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title: &quot;A década sombria do Brasil&quot;
url: https://mercadocomum.com/a-decada-sombria-do-brasil/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2021-06-23T15:44:09-03:00
categories: [Destaques da Edição]
tags: [A década sombria do Brasil, Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, revista inglesa The Economist, The Economist Group]
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# A década sombria do Brasil

[![A decada sombria do Brasil](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/06/A-decada-sombria-do-Brasil.png)](https://www.mercadocomum.com/)A decada sombria do Brasil [![Mercado Comum Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/05/Captura-de-Tela-2021-05-05-as-20.19.36.png)](https://www.mercadocomum.com/)Mercado Comum Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios A [revista inglesa **The Economist**](https://www.mercadocomum.com/) trouxe uma ampla reportagem, com caderno especial de 10 páginas e capa na edição da América Latina de junho, para a gravidade da crise brasileira – sanitária, econômica e social, intitulada “A década sombria do Brasil”. A revista coloca o Cristo Redentor com máscara de oxigênio e diz que “será difícil mudar curso do Brasil” com Bolsonaro. O relatório especial da revista britânica sobre o país aponta ainda estagnação econômica e “ruína ambiental” e conclui que retomada depende de derrotar atual presidente nas eleições de 2022. Também defende que o sistema político que ajudou Bolsonaro a conquistar o cargo precisa de uma reforma profunda.

 De acordo com a publicação, o “Brasil enfrenta a maior crise desde o retorno à democracia, em 1985”. O texto responsabiliza o governo do presidente Jair Bolsonaro pela crise atual e diz que é prioridade do país se livrar dele nas próximas eleições, em 2022.

 A revista afirma que a “prioridade mais urgente” deve ser a mudança presidencial pelo voto, sem apontar um possível sucessor. O texto também diz que o ex-presidente Luiz Inácio **Lula** da Silva (PT), apontado à frente de Bolsonaro em pesquisas recentes, “deveria oferecer soluções, não saudades”, e criticou também aspectos de gestões petistas ao longo da série de reportagens.

 Os desafios atuais do país, diz a revista, são assustadores, vão desde a estagnação econômica, polarização política, a ruína ambiental, regressão social até o pesadelo da covid-19. E o país, indica a reportagem, suporta um presidente que está minando o próprio governo.

 É a terceira vez que o Cristo Redentor é exibido com destaque na “The Economist”. Na primeira vez apareceu em alusão positiva ao país, rumo ao céu como um foguete, em capa de novembro de 2009, quanto o Brasil estava “prestes a decolar” (Brazil takes off). Em setembro de 2013, porém, o monumento voltou a aparecer na capa da revista, mas já sob outro tom, em queda após rodopios no ar, sob o título “O Brasil estragou tudo?” (Has Brasil blown it?”). Na época a publicação destacou que, depois de crescer 7,5% em 2010, o país cresceu só 0,9% em 2012.

 ****The Economist*** é uma publicação [inglesa](https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa) de notícias e assuntos internacionais de propriedade da *The Economist Newspaper Ltd*. e editada em sua sede na cidade de [Londres](https://pt.wikipedia.org/wiki/Londres), no [Reino Unido](https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido). Está em publicação contínua desde a sua fundação por James Wilson, em setembro de 1843. Por razões históricas a *The Economist* refere-se a si mesma como um jornal, mas cada edição é impressa em formato de [revista de notícias](https://pt.wikipedia.org/wiki/Revista_de_not%C3%ADcias). Em 2006, a [circulação média semanal](https://pt.wikipedia.org/wiki/Circula%C3%A7%C3%A3o_de_publica%C3%A7%C3%B5es) da revista foi de cerca de 1,5 milhão de exemplares, cerca de metade dos quais foram vendidos nos [Estados Unidos](https://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos).

 A publicação pertence ao The Economist Group, metade do qual é de propriedade da empresa britânica Pearson PLC, através do [*Financial Times*](https://pt.wikipedia.org/wiki/Financial_Times). Um grupo de acionistas independentes, incluindo muitos membros da equipe e do ramo britânico da família Rothschild de banqueiros, é dono do resto. O conselho de administração nomeia formalmente o editor da revista, que não pode ser removido sem a sua permissão. Cerca de dois terços dos 75 jornalistas da equipe são baseados em Londres, apesar da *[The Economist](https://www.mercadocomum.com/)* ter uma ênfase e um alcance global.

 A *The Economist* afirma que “não é uma crônica de economia”. A postura editorial da publicação apoia o [liberalismo clássico](https://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo_cl%C3%A1ssico) e [econômico](https://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo_econ%C3%B3mico), que é favorável ao [livre-comércio](https://pt.wikipedia.org/wiki/Livre-com%C3%A9rcio), [globalização](https://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o), imigração livre e o [liberalismo cultural](https://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo_cultural) (como o reconhecimento legal do [casamento entre pessoas do mesmo sexo](https://pt.wikipedia.org/wiki/Casamento_entre_pessoas_do_mesmo_sexo) e a [legalização das drogas](https://pt.wikipedia.org/wiki/Legaliza%C3%A7%C3%A3o_das_drogas)). A publicação já se descreveu como um “produto do [liberalismo](https://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo) [caledoniano](https://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%B3cia) de [Adam Smith](https://pt.wikipedia.org/wiki/Adam_Smith) e [David Hume](https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Hume)“.

 O público alvo da revista são leitores altamente qualificados e tem uma audiência fiel de muitos executivos influentes e líderes políticos. Alguns dos leitores da publicação consomem tanto a mídia de massa quanto a da elite. O [CEO](https://pt.wikipedia.org/wiki/CEO) da *The Economist* descreveu essa mudança global recente, que foi notado pela primeira vez na década de 1990 e se acelerou no início do século XXI, como uma “nova era da inteligência de massa”. Fonte: Wikipedia.

 [![Mercado Comum Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/05/Captura-de-Tela-2021-05-05-as-20.19.36.png)](https://www.mercadocomum.com/)Mercado Comum Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios