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title: &quot;Como verão rima com vinho branco&#8230;&quot;
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author: Nome do Admin
date: 2012-02-02T00:00:00-02:00
categories: [Vinho, gente, coisas e adjacências, z_impresso]
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# Como verão rima com vinho branco&#8230;

Inimá Rodrigues Souza

 A uva Sauvignon Blanc é, por títulos, e, sobretudo, por todos os méritos, a uva branca do verão. Alegre, festiva,  
vibrante, ela comporta os mais variados epítetos, desde que possam descrever os seus traços típicos que a distanciam  
de qualquer outra cepa branca, mundo a fora. Originária de Bordeaux, esse berço, no entanto, é reivindicado pelo Vale  
do Loire, também na França.

 Inda que a Borgonha seja a lembrança imediata quando o assunto é vinho branco francês, a Sauvignon é a grande  
estrela branca na região vinícola mais famosa, mesmo com a parceria da Sémillon para os grandes brancos de Graves e  
Pessac-Leognan ou com parcelas de Muscadelle nos doces de Sauternes, Barsac et coetera.

 No Loire, ao contrário, a Sauvignon Blanc navega sozinha nos diversos níveis de Sancerre, ou no mais celebrado  
Pouilly-Fumé.

 As suas características ímpares fê-la a “uva do sol” – ramerrão tão ao gosto de tantos – já que os seus vinhos, de aromas estimulantes e destacados, é a mais acertada companhia para o verão, como aperitivo, a qualquer hora, à beira da piscina e da praia, ou à mesa, acompanhando frutos do mar e canapés.

 Versátil, a Sauvignon elabora vinhos de leves e frutados a densos e complexos, mas, altera o seu caráter dependendo  
do solo e clima onde for cultivada. Em áreas mais frias e mais altas gera vinhos alegres e com exuberante acidez, como os exemplares de Bordeaux e da Itália (especialmente as áreas do Trentino-Alto-Adige e Friuli).

 O melhor Sauvignon da Espanha está no noroeste do país, ou melhor, em Rueda – sua principal região de vinho branco.  
Se antes havia a crença de que o carvalho, por suas notórias propriedades, devesse ser o estágio quase obrigatório das  
cepas brancas ditas neutras, a Califórnia inovou e introduziu naquela madeira a Sauvignon. Logo, o Sauvignon Blanc de lá vem mais maduro, mais temperado.

 Do lado do Velho Mundo, porém, a área de Pessac-Leognan utiliza o carvalho em seu Sauvignon, normalmente, muito  
vivaz quando jovem.

 Algumas outras regiões do Novo apresentam Sauvignon de aromas maduros, como em áreas da Argentina e do Chile. No entanto, a fria Casablanca e os também frios Vales de Rapel, Curicó e Maule, exibem vinhos com ótima tipicidade. Ademais, possuem elegância aromática, frutados, florais e vegetais.

 A Nova Zelândia é um caso à parte. Lá está aquele que é considerado o padrão do Sauvignon Blanc do Novo Mundo, sendo, pois, referência mundial para este vinho de sabor acentuado.

 Para o inglês, Hugh Johnson – um dos mais afamados escritores sobre vinhos -, “nenhuma região do mundo pode concorrer com o marcante e direto Sauvignon Blanc de Marlborough.”

 No Brasil, bons Sauvignons, com boa tipicidade vêm sendo elaborados na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense.  
Como se vê, a Sauvignon Blanc está presente por quase todas as regiões vinícolas do mundo e produzindo um vinho  
que é a cara do verão, para a satisfação de quantos gostam de beber alegria.

 BAIRRADA  
Ivo Faria é o mais recente membro da Confraria da Bairrada, tradicional entre as tradicionais confrarias portuguesas.  
Assim, ele se inclui entre os poucos estrangeiros a compor o quadro daquele ente. Justo reconhecimento ao seu  
curriculum.  
Tim, tim.