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title: &quot;Renda limitada e nível de desemprego elevado: percepção da situação financeira melhora&quot;
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author: MercadoComum
date: 2019-09-02T15:00:56-03:00
categories: [A Economia com Todas as Letras e Números]
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# Renda limitada e nível de desemprego elevado: percepção da situação financeira melhora

*A percepção de melhora nas finanças foi puxada principalmente pelos que não possuem restrição de acesso ao crédito*

 Mesmo com a capacidade de endividamento dos consumidores ainda limitada pelo fraco crescimento da renda das famílias, muito por conta dos elevados níveis de desocupação e subutilização da mão-de-obra, há uma percepção de que a situação financeira atual melhorou na comparação entre o 1º semestre de 2019 e o mesmo período do ano passado. A constatação é de um levantamento com abrangência nacional feito pela Boa Vista, com cerca de 2.200 entrevistados, adimplentes e inadimplentes.

 A percepção de melhora nas finanças foi puxada principalmente por aqueles que não possuem restrição (nome sujo). Segundo a pesquisa da Boa Vista, 41% dos consumidores adimplentes disseram que a situação financeira está melhor (atuais), contra 35% dos respondentes no 1º semestre de 2018. Já 51% dos inadimplentes, ou seja, os que estão com o ‘nome sujo’, informaram que a situação financeira está pior (mesmo % registrado no 1º Semestre/18).

 Cerca de 42% dos consumidores declararam que a quantidade de dívidas diminuiu, contra 37% no 1º semestre de 2018. Para 30% não mudou nada e para 28% as dívidas aumentaram. Quando separados os perfis de público, 50% dos adimplentes disseram que a quantidade de dívidas diminuiu (atuais) versus 40% (1º Semestre/18). E no caso dos inadimplentes, 36% informaram que a quantidade de dívidas aumentou (atuais) contra 39% (1º Semestre/18).

 89% dos consumidores entrevistados pela Boa Vista esperam melhora nas finanças pessoais ainda para este ano. Ou seja, que a relação recebimentos versus gastos seja positiva. Outros 7%, por outro lado, acreditam que esta relação deverá ficar igual e 4% que irá piorar.

 Quando separados os adimplentes dos inadimplentes, 88% dos que não têm restrição esperam ganhar mais do que gastam (atuais) contra 91% (1º Semestre/18). Já 89% dos que têm restrição esperam ganhar mais do que gastam (atuais) versus 93% (1º Semestre/18).