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title: "Como as moedas digitais podem entrar na vida do brasileiro"
url: https://mercadocomum.com/como-as-moedas-digitais-podem-entrar-na-vida-do-brasileiro/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2021-06-29T09:19:50-03:00
categories: [Destaques da Edição]
tags: [Como as moedas digitais podem entrar na vida do brasileiro, moedas digitais]
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# Como as moedas digitais podem entrar na vida do brasileiro

[![Marcelo Pereira](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/06/Marcelo-Pereira.png)](https://www.mercadocomum.com)Marcelo Pereira [![Mercado Comum Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/05/Captura-de-Tela-2021-05-05-as-20.19.36.png)](https://www.mercadocomum.com)[**Mercado Comum**](https://mercadocomum.com/?page_id=1719) Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios **Como as moedas digitais podem entrar na vida do brasileiro**

 ***Especialista fala sobre a diferença entre as moedas digitais e criptomoedas***

 Nas últimas semanas, as moedas digitais ganharam espaço nos noticiários com o anúncio do Banco Central do Brasil da previsão de lançamento de uma moeda digital brasileira como uma extensão da física. Apesar de não haver, ainda, uma definição clara de como o ‘real digital’ funcionará, a expectativa do mercado é que ele funcione como a moeda física, mas só exista em um ambiente virtual. O que se espera é que as pessoas possam usá-las para fazer compras e pagar contas, por exemplo. ***“Elas vieram para ficar e vão, cada vez mais, fazer parte do cotidiano das pessoas”*****,** avalia **o** **administrador com foco em economia, banco digital e fintechs Marcelo Pereira****.**

 No ano passado, segundo levantamento do The Global Payments Report, apenas 35% das operações foram feitas com cédulas. Os cartões são hoje a principal forma de circulação do dinheiro. E isso vai ser ampliado com as moedas digitais. Tanto que existem hoje dois projetos de lei em discussão na Câmara dos Deputados sobre o tema. O PL 2.303/2015 discute o uso de moedas virtuais em operações nacionais como forma de pagamento; e o PL 2.060/2019, versa sobre o reconhecimento das criptomoedas na economia, assim como sua emissão e circulação legal. *“É uma categoria com grande potencial de crescimento e que começa a amadurecer no Brasil, ainda vamos ouvir falar muito sobre o assunto”*, avalia Marcelo Pereira.

 [![Como as moedas digitais podem entrar na vida do brasileiro](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/06/Como-as-moedas-digitais-podem-entrar-na-vida-do-brasileiro.png)](https://www.mercadocomum.com)Como as moedas digitais podem entrar na vida do brasileiro ***Moedas digitais e criptomoedas ganham cada vez mais espaço mundo afora***

 Pereira explica que, mesmo sendo utilizadas frequentemente como sinônimos, as moedas digitais são diferentes das criptomoedas. *“As criptomoedas são um subgrupo das moedas digitais e são descentralizadas e criptografadas. Já as moedas digitais são todas criadas e armazenadas eletronicamente, inclusive as que são utilizadas em jogos on-line, por exemplo”**,* conta.

 Mesmo com o crescimento, esse mercado ainda gera muitos debates relacionados à segurança das transações. As moedas digitais emitidas por bancos centrais são controladas por instituições governamentais reconhecidas. Todas as decisões sobre ela são centralizadas numa instituição responsável por regular o sistema financeiro. **“Essas autoridades verificam todas as transações e só efetuam a transferência para a conta de destino após conferido o saldo de quem transferiu e confirmado que ele tem aquela quantia. Isso permite bloquear ou congelar contas e transações com suspeitas de irregularidades”****,** explica Pereira.

 Já as criptomoedas passam por um processo diferente, elas são emitidas e distribuídas de forma descentralizada, quem regula o sistema é a própria rede de usuários. *“Ao mesmo tempo em que o sistema de segurança das criptomoedas evita fraudes entre os investidores, é difícil rastrear a origem das transações de um indivíduo, devido ao sigilo e segurança dos usuários. Na prática, é necessário primeiro identificar o suspeito na rede e depois rastrear suas transações”**,* pontua o administrador.

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