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title: &quot;MercadoComum &#8211; JK e a REVOLUÇÃO de 1964:&quot;
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author: MercadoComum
date: 2019-04-12T00:00:00-03:00
categories: [JK - PROFETA DO DESENVOLVIMENTO]
tags: []
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# MercadoComum &#8211; JK e a REVOLUÇÃO de 1964:

“O Brasil das reformas é o Brasil democrático, contra privilégios e contra extremismos. É o Brasil sem frustrações. Esperançoso, rico e mais justo”.  Leia as declarações do ex-presidente Juscelino Kubitschek à edição extra da revista “O Cruzeiro” de 10 de abril de 1964, por ocasião da “Revolução de 1964”, afirmando ser a palavra do líder decisiva para o desarmamento dos espíritos, agora que o País voltava à paz e ao trabalho.  É com o pensamento voltado para Deus, grato à sua proteção ao Brasil e ao seu povo, que saúdo a nossa gente pela restauração da paz, com legalidade, com disciplina e com a hierarquia restauradas nas Forças Armadas.  No auge da crise, quando era próxima a possibilidade de derramamento do generoso sangue brasileiro, o apelo à paz, com legalidade, disciplina e hierarquia, tinha de ser ouvido. E foi ouvido. A paz está mantida. A legalidade engrandecida. A disciplina e a hierarquia rejuvenescidas.  Mais do que nunca o Brasil precisa de paz: nos espíritos e nos corações. A mente clara, para pensar sem ódios e sem rancores. A convalescença terá de ser curta, sem radicalizações e sem ressentimento. Não manteremos a paz da Democracia representativa com sentimentos de vingança e rancores condenáveis.  A hora é de grandeza democrática. De grandeza da própria Democracia. De volta à rota do progresso pela criação da riqueza e da multiplicação das oportunidades de viver melhor. Sem progresso não haverá liberdade para alcançar a justa distribuição da riqueza. Continuaremos a socializar o escasso.  A paz não exclui, todavia, a vigilância democrática. O perigo comunista não estava, como se viu, no comportamento do povo e dos trabalhadores, ordeiros e democratas. O perigo comunista estava na infiltração em comandos administrativos.  A vigilância democrática não significa, porém, a oficialização em qualquer ponto do território nacional do liberticídio, do desrespeito às liberdades individuais e associativas. E muito menos daquelas liberdades que mais de perto se relacionam com as aspirações populares e com os direitos associativos, com os sindicatos libertados de influências políticas de cúpula.  A legalidade é anticomunista, mas não é antipopular. A legalidade democrática deverá estar aberta, em todos os seus canais de comunicação, ao livre curso dos debates.  A legalidade democrática abre também a possibilidade de recolocar o problema das reformas de base. As reformas realmente democráticas, dentro da ordem social e econômica. Reformas que elevem o padrão de vida do povo, nos campos e nas cidades, significando socialização da riqueza, com a preservação integral do princípio da propriedade privada, que cumpre estender e generalizar, dando prioridade aos que nada possuem.  Não temos dúvida em afirmar que a Democracia só será consolidada e enriquecida com a conquista permanente da devoção popular.  A legalidade democrática nos conduzirá às eleições. Será a continuidade do regime, já restaurado com a posse, pelo Congresso, do meu eminente companheiro de partido, o Presidente Ranieri Mazzilli. O ritual democrático está firme. É preciso, agora, que os fins que ele simboliza sejam realizados pela ação dos brasileiros lúcidos e tolerantes.  O Brasil das reformas é o Brasil democrático, contra privilégios e contra extremismos. É o Brasil sem frustrações. Esperançoso, rico e mais justo.   Algumas declarações posteriores sobre o Golpe de 1964 e texto do próprio JK:  **GOLPE DE 1964**  “3 de abril de 1964 – ‘Essa revolução foi feita contra o João Goulart. Mas 72 horas depois, ela se voltou contra mim!’ – costumava dizer JK a seu amigo Adolpho Bloch, sem amargura na voz ou no gesto, apenas como constatação da realidade que vivera a partir do terceiro dia do movimento armado, que deixara de ser um golpe corretivo e se prolongava, em sucessivos lances, buscando a institucionalização de um novo regime. Ele soubera, por intermédio de amigos comuns, da reunião no Ministério da Guerra, quando os governadores mais ligados à deposição de Goulart foram levar o nome do general Castelo Branco ao chefe militar que assumira, por conta própria, o controle do movimento. Nessa reunião, Lacerda, governador da Guanabara, na argumentação de que o governo Mazzilli não podia durar, deixara escapar a senha que serviria de código para novos movimentos: ‘Mazzilli já convidou até o [**Israel Pinheiro**](https://mercadocomum.com/israel_pinheiro/), homem ligado a Juscelino, para a chefia da Casa Civil.’ Ou seja, o fato de alguém ser ligado a Juscelino equivalia, na cabeça dos novos detentores do poder, a uma parcela de culpa e cumplicidade com o regime deposto. Nivelava no mesmo fosso dois homens distintos (Jango e JK) e dois governos diversos”.  (Relato de Carlos Heitor Cony)  **RESISTÊNCIA AO GOLPE DE 1964**   “Eu tive a resistência humilde, digna, a resistência do homem que nunca se curvou diante das ameaças que lhe fizeram. Que resistiu a tudo, enfrentou uma revolução sozinho e desarmado. Revolução que procurou transformar a sua imagem completamente e que fez, duma maneira mais cruel, da maneira mais terrível, o esforço para apresentá-la ao país, da maneira diferente de que tinha sido”. (Declaração de JK)   **OBSERVAÇÃO:**   Estes textos constam do livro intitulado “Juscelino Kubitschek: Profeta do Desenvolvimento – Exemplos e Lições ao Brasil do Século XXI”, de autoria de Carlos Alberto Teixeira de Oliveira e que será lançado em junho próximo.  O livro, contendo 2.336 páginas, compõe-se de três edições impressas distintas:  -Volume I – PROFETA DO DESENVOLVIMENTO  -Volume II – O DESENVOLVIMENTO EM 1º LUGAR   A Construção de uma Nação Próspera e Justa  -Volume III – MENSAGEIRO DA ESPERANÇA   Exemplos e Lições ao Brasil do Século XXI  – Coletânea de 250 discursos proferidos no exercício do mandato da Presidência da República – 1956 a 1960