 **EUA: FED eleva taxa de juros e, unido, adota tom firme**

 Destaca a 4intelligence, que na reunião do dia 16 de setembro o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) elevou por unanimidade a taxa básica de juros em 25 pontos-base, de 3,5%-3,75% para 3,75%-4,00% ao ano. A decisão coincidiu com a expectativa do mercado e com nosso cenário.

 O comunicado adotou tom mais firme que o de julho. O Comitê afirmou que a alta contribuirá para um retorno “mais tempestivo” da inflação à meta de 2%, o que reforça a urgência da convergência e reduz a ênfase anterior em choques temporários ou setoriais.

 A persistência inflacionária ocupou o centro da avaliação e reflete a solidez da atividade, sobretudo a resiliência do gasto doméstico e do investimento em capital.

 Nas projeções de setembro, os participantes reconheceram economia um pouco mais forte e mais inflacionária do que estimavam em junho. Com o mercado de trabalho próximo da neutralidade, o FOMC revisou para cima a trajetória esperada para a Fed Funds Rate. Além da elevação das projeções para 2026, a dispersão entre os diretores diminuiu: 12 esperam mais uma alta neste ano. Para o fim de 2027, oito projetam uma elevação adicional, seguida de manutenção.

 Na entrevista coletiva, Kevin Warsh reiterou o compromisso com a meta de inflação e definiu a decisão como retirada da acomodação monetária, sem estimativa para a taxa neutra.

 A mensagem central é mais restritiva: a economia comporta juros elevados por mais tempo e a convergência da inflação exigirá política monetária mais apertada do que se previa em junho. Nosso cenário para os juros está sob revisão, com viés de alta.

 ***A seguir, apresentamos alguns comentários sobre as referidas decisões do COPOM do Banco Central do Brasil e do FOMC, do Federal Reserve Bank dos Estados Unidos:***

 “O dado mais importante da decisão não é a redução isolada da Selic para 13,75%, mas o fato de o Copom ter preservado a possibilidade de continuar o ciclo sem prometer sua duração. Essa postura mostra que o Banco Central enxerga melhora suficiente na inflação e na atividade para avançar, mas ainda não possui segurança para acelerar. O ambiente global estreitou essa margem: ao subir os juros e sinalizar preocupação persistente com a inflação, o Fed aumentou o custo de oportunidade do capital e prolongou um cenário no qual investidores internacionais podem exigir retornos maiores para assumir risco fora dos Estados Unidos.

 Novos cortes ainda podem ocorrer em 2026, sobretudo se a inflação de serviços perder força e os dados de atividade confirmarem a desaceleração. Entretanto, o ciclo pode ser interrompido se o dólar responder de forma intensa ao aperto americano, se o petróleo voltar a pressionar os preços ou se as expectativas de inflação doméstica se afastarem da meta. A ameaça não está em um indicador isolado, mas na combinação entre choque externo e perda de confiança interna. Em 2027, o fiscal tende a se tornar a principal variável para os juros de longo prazo. A Selic pode cair por decisão do Copom, enquanto o custo de capital de prazo maior permanece pressionado pelo risco associado à dívida pública. Para o venture capital, o início da flexibilização ajuda a reconstruir gradualmente as referências de valuation e amplia a disposição para investimentos de duração mais longa. Esse processo, porém, será seletivo: startups com receita consistente, eficiência no uso do capital e capacidade de crescer sem depender continuamente de novas rodadas devem ganhar mais espaço do que negócios sustentados apenas pela expectativa de liquidez abundante”, declarou Antônio Patrus, CEO da Bossa Invest.

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 “A queda da Selic para 13,75% melhora a direção da política monetária, mas não resolve a origem do estresse financeiro acumulado nas empresas. Companhias que passaram um período prolongado com crédito caro, margens comprimidas e dificuldade de refinanciamento não recuperam liquidez após um único corte de 0,25 ponto percentual. O Copom reconheceu uma atividade mais fraca e inflação mais comportada, mas manteve cautela porque o ambiente externo e as expectativas domésticas ainda podem alterar rapidamente essa leitura.

 Novos cortes são possíveis em 2026, sobretudo se a desaceleração econômica se aprofundar sem nova pressão inflacionária. Ainda assim, o ciclo pode parar se o dólar se valorizar de forma persistente, o petróleo avançar ou a inflação de serviços resistir. A alta dos juros americanos acrescenta um obstáculo porque mantém o capital global mais caro e reduz a disposição dos investidores para assumir riscos fora dos Estados Unidos. O fiscal deverá ser a principal questão de 2027 porque condicionará o custo de refinanciamento de longo prazo. Se a dívida pública elevar o prêmio da curva, empresas poderão continuar encontrando crédito caro mesmo com a Selic em queda.

 Esse descasamento tende a prolongar processos de renegociação e a ampliar a oferta de ativos estressados. Para esse mercado, a questão não é apostar no insucesso das companhias, mas identificar ativos economicamente viáveis que perderam liquidez, separar dificuldades transitórias de problemas estruturais e reorganizar capital em operações complexas. Um ciclo de juros menores pode ajudar na recuperação desses ativos, mas a criação de valor dependerá da análise jurídica, financeira e operacional de cada caso”, afirmou André Matos, CEO da MA7 Capital.

 “O corte de 0,25 ponto percentual confirma o início de uma flexibilização cautelosa, não uma mudança abrupta na política monetária. Ao levar a Selic para 13,75%, o Copom reconhece que a desaceleração da atividade e o comportamento mais favorável da inflação permitem reduzir parte da restrição, mas mantém os juros em patamar suficientemente elevado para não comprometer a convergência à meta. A decisão do Fed de elevar a taxa americana para a faixa de 3,75% a 4% reforça essa prudência: juros mais altos nos Estados Unidos fortalecem o dólar, disputam capital com os emergentes e podem transmitir pressão aos preços brasileiros por meio do câmbio. Ainda há espaço para novos cortes em 2026, provavelmente em passos de 0,25 ponto percentual, desde que os próximos indicadores confirmem perda de força da atividade e melhora dos núcleos e da inflação de serviços.

 Chegar a 13,25% no fim do ano é um cenário possível, mas não contratado. Uma alta do petróleo, uma depreciação persistente do real ou a interrupção da desinflação dos serviços poderia levar o Banco Central a fazer uma pausa. No longo prazo, a questão central deixa de ser apenas até onde a Selic pode cair neste ciclo e passa a ser em que nível ela conseguirá permanecer. É nesse ponto que o fiscal ganha protagonismo em 2027. Se a trajetória da dívida e das despesas elevar o prêmio exigido pelos investidores, os juros longos podem continuar altos mesmo diante de novos cortes na Selic. Para a gestão patrimonial, isso exige distinguir o movimento da taxa básica daquele observado na curva: existe espaço para capturar oportunidades em renda fixa, crédito privado e fundos estruturados, mas com seleção de risco, diversificação e gestão ativa, porque a queda dos juros não será uniforme entre prazos e ativos”, comentou Gustavo Assis, CEO da Asset.

 “O comunicado foi cauteloso e não encerra o ciclo de cortes, muito menos garante novas reduções ainda em 2026. A desaceleração da atividade e a melhora recente da inflação dão espaço para a Selic cair mais, desde que as expectativas continuem convergindo. O principal risco para esse processo é uma nova deterioração das expectativas de inflação, especialmente se vier acompanhada de pressão cambial, inflação de serviços resistente ou piora fiscal. Para os juros de longo prazo, o fiscal segue sendo uma questão central em 2027, já que sem uma trajetória mais convincente para dívida e resultado primário, o prêmio de risco pode permanecer elevado mesmo com a Selic em queda. Na prática, o ciclo pode ser interrompido se o BC perceber que a flexibilização começa a comprometer a convergência da inflação para a meta, e hoje o risco fiscal é provavelmente o principal fator doméstico capaz de limitar até onde os juros poderão cair”, declarou Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.

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 “Para o crédito, o corte da Selic representa uma mudança de direção, mas ainda não uma transformação imediata das condições oferecidas ao tomador. A taxa básica caiu para 13,75%, porém as operações de prazo longo continuam refletindo custo de captação, risco de inadimplência, qualidade das garantias e comportamento da curva futura. Por isso, o efeito inicial tende a aparecer mais na expectativa e no planejamento das operações do que em uma redução automática e proporcional das parcelas. O cenário-base permite imaginar novos cortes graduais em 2026, possivelmente levando a Selic a 13,25% no fim do ano, desde que a desinflação avance e a atividade continue moderando. Esse caminho, contudo, pode ser interrompido por uma combinação de dólar mais forte, petróleo mais caro e inflação de serviços resistente.

 A elevação dos juros americanos também limita a velocidade brasileira, porque aumenta a competição internacional por capital e pode pressionar o câmbio. A partir de 2027, a questão fiscal será decisiva para saber se o alívio alcançará efetivamente o crédito de longo prazo. Se a percepção de risco sobre a dívida pública mantiver elevados os juros futuros, o Copom poderá reduzir a Selic sem que financiamentos imobiliários, crédito rural, capital de giro e crédito para construção acompanhem o movimento na mesma intensidade. Nesse contexto, garantia, capacidade de pagamento e estrutura da operação continuarão sendo determinantes. A queda gradual dos juros tende a ampliar alternativas, mas o tomador precisará comparar custo total, prazo e previsibilidade, em vez de esperar que todas as linhas bancárias se tornem mais baratas no mesmo momento”, analisou Alberto Friggi, CEO da Friggi & Secco.

 “A Super Quarta expôs 2 velocidades opostas do dinheiro: o Brasil iniciou uma redução cautelosa do custo básico, enquanto os Estados Unidos elevaram os juros e indicaram que o combate à inflação ainda exigirá condições financeiras restritivas. O corte da Selic para 13,75% mostra que o Copom enxerga espaço doméstico para flexibilizar, mas a decisão de não antecipar os próximos passos revela que esse espaço pode ser revisto a cada reunião. Novas reduções ainda em 2026 são plausíveis, especialmente se atividade, núcleos e serviços confirmarem uma trajetória de desaceleração. O risco de interrupção surge quando variáveis externas e internas se reforçam. Um dólar pressionado pelo Fed, combinado a petróleo mais caro ou deterioração das expectativas de inflação, pode reduzir a margem do Banco Central.

 Isso significa que as empresas não devem elaborar seus planos financeiros com base em uma queda linear da Selic. O fiscal será central em 2027 porque influencia o custo de capital além da taxa básica. Se a dívida e as despesas aumentarem a percepção de risco, a curva longa pode permanecer elevada e encarecer captações, mesmo com o Copom cortando os juros de curto prazo. Para empresas que estruturam verticais financeiras, esse cenário reforça a necessidade de precificar crédito de forma dinâmica, separar risco do cliente do risco macroeconômico e administrar corretamente funding, prazo e inadimplência. A redução da Selic pode abrir espaço para novos produtos e maior demanda por crédito, pagamentos e capital de giro, mas a geração de valor dependerá de governança, dados e desenho financeiro, não apenas do nível nominal dos juros”, concluiu Letícia Moschioni, sócia da Finscale.

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 **Corte da Selic é positivo, mas juros ainda são muito altos**

 Segundo o presidente em exercício da ACMinas – Associação Comercial e Empresarial de Minas, Marcos Brafman, a redução de 0,25 ponto percentual na Selic é positiva e mostra que a melhora dos indicadores de inflação começa a abrir espaço para uma política monetária menos restritiva.

 “Mas ainda temos juros muito elevados, que encarecem o crédito, dificultam investimentos e pesam principalmente sobre as micro e pequenas empresas”, disse.

 Na sua avaliação para que os juros possam continuar caindo de forma sustentável, é fundamental atacar as causas do problema: equilíbrio das contas públicas, controle dos gastos, redução do endividamento e segurança jurídica.

 “O empresário precisa de crédito, previsibilidade e confiança para investir. Juros menores ajudam, mas a solução passa também pela responsabilidade fiscal e pela criação de um ambiente favorável à produção e ao crescimento”, destaca Brafman.

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 **O** Brasil mantém a primeira posição do ranking mundial de juros reais**,** com taxa de 8,45% ao ano, após o Banco Central promover no dia 16 de setembro, um corte de 0,25 ponto na taxa Selic

 A análise foi elaborada pela MoneYou e pela Lev Intelligence. A taxa real brasileira é de 8,45%, considerando a taxa de juros de mercado para os próximos 12 meses e a inflação projetada para o mesmo período. O levantamento foi divulgado no dia 16 de setembro.

 De acordo com esse levantamento da MoneYou em parceria com a Lev Intelligence, o país aparece à frente de Rússia (6,79%), Colômbia (6,33%) e Turquia (6,25%). A média dos 40 países analisados é de 1,62%.

 A liderança brasileira ocorre apesar de o país ocupar a quarta posição no ranking de juros nominais. Com taxa de 13,75% ao ano, o Brasil fica atrás de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (14%).

 A diferença entre os rankings é explicada pela inflação projetada. Para calcular os juros reais, o levantamento considera a taxa de juros de mercado para 12 meses e a inflação esperada para o mesmo período.

 No caso brasileiro, a projeção de inflação utilizada foi de 4,71%, com base no relatório Focus do Banco Central.

 Nove das 40 economias analisadas apresentam juros reais negativos. A menor taxa é a da Nova Zelândia, de -0,91%, enquanto Japão, Suíça, Filipinas e Taiwan também registram resultado abaixo de zero.

 Segundo o levantamento, as expectativas de inflação para os próximos 12 meses foram revisadas para cima na maioria dos países analisados, reduzindo os juros reais.

 **JURO NOMINAL**

 No ranking de juros nominais, o Brasil ocupa a 4ª posição, com taxa de 13,75% ao ano. Está atrás da Turquia, com 37%, da Argentina, com 29%, e da Rússia, com 14%. Colômbia, África do Sul e México aparecem depois do Brasil, com taxas de 12%, 7% e 6,50%, respectivamente.

 A liderança brasileira no juro real, portanto, não ocorre porque o país tenha a maior taxa nominal entre os 40 países analisados. O resultado é influenciado pela combinação entre o nível dos juros e a inflação projetada. (Fonte: CNN, Poder 360 e MoneYou).![](https://mercadocomum.com/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-Tela-2026-09-19-as-18.23.55-300x144.png)

 **Enquanto isso, o Japão sobe juros para 1,25% ao ano, nível mais alto em 3 décadas**

 Juros nas “alturas”. O Banco Central do Japão (BoJ) elevou, no dia 18 de setembro, a taxa básica de juros do país de 1% para 1,25% ao ano – seu maior nível desde 1995.

 Pode parecer pouco perto dos atuais 13,75% da Selic brasileira, mas, para os padrões japoneses, o movimento é significativo.

 A decisão era esperada pelo mercado e busca conter a inflação. Além disso, juros mais altos podem ajudar a fortalecer o iene, que enfrenta mínimas de anos.

 Quanto maiores os juros, maior tende a ser o rendimento dos títulos públicos – atraindo mais investimentos para o país e fortalecendo a moeda local.

 Por trás desse cenário, está a alta do petróleo em meio à guerra no Irã. Como o Japão depende da energia importada do Oriente Médio, o avanço do barril (que superou US$ 100 nos últimos dias) aumenta a pressão sobre os preços no país.

 O Japão encerrou os juros negativos em 2024, depois de décadas convivendo com inflação muito baixa ou até deflação.

 Parece bom, mas pode virar um ciclo ruim. Se as pessoas acreditam que um produto estará mais barato no futuro, podem adiar compras. Assim, empresas vendem menos e investem menos, enfraquecendo ainda mais a economia.

 Nesse cenário, o Japão manteve os juros muito baixos por anos. A ideia era deixar o crédito barato, incentivar bancos a emprestar, empresas a investir e consumidores a gastar. Com mais dinheiro circulando, o objetivo era fazer a economia crescer e os preços voltarem a subir.

 E é por isso que o momento atual chama atenção. Empresas e famílias passaram décadas acostumados a dinheiro barato. Agora, o Japão conseguiu fazer os preços subirem – mas precisa aprender a viver com as consequências. (Fonte: Daily Fin)

 **Carlos Alberto Teixeira de Oliveira é Administrador, Economista e Bacharel em Ciências Contábeis, com vários cursos de pós graduação no Brasil e exterior. Ex-Executive Vice-Presidente e CEO do Safra National Bank of New York, em Nova Iorque, Estados Unidos. Ex-Presidente do BDMG-[**Banco de Desenvolvimento de Minas**](https://mercadocomum.com/banco-de-desenvolvimento-de-minas/) Gerais e do Banco de Crédito Real de Minas Gerais; Foi Secretário de Planejamento e Coordenação Geral e de Comércio, Indústria e Mineração; e de Minas e Energia do Governo de Minas Gerais; Também foi Diretor-Geral (Reitor) do Centro Universitário Estácio de Sá de [**Belo Horizonte**](https://mercadocomum.com/belo_horizonte_/); Ex-Presidente do IBEF Nacional – Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças e da ABDE-Associação Brasileira de Desenvolvimento; Atualmente é Coordenador Geral do Fórum JK de Desenvolvimento Econômico; Presidente da ASSEMG-Associação dos Economistas de Minas Gerais. Presidente da MinasPart Desenvolvimento Empresarial e Econômico, Ltda. Vice-Presidente da diretoria executiva da ACMinas – Associação Comercial e Empresarial de Minas. Presidente/Editor Geral de* **MercadoComum.** *Autor de vários livros, como a coletânea de 3 volumes – 2.336 páginas intitulada “Juscelino Kubitschek: Profeta do Desenvolvimento”.*

 

 

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