Ata do Copom: objetivos unânimes com condução divergente da política monetária

Leandro Manzoni*


 ​ A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) apazigua a percepção de um Banco Central atual político e com a expectativa de uma composição de um novo colegiado sob um novo presidente da instituição “leniente com a inflação”. Foram unânimes as avaliações de cenários e a condução geral da política monetária, com pequenas divergências em relação ao balanço de riscos.

Todos os membros atuais do Copom prescrevem a “necessidade de uma política monetária mais contracionista e mais cautelosa, de modo a reforçar a dinâmica desinflacionária”, de acordo com a ata. O aumento das incertezas em relação ao início do corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que elevou a volatilidade nos mercados globais, com um maior dinamismo da atividade econômica interna e um mercado de trabalho apertado acima do esperado pelo Copom contribuem para um tom mais duro (hawkish) da política monetária. 


 ​ Apesar de que a própria ata aponte desinflação dos índices de preço ao consumidor em linha com o esperado, inclusive da inflação de serviços – apesar de acima da meta -, o que preocupa todos os membros é a desancoragem da expectativa de inflação de 2025, que está se afastando da meta de 3% de acordo com os últimos Boletins Focus. Por isso, a ata enfatiza a unanimidade para a perseguição da reancoragem das expectativas de inflação como “elemento essencial para assegurar a convergência da inflação para a meta”, prescrevendo uma atuação firme da autoridade monetária e sem indicações de condução futura. Esse objetivo é, de acordo com o Copom, inegociável “independentemente de quais sejam as fontes por detrás da desancoragem das expectativas de inflação”.

​‎A convergência para por aqui. E, para os mercados, o mais importante é entender as diferenças de votos para o corte de 0,25 ou 0,5 ponto percentual. E aqui, nas entrelinhas, reside a diferença de atuação do futuro Copom sob o novo presidente a ser escolhido pelo atual governo no fim do ano.


 ​‎ O cerne da divergência de corte residiu em seguir ou não o forward guidance proposto em março, de redução de 50 pontos-base da taxa Selic. Os favoráveis pelo corte menor, vencedores no colegiado, argumentaram que o risco de credibilidade está na perda da capacidade do Banco Central de combater a inflação e não influenciar mais na ancoragem das expectativas de inflação. Além disso, é importante frisar que alguns membros ressaltaram que o balanço de risco de inflação está atualmente favorável para aumento da inflação, embora na ata não seja possível identificar se essa avaliação seja unânime da ala mais hawkish ou teve algum membro dos defensores da manutenção do forward guidance.


  ​Já a ala derrotada deu mais ênfase na perda de poder comunicacional caso o forward guidance não fosse seguido, embora concordassem com os cenários e as avaliações de maior cautela de política monetária. Além disso, houve um acréscimo de que as projeções de inflação foram mais afetadas, na avaliação dos votantes em corte de meio ponto, pela determinação da taxa de juros terminal. 

O reforço do poder comunicacional do Banco Central enfatizada pela ala derrotada aponta o que pode ser a tendência na próxima gestão no Copom: reforço dos objetivos de política monetária por meio da comunicação para assegurar a credibilidade da autoridade monetária e cumprimento das sinalizações, salvo sob mudança forte de cenário. Essa condução deve ser vista, especialmente no início, devido à desconfiança de que a próxima gestão seja “leniente com a inflação”, algo inclusive descartado na própria ata. 


 ​ Mas, a nova gestão vai precisar conquistar a reputação no mercado, inclusive no que seria o limiar de uma mudança de cenário que exija diferentes condutas entre uma reunião e outra. Diferentemente da ala vencedora, cuja reputação em combate à inflação está assegurada e favoreceu a quebra da sinalização do comunicado da reunião anterior, mesmo com importante parcela do mercado advogando que corte de meio ponto percentual não teria problemas

*Analista de economia do Investing.com

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