---
title: &quot;Repensando-se a readequação e dinamização do aeroporto da Pampulha à s novas exigências dos tempos atuais&quot;
url: https://mercadocomum.com/repensando-se-a-readequacatildeo-e-dinamizacatildeo-do-aeroporto-da-pampulha-as-novas-exigencias-dos-tempos-atuais/
author: Nome do Admin
date: 2012-02-26T00:00:00-03:00
categories: [Especial, z_impresso]
tags: []
---

# Repensando-se a readequação e dinamização do aeroporto da Pampulha à s novas exigências dos tempos atuais

Carlos Alberto Teixeira de Oliveira  
Presidente/Editor de MercadoComum

 [**Belo Horizonte**](https://mercadocomum.com/belo_horizonte_/) é capital de Minas Gerais, estado detentor do terceiro maior PIB-Produto Interno Bruto estadual  
brasileiro. Inaugurada há 114 anos, foi uma das pioneiras no planejamento urbano brasileiro, cabendo ao engenheiro Aarão Reis a sua concepção e modelagem final. Antes, Ouro Preto era a capital do estado e, no seu apogeu, chegou a ter uma população que superava a da cidade de Nova Iorque.

 De acordo com o Censo de 2010, a capital mineira contava com uma população de 2,375 milhões habitantes, considerada a sexta maior do Brasil. Já a Região Metropolitana de [**Belo Horizonte**](https://mercadocomum.com/belo_horizonte_/) é a terceira maior do país, com uma população de 4,883 mil pessoas, sendo a 7ª maior da América Latina e a 62ª mundial. Na dimensão econômica, BH é o quinto mais relevante município do país, conforme estatística do IBGE, publicada nesta edição.Vale mencionar que o PIBProduto Interno Bruto municipal encontra-se centrado, fundamentalmente, no setor de serviços, que contribui com cerca de 90% do seu total. A indústria soma praticamente os demais 10%, sendo desprezível a participação da agropecuária na sua composição.

 O município de BH desfruta de uma posição geográfica central privilegiada e situa-se a 434 quilômetros da cidade  
do Rio de Janeiro (RJ), a 586 quilômetros de São Paulo (SP), a 524 quilômetros de Vitória (ES) e a 716 quilômetros  
de Brasília (DF). É interessante observar que a distância da capital mineira a muitos dos municípios do próprio estado se assemelha e supera, em alguns casos, aquelas às principais capitais do país, cabendo destacar, entre várias, a distância a Araxá – 374 km; Montes Claros – 418 km., Poços de Caldas 451 km e Uberlândia, 556 km. De outro lado, Minas Gerais é o quinto maior estado brasileiro em área geográfica, sendo equivalente ao tamanho da França.

 Na Região Metropolitana de [**Belo Horizonte**](https://mercadocomum.com/belo_horizonte_/) destacam-se dois aeroportos: o Aeroporto Internacional Tancredo Neves,  
situado no município de Confins e o Aeroporto Carlos Drummond de Andrade. Surpresa Trata-se este do nome  
oficial do [**Aeroporto da Pampulha**](https://mercadocomum.com/aeroporto-da-pampulha/).

 Cabe aqui uma pequena estória. Em 2006, quando se comemoravam os cinquenta anos da posse de Juscelino  
Kubitschek na presidência da República, juntamente com alguns empresários mineiros, como o Aguinaldo Diniz  
Filho e Arthur Lopes Filho, então presidente da ACMinas, procuramos o vice-presidente da República, José Alencar  
Gomes da Silva, para propor a mudança do nome do [**Aeroporto da Pampulha**](https://mercadocomum.com/aeroporto-da-pampulha/), com o propósito de homenagear o  
ilustre mineiro JK que o construiu à época em que era prefeito da capital. José Alencar também acumulava o cargo de ministro da Defesa, a quem se reportava a Infraero.

 O pleito não foi possível de ser atendido devido á constatação de que, por um decreto-lei, poucos anos antes, o nome do [**Aeroporto da Pampulha**](https://mercadocomum.com/aeroporto-da-pampulha/) havia sido mudado para o de outro ilustre mineiro, o itabirano Carlos Drummond de Andrade.

 À época, também se comemoravam os 100 anos do seu nascimento.  
Simultaneamente, o [**Aeroporto da Pampulha**](https://mercadocomum.com/aeroporto-da-pampulha/) passou por um esvaziamento planejado, assentado em dois principais  
objetivos, entre outros. Um deles era o de transformá-lo eminentemente em regional, limitando a sua atuação ao  
nível estadual, com algumas raras exceções. O segundo, com a transferência preponderante da maioria dos voos de  
amplitude nacional era o de promover a efetiva ocupação do Aeroporto de Confins, que andava com boa parte de sua capacidade ociosa.

 Não nos cabe aqui discutir a procedência ou o acerto da decisão que, como já abordamos, teve as suas devidas  
razões à época em que foi definido.

 O que neste momento propugnamos chamar à discussão é que essas mesmas razões e argumentos que então  
prevaleciam à época, atualmente não vigoram mais e ora se constituem, de outro lado, em um entrave, em gargalo e obstáculo ao desenvolvimento da própria capital.

 Vamos aos fatos. As duas principais capitais brasileiras, Rio de Janeiro e São Paulo, tiveram os seus aeroportos  
Santos Dumont e Congonhas completamente expandidos e modernizados. A localização geográfica dos mesmos  
oferece, em termos de risco e segurança, muito maior dificuldade operacional do que a região onde se encontra  
a Pampulha. Nenhum deles se transformou em regional e a ponte-aérea entre ambos tornou-se elemento fundamental nas suas operações.

 O Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, exceto quanto ao nome, praticamente ficou do jeito que era antes, não se modernizou nem teve as suas instalações ampliadas. Passou a operar quase que exclusivamente em nível regional do próprio estado, cuja área geográfica tem dimensão internacional.

 Já o Aeroporto de Confins teve alguns puxadinhos aqui e acolá, as suas instalações continuam absolutamente  
modestas e a constatação pior é que já se encontra com a sua capacidade de atendimento esgotada desde o ano  
passado e não está incluído nos planos de privatização nem de uma expansão mais significativa no curto e médio prazos.

 Contribuíram, ademais, de forma expressiva para contaminar ainda mais esta situação alguns outros fatores subsequentes.

 Um deles foi a implantação da Cidade Administrativa e a transferência de quase 20 mil funcionários públicos para suas instalações e, de outro lado, a expansão vigorosa da frota de veículos no período, uma das mais elevadas da história.

 Tudo isso fez com que a Linha Verde já seja considerada praticamente obsoleta, com a existência de vários pontos  
de gargalhos e congestionamentos, aumentando em muito o tempo do percurso do centro da cidade a Confins. Somase a tudo isso o custo de uma corrida de táxi, que entre idas e vindas não fica por menos de R$ 200,00. E há um detalhe a mais, em sendo o destino o Rio de Janeiro ou São Paulo. É que, na maior parte das vezes, a chegada ocorrerá inevitavelmente nos aeroportos do Galeão ou Cumbica e, com isso, a despesa com táxi amplia a outros R$ 200,00 adicionais. E disso resulta uma tremenda incoerência: o custo dos táxis e o tempo despendido nos percursos aos aeroportos chegam a equivaler aos de uma viagem de carro.

 Temos pela frente, no curto prazo, a [**Copa do Mundo**](https://mercadocomum.com/copa-do-mundo/) e a das Confederações em 2013, além da mobilidade social e a ascensão de enormes contingentes populacionais às classes mais altas, o que faz o uso do meio de transporte aéreo cada vez mais exponencial.

 Resumo da ópera: da forma como está, a capital mineira e os seus cidadãos, de maneira em geral, estão muito prejudicados e a situação atual retira bastante competitividade na atração de novos empreendimentos produtivos não só a BH, mas também ao estado. E, ademais, afugenta pessoas de fora interessadas em aqui participar de congressos, feiras, shows, espetáculos, esportes, exposições, cursos, seminários e eventos em geral ou, até mesmo, para um simples passeio ou turismo. Não se pode perder de vista, como é bem demonstrado em toda esta edição de MercadoComum, que o turismo é uma das atividades que mais cresce em todo o mundo e que contribui de forma vigorosa e sustentada para o desenvolvimento dos países.

 Minas são várias e sempre esteve incrustada em diversas montanhas e isso é positivo e até muito charmoso. No  
entanto, não pode ficar ensimesmada, enclausurada e sentindo-se isolada, desconectada e distanciada do resto  
do país e, principalmente, dos grandes centros de decisão.

 Ao contrário, precisa encurtar as suas distâncias e facilitar o relacionamento que possa trazer mais desenvolvimento  
e riqueza para todos. Por isso, sou inteiramente favorável a um novo reposicionamento do Aeroporto Carlos Drumond de Andrade (Pampulha), adaptando às exigências e demandas dos tempos atuais e futuros. Isso significa, no meu entendimento, a sua modernização, ampliação de suas instalações e expansão de seus serviços. E, por fim, que seja preferencialmente privatizado, juntamente com o Aeroporto de Confins.