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title: &quot;Novo estudo aponta data de pico, número de mortes e capacidade do sistema de saúde para São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas e Brasil&quot;
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author: MercadoComum
date: 2020-04-08T16:45:04-03:00
categories: [Destaques da Edição]
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# Novo estudo aponta data de pico, número de mortes e capacidade do sistema de saúde para São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas e Brasil

**Modelo atualizado indica que São Paulo entraria no auge a partir deste dia 30**

 O pico de óbitos causados pelo novo coronavírus no Brasil deve acontecer em meados de maio, entre os dias 11 e 16. Os dados atualizam o estudo encomendado pela Easynvest e realizado por Samy Dana junto a um grupo multidisciplinar de pesquisadores de instituições de ponta. Se mantidas as variáveis e condições atuais até o período do auge, o novo modelo também aponta que no País, em cenário mediano, deve registrar cerca de 38 mil óbitos pela doença.

 **São Paulo**

 Para o estado considerado epicentro da doença no Brasil, o pico deve ocorrer a partir deste dia 30, até o dia 06 de maio. O modelo levou em consideração filas únicas de leitos de UTI e estima que o número de óbitos durante o período crítico deva ser, em média, 210 por dia. Ao todo, o cenário mediano prevê total de quase 9 mil mortes, sendo que o cenário mais crítico pode atingir até 14.371 óbitos.

 

### Rio de Janeiro

 De acordo com o estudo, o auge do novo coronavírus deve acontecer no estado do Rio de Janeiro entre 3 e 10 de maio, com mediana de 95 óbitos diários durante o período. Também levando em consideração filas únicas de leitos de UTI e manutenção das medidas de isolamento, o estado deve registrar 3.793 em um cenário mediano, com máxima de 8.173 em cenário extremo.

 

### Amazonas

 O Amazonas, também entre os estados mais afetados pelo Covid-19, já vive o pico da doença, projetado pelo novo modelo entre os dias 22 e 30 de abril. De acordo com os dados, a média de óbitos no período deve ser de 41 por dia. Considerando variáveis como filas únicas de leitos de UTI e isolamento social, a projeção aponta exaustão do sistema de saúde, com falta de 633 leitos em um cenário mediano e mais de 1.600 em um cenário crítico.

 O estudo está em desenvolvimento e, nas próximas semanas, serão disponibilizadas atualizações dos dados e inclusão de novas variáveis no modelo matemático. Os pesquisadores responsáveis pelo estudo são Samy Dana, Alexandre Simas, Bruno Filardi, Rodrigo Rodriguez e José Gallucci Neto.