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title: &quot;Pesquisa do IBGC mostra que em apenas 29% das estatais listadas na bolsa a indicação do CEO é feita pelo conselho de administração&quot;
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author: Nome do Admin
date: 2019-01-24T00:00:00-02:00
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# Pesquisa do IBGC mostra que em apenas 29% das estatais listadas na bolsa a indicação do CEO é feita pelo conselho de administração

*Presidentes de conselhos são indicados diretamente pelo acionista controlador em 42% das empresas analisadas*

 As condutas de governança corporativa praticadas pelas sociedades de economia mista estão em evolução, principalmente em decorrência de avanços institucionais, como a promulgação da Lei 13.303/2016 (Lei das Estatais). Ainda assim, é possível observar a necessidade de aprimoramentos. Atualmente, apenas 29% das estatais listadas na bolsa de valores preveem em seus estatutos sociais que a indicação do diretor-presidente (CEO) seja feita pelo conselho de administração, aponta a segunda edição da pesquisa Governança Corporativa em Empresas Estatais Listadas no Brasil, realizada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

 &quot;Identificamos que em 35% das empresas pesquisadas a indicação do diretor-presidente é feita diretamente pelo controlador – presidente da República, governadores, ministérios ou outras estatais – e que em outras 36% a forma como a indicação será feita sequer está registrada em algum documento público da companhia. A falta de transparência também é um problema, pois sabemos que a possibilidade de interferência política é um risco real nas estatais&quot;, diz Luiz Martha, gerente de Pesquisa e Conteúdo do IBGC. Segundo o levantamento, 64% das empresas afirmaram ter um comitê de indicação e elegibilidade – destas, apenas 40% apresentaram a lista de membros do comitê.

 A necessidade de evolução das práticas de governança corporativa das estatais fica evidente também nos quesitos relacionados à conduta e aos controles internos. Apenas 55% das empresas pesquisadas possuem área de compliance formalizada e apenas 54% possuem política formalizando o seu vínculo ao conselho de administração quando há suspeita de envolvimento do CEO em atos ilícitos.

 A pesquisa considera todas as 31 sociedades de economia mista listadas na bolsa de valores e foi produzida a partir de informações coletadas entre julho e agosto de 2018 – após o fim do prazo de adequação das empresas à Lei das Estatais, encerrado em junho do ano passado. Apesar da plena vigência do normativo, algumas de suas exigências ainda não fazem parte do dia a dia das empresas. Entre elas está a criação do comitê de auditoria, ausente em 40% da amostra. Mais da metade (52%) também não divulgou a Carta anual de políticas públicas e governança corporativa, documento que explicita como as empresas estatais atenderão ao interesse público que justificou sua criação.

 &quot;É importante lembrar que a pesquisa retrata as estatais listadas na bolsa de valores. São empresas mais vigiadas pelo mercado e com necessidade de investir em estruturas de controle e transparência pela captação de recursos privados. É possível que nas demais estatais, o caminho a ser percorrido rumo às boas práticas de governança seja ainda maior&quot;, observa Martha.

 A íntegra da pesquisa já está disponível para download gratuito no site do IBGC, por meio do link [http://conhecimento.ibgc.org.br/Paginas/Publicacao.aspx?PubId=24002](http://conhecimento.ibgc.org.br/Paginas/Publicacao.aspx?PubId=24002).

 **Sobre o IBGC:**

 O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), organização da sociedade civil, é a principal referência brasileira e uma das principais referências mundiais em governança corporativa. Há 23 anos, contribui para o desempenho sustentável das organizações por meio da geração e disseminação de conhecimento das melhores práticas em governança corporativa, influenciando e representando os mais diversos agentes, visando uma sociedade melhor.

 O IBGC conta com mais de 1.700 associados entre conselheiros de administração, empresários, acadêmicos, executivos e empresas listadas e familiares, que participam, voluntariamente, na produção de publicações e pesquisas, que podem ser encontradas no Portal do Conhecimento. O IBGC é um think tank que promove treinamentos, fóruns, conferências, palestras e networking entre profissionais. O instituto conta, ainda, com o Programa de Certificação para Conselheiros de Administração e Conselheiros Fiscais. Com a certificação, esses conselheiros passam a integrar o Banco de Conselheiros Certificados, uma ferramenta muito útil para organizações que buscam executivos qualificados.

 Com sede em São Paulo, o instituto atua regionalmente por meio de sete capítulos, localizados no Ceará, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Atualmente, hospeda as atividades da Global Reporting Initiative (GRI) no Brasil, integra a rede de Institutos de Gobierno Corporativo de Latino America (IGCLA) e o Global Network of Director Institutes (GNDI – [www.gndi.org](http://www.gndi.org/)), grupo que congrega institutos relacionados à Governança e conselho de administração ao redor do mundo.