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title: &quot;Minas Gerais: Superávit da balança comercial é reduzido&quot;
url: https://mercadocomum.com/minas-gerais-superavit-da-balanca-comercial-e-reduzido/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2022-11-05T15:57:43-03:00
categories: [Economia Finanças e Negócios]
tags: [Minas Gerais: Superávit da balança comercial é reduzido]
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# Minas Gerais: Superávit da balança comercial é reduzido

[![Minas Gerais: Superávit da balança comercial é reduzido](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2022/11/Minas-Gerais-Superavit-da-balanc?a-comercial-e-reduzido-300x105.png)](https://www.mercadocomum.com/)Minas Gerais: Superávit da balança comercial é reduzido ***Saldo no acumulado do ano continua positivo, mas inferior ao de 2021***

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 Embora as exportações e as importações de Minas Gerais tenham crescido nos dez primeiros meses de 2022 em relação ao mesmo período do ano passado, **o saldo da balança comercial do Estado caiu** no mesmo tipo de comparação. **O superávit do comércio exterior** somou pouco mais de US$ 19 bilhões no acumulado de janeiro a outubro deste ano, contra cerca de US$ 22 bilhões em 2021. No mês também houve retração. A **diferença entre embarques e compras internacionais** saiu de cerca de US$ 1,5 bilhão em 2021 para aproximadamente US$ 1,4 bilhão neste exercício.

 

 Os dados são do [Ministério da Economia](http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral) e indicam ainda que apenas** as exportações do Estado somaram US$ 33,831 bilhões no decorrer de 2022 até o décimo mês.** O montante é 3,54% maior que os US$ 32,674 bilhões apurados na mesma época de 2021. **Apenas em outubro as vendas ao exterior foram de US$ 2,977 bilhões**, 7,58% a mais que os US$ 2,767 do mesmo mês do ano passado.

 

 Apesar do desempenho das exportações mineiras, o **minério de ferro**, principal item da pauta econômica do Estado, continua apresentando retração. As receitas referentes ao insumo siderúrgico já acumulam baixa de 35,3% no ano. As vendas somaram US$ 10,5 bilhões nos dez primeiros meses de 2022, enquanto na mesma época de 2021 haviam chegado a US$ 16,2 bilhões. No mês, a retração foi semelhante: 32,9%, sendo que totalizou US$ 778 milhões no mês passado sobre US$ 1,1 bilhão em outubro do ano anterior.

 

 De acordo com o consultor de negócios internacionais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais ([Fiemg](http://www.fiemg.com.br/)), Alexandre Brito, o cenário de expansão pode ser atribuído à **recuperação da atividade econômica****. E lembra que, embora o ritmo econômico mundial ainda permaneça fraco, a guerra entre Rússia e Ucrânia causou aumento n**

 **os preços em geral, permitindo uma melhora do faturamento das exportações.**

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 Especificamente sobre **o desempenho do minério de ferro, o especialista explica que tem relação com a desaceleração na China**, que segue com nível de oferta do insumo elevado em função de uma menor demanda por parte das siderúrgicas. “Há um desequilíbrio entre oferta e demanda que tem culminado com maiores estoques e derrubado os preços mundo afora”, diz.

 

 Brito lembra, porém, que **outros produtos importantes como o café, seguem em ascensão. **Para se ter uma ideia, as receitas com os embarques do grão têm crescido acima dos 60%. No ano já somam US$ 5,6 bilhões (contra US$ 3,4 bilhões em 2021) e no mês US$ 676 milhões (US$ 419 milhões em outubro do ano passado).

 

 **“A queda do minério pesa mais devido a sua importância na participação e devido aos preços que caíram muito. Mas outros produtos além do café seguem avançando como a soja, o ferro-ligas, o ouro e a celulose”, completa.**

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 As **importações **somaram US$ 14,8 bilhões de janeiro a outubro, alta de 42,6% sobre os US$ 10,3 bilhões registrados no exercício anterior. Apenas no décimo mês as receitas chegaram a US$ 1,5 bilhão sobre US$ 1,2 bilhão em 2021, elevação de 23%.

 “Nós temos a hulha, que lidera nossas importações com aumento bastante significativo ao lado do coque. O adubo também mais que duplicou e também tivemos aumento na importação de iodos”, exemplifica.

 

 **Projeções para o comércio exterior**

 Considerando o desempenho da balança comercial brasileira, o presidente da [Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB)](https://www.aeb.org.br/), José Augusto de Castro, afirma que **o País deverá encerrar o ano com recorde nos valores das exportações e das importações**, mas não do superávit. Isso porque os valores das importações estão maiores.

 

 “Já a **corrente de comércio** – que é a soma – vai bater recorde. Mas ainda não é garantia que este cenário seja mantido em 2023, porque de acordo com o que temos acompanhado, as receitas das exportações em outubro já cresceram menos que a média do ano. Por isso, projetamos para o ano que vem um crescimento menor em termos de preço”, afirma.

 

 **Especificamente sobre o minério de ferro, Castro diz que o comportamento vai depender da China. **Ele complementa que, **ao lado de soja e petróleo, o insumo siderúrgico representa 40% da pauta exportadora nacional. **E que os três vêm apresentando quedas nas quantidades e deverão encerrar o ano com volumes de exportação menores.

 

 “A melhoria do minério pode acontecer, mas vai depender da China. O que projetamos é que em 2023 a balança será, mais uma vez, sustentada por *commodities *e, cada vez mais, agrícolas. É que o protagonismo do minério vai e volta, de acordo com o momento”, justifica. *(Fonte: Diário do Comércio)*

 

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