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title: &quot;Bolsonaro: Desaprovação volta a subir e está em 53%&quot;
url: https://mercadocomum.com/bolsonaro-desaprovacao-volta-a-subir-e-esta-em-53/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2021-10-27T00:30:02-03:00
categories: [Destaques da Edição, Política]
tags: [Bolsonaro, Bolsonaro: Desaprovação volta a subir e está em 53%, Desaprovação volta a subir e está em 53%]
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# Bolsonaro: Desaprovação volta a subir e está em 53%

[![Bolsonaro: Desaprovação volta a subir e está em 53%](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/10/Bolsonaro-Desaprovac?ao-volta-a-subir-e-esta-em-53-300x212.png)](https://www.mercadocomum.com/)Bolsonaro: Desaprovação volta a subir e está em 53% O número de brasileiros que avalia a gestão do presidente Jair Bolsonaro como ruim ou péssima voltou a subir e chegou muito próximo do recorde, registrado em julho deste ano, quando ficou em 57%. Segundo dados da mais recente pesquisa EXAME/IDEIA, a avaliação negativa soma 53%. Em relação à última sondagem, de agosto, foi um aumento de cinco pontos percentuais. Quem acha o trabalho do presidente ótimo ou bom são 23%, e regular, 21%.

 A pesquisa traz dados muito eloquentes em relação à inflação. Dos entrevistados, 79% encaram a situação como um grande problema no dia a dia. Os itens que mais têm pesado no bolso das pessoas são alimentos, bebidas e combustíveis. Para a população de renda mais baixa, das classes D e E, os alimentos e as bebidas têm um peso maior, e os combustíveis, obviamente, nas classes A e B.

 Outro ponto importante é que 68% dos entrevistados mudaram os hábitos de alimentação em razão da inflação. “Obviamente que isso tem um impacto muito grande no dia a dia das pessoas, estamos falando de mais de dois terços dos brasileiros comendo de alguma maneira diferente, obviamente piorando sua alimentação em razão do aumento de preços. Quem trabalha com a inflação sabe que ela é essencialmente expectativa, e 61% acham que os preços vão continuar aumentando nos próximos seis meses, ou seja, vamos continuar convivendo com um cenário bastante preocupante para o Brasil” , diz Maurício Moura, fundador do IDEIA, instituto especializado em opinião pública.

 “Em relação à avaliação do governo, os indicadores do presidente continuam bastante reativos. A gente vê um ruim e péssimo acima de 50%, o que é muito perigoso porque essa parcela é de difícil desconversão. A aprovação de Jair Bolsonaro, apesar de bem resiliente na casa de 25%, no histórico é muito inferior aos pares dele que conseguiram a reeleição no Brasil pós-redemocratização – Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Bolsonaro tem duas variáveis bastante preocupantes para uma possível reeleição: forte rejeição refletida na avaliação ruim, e baixa aprovação”, avalia Maurício.

 Outro dado preocupante da pesquisa é que 42% dos brasileiros discordam que a economia vai melhorar nos próximos seis meses. “É muita gente com incertezas em relação ao futuro da economia, no médio prazo. Isso tem uma correlação com a aprovação do governo, 55% dos que avaliam o governo como ótimo e bom acham que vai melhorar e quem avalia mal é justamente o contrário [66% ruim e péssimo]. É um sentimento geral de desconfiança e incerteza em relação à melhora econômica”, diz Maurício Moura.

 Dos entrevistados, 45% atribuem ao governo federal o aumento no preço dos combustíveis e 28% atribuem aos governadores. Só que, quando cruzamos essa informação com aprovação e avaliação do presidente, é justamente o contrário. Quem aprova o governo federal acha que a culpa é dos governadores e vice-versa. A responsabilidade, do ponto de vista da opinião pública, é um tema bastante polarizado.

 A pesquisa EXAME/IDEIA ouviu 1.295 pessoas entre os dias 18 e 21 de outubro. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A sondagem é um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.