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title: &quot;Comparando, Vinhos Brasileiros São Diferentes&quot;
url: https://mercadocomum.com/comparando-vinhos-brasileiros-sao-diferentes/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2022-10-30T18:36:04-03:00
categories: [Gastronomia]
tags: [Comparando, Comparando Vinhos Brasileiros São Diferentes, Vinhos Brasileiros São Diferentes]
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# Comparando, Vinhos Brasileiros São Diferentes

[![Comparando, Vinhos Brasileiros São Diferentes](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2022/10/Comparando-Vinhos-Brasileiros-Sao-Diferentes-202x300.png)](https://www.mercadocomum.com/)Comparando, Vinhos Brasileiros São Diferentes Inimá Souza*

 É real que, em relação aos nossos vinhos, o Brasil difere dos outros países produtores na América Latina; especificamente Argentina, Chile e Uruguai; e dentre essas diferenças, inequivocamente, a principal é, sim, o clima.

 Na Argentina, as principais regiões vinícolas vão da Patagônia ao semideserto noroeste do país, e a maioria das zonas vinícolas estão sujeitas a invernos longos e rigorosos, com escassez de água.

 Igualmente, no Chile, suas regiões vinícolas, ladeadas por duas cordilheiras (Cordilheira da Costa e Andes), são submetidas, grande parte, aos rigorosos e longos invernos, que não atingem as regiões vinícolas uruguaias, mas, que, ainda assim, sofrem os efeitos do Atlântico Sul, na produção.

 A vitivinicultura argentina tem forte influência espanhola; e isto, desde o século XVI, com a chegada dos colonos espanhóis, que trouxeram de lá as primeiras cepas. Já na metade do século XIX, a chegada de imigrantes italianos, e até de franceses, molda o estilo do vinho argentino: mais concentrados, extraídos.

 Em relação ao Chile a história não é diferente: a influência dos imigrantes espanhóis; e o vinho chileno, na sua maioria, consagra-se pela concentração e intensidade aromática; e, além, conquistou mercados pela ótima relação custo-qualidade (xô custo-benefício).

 No Uruguai, também de colonização espanhola, foi a cepa francesa, Tannat – trazida por eles -, que, após longo predomínio de uvas “americanas”, marcou o vinho uruguaio: escuro e potente.

 O vinho brasileiro veio com a colonização portuguesa (as primeiras videiras plantadas pelo viticultor, Brás Cubas); mas, no final do século XIX, tem a forte influência dos imigrantes italianos e alemães. E, logo o estilo se diferencia daqueles.

 Delicadeza e elegância; são essas as constantes do vinho brasileiro, na maioria das vezes; e resulta de sistemática evolução qualitativa – atestada por reconhecimento internacional -, tanto nos vinhos brancos (privilegiada acidez, frescor e fruta madura), como nos tintos (igualmente, com boa acidez, taninos em agradável medida, e fruta fresca).

 Os espumantes brasileiros têm consagração nacional, e crescente demanda no mercado externo. Frescor e leveza, anotados naqueles elaborados pelo método Charmat, e aromas densos com adorável frutado tropical, somados a uma inquestionável elegância, nos espumantes do método tradicional; aliás, de elevado padrão internacional.

 Em síntese, a diferença que distingue vinhos brasileiros dos demais congêneres da Argentina, Chile e Uruguai, é, pois, delimitada por história e estilo. Tanto quanto basta

 Circuito Profissional

 [![Circuito Profissional](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2022/10/Circuito-Profissional-300x120.png)](https://www.mercadocomum.com/)Circuito Profissional O circuito profissional do vinho, em [**Belo Horizonte**](https://mercadocomum.com/belo_horizonte_/), está a todo vapor com as sucessivas degustações voltadas para o segmento. Dessas, a Berkman, pelas mãos do Felipe Dias Ferreira, e participação da gerente comercial da empresa, Paula Brazuna, e do sommelier, Matheus Carvalho, levou à 68 Pizzaria, expressivo número de sommeliers, proprietários de restaurantes e distribuidores. Do portfólio da Berkman, destaque para a linha dos consagrados, vinhos Antinori.

 Já o Empório do Vinho BH, a mais nova importadora e distribuidora, na Capital mineira, que tem como sócios, o sommelier, Ariel Pérez Navarro e o empresário, Rafael Porto Albuquerque, inova com seu funcionamento; que inclui comercialização de extensa gama de queijos mineiros, vinho bar (até às 23h), vendas diretas para o consumidor. Segundo o Ariel, o portfólio tem mais de 250 rótulos, e o Empório é distribuidor Grand Cru para todo o Estado mineiro.

 Tim, tim.

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