CBL vai triplicar a produção de carbonato e hidróxido do mineral e investir US$ 70 milhões na produção de lítio em MG

A CBL – Companhia Brasileira de Lítio pretende realizar um investimento de US$ 70 milhões para duplicar sua produção atual de 45 mil toneladas por ano de concentrado do mineral. Pioneira na extração, beneficiamento e refino de lítio no País, em operação desde 1991, a empresa opera a mina de Cachoeira, nos municípios de Araçuaí e Itinga, em Minas Gerais, no coração do chamado Vale do Lítio.

Na planta de industrialização química, em Divisa Alegre, quase na divisa com a Bahia, o plano é triplicar a capacidade de produção de carbonato e hidróxido de lítio, chegando a 6 mil toneladas por ano de LCE, o carbonato de lítio equivalente, que é referência no mercado.

Mesmo com outras empresas chegando e montando projetos nas imediações, a CBL vê espaço para lançar um plano de expansão das atuais operações, ao mesmo tempo em que investe para ampliar suas reservas do mineral.  A empresa é a única no País com atuação integrada na indústria de lítio – vai da mina ao produto químico refinado.

Com o investimento, a companhia que é a mais tradicional produtora de lítio no país é controlada pelos empresários brasileiros Salustiano Costa Silva e Aguinaldo Pires Couto. A empresa ainda não tem ações em Bolsa e busca atingir uma posição de referência no mercado.

O planejamento da CBL se dá a despeito do momento de derrocada nos preços do lítio no mercado internacional, já que os acionistas da empresa estão convictos de que se trata de uma fase de ajustes entre oferta e demanda do mineral, insumo essencial para a fabricação de baterias de veículos elétricos. A visão é de um cenário mais equilibrado nos próximos anos.

Após a explosão de preços em 2022, considerada um ponto fora da curva, o valor do lítio registrou queda superior a 80% em menos de um ano, desde maio de 2023. Avaliações indicam que houve ampliação da oferta, aliada a uma expansão menos acelerada da indústria automotiva.

Atualmente, o concentrado de lítio é negociado na faixa de US$ 1,1 mil a tonelada em mercados da China e Coreia do sul, onde se localizam as principais refinadoras do metal. O carbonato de lítio, uma das etapas anteriores à fabricação da bateria, varia de US$ 14 mil a US$ 15 mil a tonelada. No auge, foi negociado a mais de US$ 80 mil.

Vinicius Alvarenga – CEO da CBL
Vinicius Alvarenga – CEO da CBL

Demanda global

Com a expansão, a ideia é transformar em compostos químicos de alta pureza em Divisa Alegre metade da produção de concentrado a ser gerada em Araçuaí, agregando valor ao lítio. A outra metade servirá para abastecer a demanda global.

“Somos a única produtora fora da China que converte concentrado de lítio tipo espodumênio (extraído de rocha dura) em material de uso direto (carbonato e hidróxido) na fabricação de células para os packs de baterias”, observa o diretor-executivo da CBL, Vinícius Alvarenga.

Na unidade química, a companhia faz carbonato com 99,5% de pureza, elemento que supre fabricantes de baterias para carros elétricos e acumuladores de energia de alta potência; carbonato específico para uso farmacêutico; e material (98,5%) para indústrias cerâmicas e de metalurgia. Produz ainda hidróxido para usos em graxas, lubrificantes e vidros especiais.

Quase metade da produção da unidade química é vendida no mercado nacional. “Somos fornecedores únicos das 200 toneladas que o Brasil consome de lítio por ano para fabricação de medicamentos. Dois terços são comprados pelo governo e o restante por laboratórios privados”, informa Alvarenga.

Cerca de 1,1 mil toneladas de LCE são exportadas. Quase metade desse volume vai para a Índia. A empresa vem passando por qualificações técnicas para vender o produto para China, Japão, Coreia do Sul e Alemanha. Esse seria um motivo de pensar em triplicar a produção em dois a três anos.

Resultados e projeções

De 2020 a 2023, a CBL mais que triplicou a produção de concentrado de lítio, indo de 11 mil para 37,3 mil toneladas, também ampliando a oferta de material refinado (1,1 mil toneladas de LCE). Ainda aproveitando uma parte de preços em alta em 2023, a empresa registrou receita líquida recorde de R$ 783,3 milhões. O lucro líquido alcançou R$ 369,6 milhões.

Com a depressão dos preços, a previsão é de forte queda neste ano, mesmo fazendo 45 mil toneladas de concentrado e 1,75 mil de carbonato e hidróxido. O plano de negócio aprovado pelo conselho de administração da CBL projeta receita de R$ 325 milhões e ganho final abaixo de R$ 100 milhões.

Wilson Brumer, membro do conselho de administração da companhia diz que, acima de tudo, a empresa tem de ser competitiva internacionalmente. “Adotamos padrão mundial de auditoria para medição do potencial das reservas minerais da empresa, o Jorc (Joint Ore Reserves Committee)”. O executivo foi presidente da Vale, da BHP no Brasil e da Usiminas, entre outras empresas

“Desde 1991, com muito sacrifício devido às condições difíceis da região na época, a CBL extrai, beneficia e processa o mineral”, diz Couto, acionista da empresa desde sua criação, em 1985. “Conseguir levar energia elétrica para Divisa Alegre foi uma grande aventura, além da falta de mão de obra qualificada na região. A escolha do local, na época, para a unidade química visou acesso aos incentivos da antiga Sudene.”

Vinicius Alvarenga – CEO da empresa informa que quase metade da produção obtida na unidade química é vendida no mercado nacional para indústrias diversas. “Somos fornecedores únicos das 200 toneladas que o Brasil consome de lítio por ano para fabricação de medicamentos. Dois terços são comprados pelo governo e o restante por laboratórios privados”, informa.

Cerca de 1,1 mil toneladas de LCE são exportadas para vários mercados. Desse volume, quase metade vai para a Índia para uso na fabricação de baterias. Segundo o executivo, a empresa vem passando por qualificações técnicas para vender o produto para China, Japão, Coreia do Sul e Alemanha. Esse seria um motivo de o projeto de triplicar a produção em dois a três anos.

Conforme o CEO, no futuro, com crescimento do mercado de carros elétricos, o Brasil poderá atrair, ao menos, uma unidade de produção de células lítio para baterias. A chinesa BYD tem anunciado que em 2025 começa a montar carros elétricos (híbridos e 100% elétricos) na fábrica de Camaçari (BA). Outras montadoras também informaram planos para o País.

De 2020 ao ano passado, a CBL mais que triplicou a produção de concentrado de lítio, indo de 11 mil para 37,3 mil toneladas, também ampliando a oferta de material refinado (1,1 mil toneladas de LCE). Ainda aproveitando uma parte de preços em alta em 2023, a empresa registrou receita líquida recorde de R$ 783,3 milhões. O lucro líquido alcançou R$ 369,6 milhões, informou a companhia.

Com a depressão dos preços, a previsão é de forte queda neste ano, mesmo fazendo 45 mil toneladas de concentrado e 1,75 mil de carbonato e hidróxido. O plano de negócio aprovado pelo conselho de administração da CBL projeta receita de R$ 325 milhões e ganho final abaixo de R$ 100 milhões. (Fontes: O Estado de S. Paulo, Valor, Diário do Comércio)

 

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