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title: &quot;Aço Brasil prevê crescimento de 24,1% no consumo em 2021&quot;
url: https://mercadocomum.com/aco-brasil-preve-crescimento-de-241-no-consumo-em-2021/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2021-07-30T00:30:09-03:00
categories: [Destaques da Edição]
tags: [Aço Brasil, Aço Brasil prevê crescimento, Aço Brasil prevê crescimento de 24 1% no consumo em 2021]
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# Aço Brasil prevê crescimento de 24,1% no consumo em 2021

[![Aço Brasil prevê crescimento de 24,1% no consumo em 2021](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/07/Ac?o-Brasil-preve-crescimento-de-241-no-consumo-em-2021-300x221.jpg)](https://www.mercadocomum.com/)Aço Brasil prevê crescimento de 24,1% no consumo em 2021 A produção brasileira de aço bruto aumentou 24,0% no 1º semestre de 2021 na comparação com os seis primeiros meses de 2020, enquanto as vendas internas cresceram 43,9% e o consumo aparente subiu 48,9% no mesmo período. As exportações diminuíram 13,7% e as importações aumentaram 140,6%. Os números positivos do 1º semestre do ano e a perspectiva de que a demanda permanecerá aquecida ao longo do 2º semestre levaram o Instituto Aço Brasil a rever suas projeções para 2021. Há expectativa de que em 2021 a produção de aço bruto cresça 14,0% (frente estimativa anterior de +11,3%), as vendas internas avancem 18,5% (frente projeção de +12,9%) e o consumo aparente aumente 24,1% (frente estimativa de +15,0%).

 O cenário atual é bem diferente daquele de abril do ano passado, quando havia muitas incertezas de quais seriam os impactos sobre a economia devido à pandemia do COVID-19. Naquele momento, o setor do aço chegou a operar com 45,4% de sua capacidade instalada. Houve queda acentuada da demanda de todos os segmentos consumidores de aço. Hoje, com a forte retomada dos pedidos de compra, o nível de utilização da capacidade instalada do setor é de 73,5%. As empresas do setor do aço rapidamente se organizaram para atender ao aquecimento do mercado que, atualmente, encontra-se plenamente abastecido sem qualquer excepcionalidade.

 A demanda atual pode ser explicada não só pela retomada dos setores consumidores, mas também pela recomposição de estoques e até mesmo pela formação de estoques defensivos de alguns segmentos que procuraram se proteger do cenário de volatilidade do mercado. Volatilidade esta que foi provocada pelo movimento mundial de *boom* nos preços das *commodities*. Insumos e matérias primas, em especial minério de ferro e sucata, tiveram significativa elevação de preços, causando forte impacto nos custos de produção da indústria do aço em âmbito mundial. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) constatou que os preços do aço praticados nos mercados internos dos países são os mais elevados desde o ano 2000.

 Preocupa, entretanto, o enorme excedente de oferta de aço no mundo, devido ao excesso de capacidade produtiva da ordem de 560 milhões de toneladas que gera práticas desleais de comércio, escalada protecionista e desvios das exportações para mercados sem proteção como é o caso do Brasil e demais países da América do Sul. Vários países vêm adotando crescentemente, medidas de proteção dos seus mercados, tais como a Seção 232 nos EUA e salvaguardas na Europa. É preciso atenção no processo de abertura comercial da economia brasileira, sendo necessário vincular a redução do imposto de importação à redução do custo Brasil, como vem sendo defendido pela indústria.

 A concretização das perspectivas positivas apresentadas pelo setor depende da velocidade e do alcance da vacinação e do consequente controle do COVID-19 e da agilidade das discussões para aprovação da Reforma Tributária. O crescimento econômico do Brasil requer uma indústria forte e competitiva.