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title: &quot;Nem tudo é culpa da Covid&quot;
url: https://mercadocomum.com/nem-tudo-e-culpa-da-covid/
author: Carlos Alberto Teixeira de Oliveira
date: 2021-06-07T09:40:04-03:00
categories: [Destaques da Edição]
tags: [1º de Maio, 25% dos votos e Lula 22%, A atuação do presidente Jair Bolsonaro é péssima para 42% dos mineiros e se as eleições fossem hoje ele teria, A bandeira de nossas bandeiras e? a Esperanc?a, A Economia com Todas as Letras e Números, A revoluc?a?o no sentido de se produzir mais, A verdadeira história do Palácio das Mangabeiras, Abrafarma, Agenda, Agenda Econômica, American Airlines, Análise Econômica, Anúncio, Anúncios, APIMEC-MG, Aquisições, Artigo, Assembleia de Acionistas, Autos e Negócios, Banco Safra, Banco Safra em New York localizada, Brasil, BRASIL – IMPOSTOS NAS ALTURAS, Brasileiros já pagaram R$ 1 trilhão em impostos, Camilo Penna, Capa, Caraça foi reinaugurado há 31 anos, Carga Tributária brasileira, Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, Carreiras, Carreiras Profissões e Trabalho, Carta do Leitor, CEMIG, Christianne Canavero, Claudio Moura Castro, COITADO DE TIRADENTES, Colégio do Caraça, Colégio do Caraça foi reinaugurado, Colégio do Caraça foi reinaugurado há 31 anos, Collecção de Leis da Assembléia Legislativa da Província de Minas Gerais de 1848, Com uma das maiores cargas tributa?rias do mundo, Como ter mentalidade equity, Composic?a?o da Carga Tributa?ria, curva de Laffer, DEBATE ECONO?MICO, Desempenho da Economia de Minas Gerais, Desenvolvimento, Dia do Trabalho, Discurso de Joe Biden, Economia, Economia brasileira, Eduardo Bartolomeo, Eleição de conselheiros, em Minas, Emanuel Carneir, Emanuel Carneiro, Empresarial, empresário Rubens Menin, Eugênio Mattar, Ex-presidente lula, Excelência, Fiesp, Fiesp acredita que o crescimento, Finanças, Impostômetro, Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, IMPOSTOS NAS ALTURAS, Indústria, Informações Privilegiadas, Investimentos, Itamar Franco, JK, João Camilo Penna, João Kepler, Joaquim José da Silva Xavier, José A. Freig, José Safra, Joseph Yacoub Safra, Juscelino Kubischek, Juscelino Kubitschek, Leis da Assembléia Legislativa da Província de Minas Gerais de 1848, livro O Poder do Equity, Localiza, Localiza e Grupo Corpo, Lucro, Lucro da Localiza, Lucro da Localiza tem aumento de 108, Lucro da Vale, Lucro da Vale aumenta mais de 20 vezes em um ano, Marcas de Sucesso, Menin, Mercado Comum, MercadoComum, Microsoft, Minas e o Brasil perdem João Camilo Penna, Minas Gerais, Mineiros estão pessimistas: 43% acreditam que nos próximos 6 meses a capacidade financeira para fazer compras vai piorar, Mineração, Modesto Araujo assume presidência da Abrafarma, Modesto Carvalho Araujo Neto, MRV, MUNDO EMPRESARIAL, Nem tudo é culpa da Covid, Nubank, Nubank anuncia Christianne Canavero como diretora global de ESG-Impacto, O Brasil convive com uma das mais elevadas cargas tributa?rias do mundo, O Brasil esta? dando certo?, O MINEIRO QUE DEU ESTABILIDADE POLÍTICA E ECONÔMICA AO PAÍS, O Poder do Equity, Palácio das Mangabeiras, Para onde caminham a economia mundial, Para onde caminham a economia mundial e a brasileira, PIB, PIB de 2020, PIB de Minas Gerais, PIB de Minas Gerais em 2020 foi menos pior do que o brasileiro, Prêmio Top of Mind, presidente da Drogaria Arauj, Presidente Jair Bolsonaro, Presidente JK, Presidente Juscelino Kubitschek, Produto Interno Bruto, Ra?dio Itatiaia de Minas Gerais, Rádio Itatiaia, Receita Federal, Rent a Car, Rodrigo Kede Lima, Rodrigo Kede Lima é o novo Presidente da Microsoft América Latina, Romeu Zema e? bem avaliado pela maior parte dos mineiros, Rubens Menin, Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazend, Secretarias Estaduais de Fazenda, seo muniz, Sérgio Mena Barreto, Sr. José Safra, Tanto Imposto e nada de retorno, Taxar exageradamente a produc?a?o e? um dos grandes equi?vocos da legislac?a?o tributa?ria brasileira, Tiradentes, Top of Mind, Top of Mind 2021, Top of Mind 2021 Marcas de Sucesso Minas Gerais, Trabalho, Troféu na Categoria Excelência e Top do Top of Mind, Vale, Vinho, Vinícola, Vinícola Douro Estates de Rubens Menin, WEBINAR Mercado Comum]
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# Nem tudo é culpa da Covid

[![Nem tudo é culpa da Covid](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/06/Nem-tudo-e-culpa-da-Covid.png)](https://www.mercadocomum.com)Nem tudo é culpa da Covid ***Roberto Brant****

 [![Mercado Comum Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios](https://www.mercadocomum.com/wp-content/uploads/2021/05/Captura-de-Tela-2021-05-05-as-20.19.36.png)](https://www.mercadocomum.com)Mercado Comum Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios Nunca me acostumarei com o fato de que os problemas essenciais que afligem o país passem longe das agendas da política brasileira. Do mesmo modo não me conformo com a passividade com que a sociedade reage a esta indiferença. Talvez isso seja fruto de uma cultura fatalista e complacente que acha que tudo é como deveria ser e que os homens não tem o poder de mudar o seu destino.

 A política brasileira hoje funciona no modo de sobrevivência. A grande maioria dos políticos, estejam eles no Legislativo ou no Governo, tem apenas um único grande desejo, o de manter suas posições no poder. Por isso procuram evitar qualquer grande tentativa de mudança, cujas consequências podem ser rupturas difíceis de prever com clareza. Governos e parlamentos usam todos os meios de que dispõem para promover mudanças triviais e cosméticas, fingindo mudar apenas para que tudo fique essencialmente como está.

 A força deste desejo de conservação tem sido capaz de paralisar um gigante que é este nosso país, tão rico de toda a sorte de recursos e povoado por uma gente de muitas origens e, na sua maior parte, criativa, inteligente e trabalhadora. Nos últimos quarenta anos, após nossa sociedade ter atingido um certo nível intermediário de renda e de maturidade, o medo do crescimento e da transformação parece ter sufocado nossas energias.

 O Brasil tem hoje uma das maiores taxas de desemprego no mundo, em torno de 14,2%. Este próprio dado oculta certas particularidades que o tornam mais grave. Do total da força de trabalho, além dos desempregados, que somam hoje mais de 14 milhões, temos cerca de 10 milhões que trabalham sem carteira assinada e 23 milhões que trabalham por conta própria, ambos os grupos privados de proteção social.

 Todos esses dados mostram como é precária e vulnerável a vida na maioria das famílias brasileiras. Alguém poderá dizer que grande parte deste estado de coisas é devido à pandemia e às medidas de isolamento social que foram adotadas para proteger as pessoas. Infelizmente o que é verdade para muitos países no mundo não é verdade para o Brasil, pois a situação crítica do nosso mercado de trabalho é estrutural e antecede o surgimento da Covid.

 Em alguns países a pandemia provocou muito desemprego e pobreza. Nos Estados Unidos antes da Covid havia praticamente pleno emprego, com apenas 4% da população desempregada. No auge da doença o desemprego subiu para 15%. Passados os piores momentos a taxa de desempregados recuou para 6%. No conjunto dos países desenvolvidos a pandemia fez o desemprego saltar de 5%, em média, para 9%, mas os índices agora já estão voltando à normalidade.

 No Brasil a situação é muito diferente. Nossas taxas de desemprego e a precariedade do trabalho estavam elevadas há muito tempo. Já em 2018 o desemprego estava em 12,8%. No auge da pandemia, em 2020, a taxa subiu para apenas 13,5% e agora, com a vida voltando aos poucos ao normal, subiu novamente para 14,2%. O alto desemprego no Brasil não é definitivamente o resultado das medidas sanitárias adotadas por Estados e Municípios.

 O desemprego no Brasil é uma condição estrutural provocada pelo baixo crescimento crônico de nossa economia. Nosso país há muito tempo mostra grande incapacidade de criar empregos porque não cresce e não investe em novas atividades produtivas.

 Não tenho dúvida de que este é nosso problema principal: empregar os brasileiros dispostos a trabalhar e criar condições para que o trabalho por conta própria esteja protegido contra as incertezas da vida econômica. Por isto nossas políticas públicas precisam priorizar o crescimento acima de qualquer outro objetivo. E paralelamente assegurar boa educação para todos, com ênfase na formação técnica das pessoas para que elas atendam às exigências de um trabalho cada dia mais dependente de novas tecnologias.

 Se o Estado brasileiro não for capaz de fazer isto, em breve todos os seus recursos serão pequenos apenas para conter as desordens e a raiva de uma população que perdeu todas as suas esperanças.

 *Advogado, ex-Deputado Federal, ex-Ministro da Previdência Social

 (Os artigos e comentários não representam, necessariamente, a opinião desta publicação; a responsabilidade é do autor da mensagem)

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